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Volkswagen Polo VI, a aproximação ao Golf (2018)




A 6ª geração do Volkswagen Polo, um modelo importante para a marca alemã já que é um dos modelos com mais êxisto no segmento dos citadinos, está mais madura e refinada. A 5ª geração, anterior a esta, conquistou inúmeros prémios pelo que o legado é relevante. Para não defraudar as expectativas a VW tratou de melhorar alguns aspectos e manter os pontos fortes. Desde já o que salta à vista é a volumetria e a maior dimensão que se aproxima cada vez mais do Golf. Quanto ao recheio vem mais equipado.

Ao nível do design nota-se as linhas com arestas mais vivas e vincos mais evidentes transmitindo mais agressividade. No geral está mais desportivo. As ópticas frontais são agora afiadas com uma luz diurna em tira horizontal quebrada a dar a ideia de um olhar semi-cerrado. A grelha frontal apresenta um friso horizontal superior na cor da carroçaria de modo a que o recorte do capôt não apanhe o logotipo. Uma solução estreada no Arteon. Na lateral nota-se uma linha de cintura mais pronunciada.



A plataforma do novo Polo é uma versão mais curta do Golf e é designada por MQB-A0, o primeiro VW da nova geração. Por isso não é de estranhar que a volumetria se aproxime com o hatchback familiar. Está mais largo, mais comprido mas mais baixo o que beneficia o visual desportivo. Isto reflecte-se no espaço a bordo que aumenta de tamanho. A bagageira tem uma capacidade de 351L, mais 71L do que a anterior geração.

Quanto a equipamento trás de série vários sistemas automáticos de segurança como o Front Assist com função de travagem de emergência em cidade (City Emergency Braking), sistema de deteção de peões (Pedestrian Monitoring), assim como travagem multicolisões. Em opção há ainda o sistema auxiliar de mudança de faixa de rodagem com sensor do ângulo morto (Blind Spot Monitor) e o Cruise Control adaptativo.



O painel de bordo do novo Polo pode ser, como opção, totalmente digital o que é uma estreia no segmento. O sistema de infotainment centra-se num ecrã de 6,5 ou 8 polegadas e pode ser ligado a um smartphone através da App-Connect (com MirrorLink®, Android Auto™ e Apple CarPlay™). O próprio telemóvel pode ser carregado por sistema wireless. Existem os três níveis de equipamento habituais: Trendline, Confortline e Highline.

No que toca a motores a VW irá dispor de blocos a gasolina, diesel e gás natural. Comum a todos eles é o facto de trazerem de série sistema automático Start/Stop e sistema de travagem regenerativa. O inovador sistema de desativação automática de alguns cilindros só aparece no modelo a gasolina 1.5 TSI.



Modelos a gasolina
Polo 1.0 MPI 75cv (aspirado) a partir de 16.285€
Polo 1.0 TSI 95cv (com turbo) a partir de 17.054€
Polo 1.0 TSI 95cv (com turbo) DSG 20.089€
Polo 1.0 TSI 115cv DSG (com turbo) a partir de 21.839€
Polo 1.5 TSI 150cv (com turbo)
Polo GTI 2.0 TSI 200cv (com turbo)

Modelos a diesel
Polo 1.6 TDI 80cv (com turbo)
Polo 1.6 TDI 95cv (com turbo)

Modelos a gás natural
Polo 1.0 TGI 90cv (com turbo)

Novo Honda Civic Type R bate recorde de Nürburgring (2017)








O novo Honda Civic Type R bateu o recorde da mítica pista de Nürburgring na categoria de veículos com tracção dianteira, relegando o VW Golf GTI Clubsport S para o 2º lugar. O veículo alemão tinha destronado a anterior geração do Civic Type R. Mas o modelo japonês volta a colocar-se no topo. 7 minutos e 43,8 segundos é este o tempo alcançado pelo novo Civic Type R, o que corresponde a menos seis segundos do que o Golf GTI.

