As revistas da especialidade em tempos dedicavam estudos sobre quais os carros mais fáceis de roubar ou quais aqueles que eram mais fáceis de aceder ao habitáculo. Com o avanço da tecnologia as coisas foram tornando-se mais complicadas para os larápios. Mas mesmo estes têm vindo a adaptar-se aos novos sistemas como uns autênticos hackers do mundo automóvel.Muito do equipamento que as marcas disponibilizam hoje em dia como sendo de série, como vidros eléctricos, airbags, rádio com leitor de Cd's, ou mesmo um alarme tornaram-se banais e deixaram de ser um extra. Mas as marcas de topo agora oferecem alguns sistemas cada vez mais sofisticados. A tradicional chave de ignição com chip está a ser substituída por um comando via rádio que dá acesso ao interior da viatura e permite colocar a mesma em funcionamento.
Mesmo apesar dos avanços tecnológicos, o mundo dos criminosos está a adaptar-se a estas evoluções. Actualmente já é possível, mediante equipamento específico, interceptar as ondas de rádio e falsificar comandos, o que facilita o acesso indevido às viaturas. Para as máfias especializadas em roubar automóveis, e familiarizadas com esta tecnologia, pode demorar pouco mais que 3 minutos o acesso a viaturas sem chave. Para tal basta aos criminosos reprogramarem uma nova chave.
Algumas marcas, como por exemplo a BMW, têm sido as vítimas preferidas dos amigos do alheio. Mas não são só marcas premium que usam estes sistemas. Também marcas como a Renault, que disponibilizam chaves através de um cartão, usam sistemas que accionam a fechadura mediante aproximação. E muitos proprietários já se depararam com o inconveniente de não conseguirem aceder ou fechar as trancas das portas devido ao mau funcionamento do cartão. As novas tecnologias nem sempre são sinónimo de total evolução.








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