Com 320cv auxiliados por um turbo, o bloco 2.0 VTEC turbo que equipa o novo Civic Type R consegue performances superiores do que a anterior geração. Mas a carroçaria também é diferente, com o veículo a apresentar dimensões maiores. Mais comprido, mais largo, mais baixo, mais leve e um centro de gravidade mais baixo o que ajuda a uma condução estável a altas velocidades.

Volkswagen Golf 1.0 TSI Bluemotion, com motor mais pequeno de sempre (2017)

O Golf com o motor mais pequeno de sempre



O Volkswagen Golf conta agora com um pequeno propulsor de apenas 3 cilindros e 1.0L a debitar 115cv, auxiliados por um turbo. É o motor de menor cilindrada que alguma vez equipou o compacto familiar. É também o bloco mais eficiente de sempre a gasolina, capaz de ombrear com o 1.6L TDI Bluemotion.


O consumo ainda não é tão económico como o modelo referido a diesel, mas tem uma menor cilindrada e maior potência. Custa menos 4.000 euros face à versão diesel mais acessível. As novas normas de emissões poluentes estão a "obrigar" as marcas a re-inventarem o motor a gasolina, mais amiga do ambiente e mais económicos.





Por isso verifica-se uma "invasão" de motores de apenas 3 cilindros auxiliados por turbo na indústria automóvel. São mais económicos e o turbo ajuda a aumentar a potência, reduzindo as emissões. Este novo bloco TSI de 1.0L é mais silencioso e melhor insonorizado do que a geração TSI de 1.2L. Para além disso o novo propulsor é feito em alumínio, o que permitiu reduzir o peso.

A versão 1.6 TDI Bluemotion anda nos 28.355€ enquanto a versão 1.0 TSI Bluemotion custa 24.243€. A diferença de preço é significativa e vale a pena fazer as contas de quantos km se anda por ano. A diferença de consumo não é assim tão grande. Enquanto que o bloco a gasolina consome 4,3L/100km o bloco a diesel gasta 3,8L/100km.





Ou seja num plano teórico quem adquire o modelo TDI recupera a diferença do valor investido ao fim de mais 180.000km, isto comparativamente com o modelo TSI.

A caixa que equipa o Golf 1.0 TSI é manual de 6 velocidades mas as relações são mais curtas o que beneficia a potência, enquanto que no TDI são de apenas 5 velocidades.





Mas há outro argumento em que o TSI bate o diesel. O imposto de circulação (IUC) é menor: 97,82€ face a 130,10€. O 1.0 TSI é, de facto, um bloco flexível no pára-arranca do tráfego urbano registando boas recuperações, mas aqui os consumos sobem consideravelmente. É em estrada que o propulsor torna-se mais eficiente em termos de consumo.





No que diz à estética esta versão do Golf 1.0 TSI não difere muito das outras versões. Aliás foi feito um ligeiro facelift a todas as versões do Golf, com novo pára-choques e interior das ópticas actualizado em Leds. Mas esta versão Bluemotion apresenta a carroçaria mais baixa e aerodinâmica, tal como todas as outras da marca, de forma a aprimorar o consumo.





Prós e contras
+ preço, insonorização, recuperações, menor cilindrada significa menor carga fiscal (IUC)
- consumo em cidade

Fiat 500 Abarth Ares com 404cv de potência (2017)




Cão que ladra e morde

A empresa Pogea fez uma autêntica transformação ao Fiat 500 Abarth. Ao look radical e desportivo, juntou um motor de 404cv de potência por baixo do capôt. É um autêntico pocket-rocket. Nunca tanta potência foi colocada num carro com estas dimensões.
O bloco que equipa este "monstro" é um simples 1.4L turbo a gasolina com muitas alterações à mistura de modo a poder extrair os 404cv. O resultado final é um pequeno carro muito musculado capaz de deixar atrás carros com outros pergaminhos. A suspensão, os travões e os pneus são especiais de modo a domar a "besta". As rodas têm 18'' de dimensão. A carroçaria é integral em fibra de carbono, mais leve e performante que o usual.

Seat Ibiza V, agora mais Leon do que nunca (2017)

Nova geração com
"upgrade" estético



A quinta geração do Seat Ibiza está a chegar e agora conta com um visual mais agressivo, com alguns "decalques" do Leon, o que pode ser visto como um "upgrade" positivo, ou seja uma subida de patamar. Esta é, provavelmente, a melhor geração de sempre do modelo espanhol que completa 33 anos de idade este ano. São mais de 5,4 milhões de unidades vendidas desde que foi lançada a primeira versão em 1984. As vendas do novo Ibiza arrancam em Junho.





O novo Ibiza estreia uma nova plataforma do grupo VW: o módulo MQB AO que irá estar presente em outros modelos como a próximo geração do VW Polo. Comparativamente com a anterior versão o novo Ibiza tem menos 2mm de comprimento e menos 1mm de altura. Mas está mais largo em 67mm. A distância entre eixos aumentou o que permitiu aumentar o espaço a bordo. E agora a capacidade da bagageira é de 355L, ou seja maior do que o antecessor.





Como se pode verificar a estética exterior está mais desportiva e agressiva com arestas mais vivas. Nota-se um abandono progressivo das linhas suaves com silhuetas curvas iniciadas na 3ª geração. A frente é claramente inspirada no Leon com ópticas mais afiadas, sendo que o queixo no pára-choques está mais vincado com um eixo simétrico que espelha as duas grelhas trapezoidais.





A grande inovação estética no exterior acaba por ser a traseira através do pormenor das ópticas traseiras com esculpimento de baixo relevo em cunha visível nas partes laterais da viatura e, certamente, inspirado nos novos modelos da Peugeot. De referir que as ópticas adoptam sistema de iluminação full Led, o que constitui uma inovação no seu segmento.





Quanto a equipamento existem quatro níveis: Reference, Style, XCellence e FR. As imagens aqui apresentadas referem-se à gama mais desportiva FR. A gama XCellence é uma novidade e pretende distinguir-se das outras com pormenores mais luxuosos e elegantes.





O novo Ibiza vem com inúmeras inovações tecnológicas. Trás um ecrã táctil de 8'' infoteinment na consola central, que pode ser controlado também através de botões. Este sistema permite a ligação ao smartphone e existe a possibilidade de carregamento sem fios. A ignição é feita pressionando um botão junto ao manípulo da caixa de velocidades.





O calcanhar de Aquiles dos modelos mais acessíveis da Seat, onde se inclui o Ibiza, acaba por ser o uso no seu interior de materiais duros. No entanto, e uma vez que o ADN da Seat está mais direccionado para clientes mais jovens, os pormenores dos materiais podem não ter assim tanta relevância. Mas a nova geração revela um cuidado na construção e um misto entre materiais macios e outros mais duros.





No capítulo da segurança o novo Ibiza incorpora inúmeros dispositivos como sistema de travagem de emergência automático para mitigação de colisão, sistema de assistência em trânsito, cruise control adaptativo, ou novos sensores de estacionamento à frente e atrás.





A Seat irá disponibilizar seis tipos de motorizações. A gama de entrada arranca no bloco a gasolina tricilíndrico com turbo 1.0L TSI com potências de 95cv e 110cv; segue-se outro motor TSI de quatro cilindros 1.5L de 150cv com sistema de desactivação de um dos cilindros em velocidade de cruzeiro. A diesel a oferta baseia-se no bloco 1.6L TDI com potências de 80cv, 95cv e 115cv.





A transmissão será manual de cinco ou seis velocidades. Em opção existe a caixa automática DSG de dupla embraiagem. Não é certo que a Seat ponha no nosso mercado uma variante com motor alimentado a gás natural. Só resta saber se irá ser lançada uma versão Cupra.





Modelos a gasolina
1.0 TSI (95cv) 3 cilindros c/ turbo;
1.0 TSI (110cv) 3 cilindros c/ turbo;
1.5 TSI (150cv) 4 cilindros c/ turbo;

Modelos a diesel
1.6 TDI (80cv);
1.6 TDI (95cv);
1.6 TDI (115cv);














Peugeot 5008 II, reforço na aposta em SUVs (2017)

5008 abandona estilo monovolume
e adopta formato de SUV



Prossegue a forte aposta da Peugeot no segmento dos SUV, agora com um modelo de maiores dimensões, neste caso o 5008. Este é o "porta-aviões da armada francesa". A nova geração deixa de lado o visual de monovolume adoptando um perfil de SUV. A marca do leão fica assim com um vasto leque de ofertas num dos segmentos que mais cresceu no mercado automóvel europeu: 2008, 3008 e agora o recém-chegado 5008. Chega ao mercado nacional em Junho. O preço de entrada arranca nos 32.380€, no caso do 1.2L PureTech a gasolina de 130cv, com nível de equipamento Active e caixa manual com seis relações.

O novo 5008 é um grande SUV capaz de transportar sete passageiros. O tejadilho pode ser panorâmico, o que confere um ambiente bastante agradável a bordo. E a Peugeot refere que o novo 5008 é dos melhores no seu segmento no capítulo da insonorização. A base deste novo SUV é a mesma do 3008 e 308. A sua dimensão com 4.641m de comprimento, 1.844m de largura, 1.645m de altura e 2.840m entre eixos permite obter um volume interior bastante vantajoso. Os bancos traseiros podem ser rebatidos o que faz com que a bagageira possa aumentar de uns "simples" 780L para uns expressivos 1940L.





E é possível aconchegar no seu interior objectos com um comprimento total de 3.2m. O portão traseiro pode ser aberto sem mãos através da passagem do pé por baixo do pára-choques. Comparativamente com a anterior geração o novo 5008 pesa menos 90kg. No capítulo da estética há muitas semelhanças com o 3008. No entanto e apesar do aspecto avantajado, o 5008 conta “apenas” com 1,64m de altura e a frente permite que o carro seja Classe 1 nas portagens.

Pode-se dizer que este é um 3008 mais "esticado" e avantajado, aproveitando o seu desenho aerodinâmico. Há mesmo poucas diferenças face ao irmão mais pequeno: a frente longa e horizontal com o nariz recortado na vertical através uma grelha cromada, ou o ar robusto com ombros altos e as protecções das cavas das rodas são evidentes, ou ainda a traseira com uma faixa horizontal negra onde se integram as ópticas de três tiras, como se fossem rasgadas pelas garras de um leão.





O uso de pneus de ultra baixa resistência ao rolamento, com jantes de liga leve de 17'' e 18'' beneficia o consumo. Mas quem preferir calçar o 5008 com jantes de 19'' a Peugeot disponibiliza um pneu de baixo perfil slimline. O interior também não difere muito do 3008. O anterior painel de bordo analógico é substituído pelo ecrã digital de 12,3'' i-Cockpit com desenho limpo e simples a imitar o painel de um avião. O painel de bordo do condutor pode ser personalizado consoante as opções disponíveis.

Na consola central existe um ecrã táctil de 8'' com menu de navegação que dispensa os tradicionais botões. Mas por baixo deste ecrã existem teclas de acesso às principais funções evitando deixar dedadas no ecrã. É possível gerir inúmeras funções do veículo como o ar condicionado ou o smartphone neste ecrã. Quanto a equipamento existe o Grip Control que permite incursões fora do asfalto e o sistema Hill Assist Descent Control com controlo electrónico em descidas acentuadas.





O 5008 vem com vários sistemas de segurança de auxílio ao condutor como o Active Safety Brake (sistema de travagem automática de emergência), o Distance Alert (alerta de risco de colisão), o alerta ativo de transposição involuntária da faixa de rodagem, o sistema de deteção de fadiga do condutor, o assistente automático de máximos, o reconhecimento de sinais de velocidade, o cruise control adaptativo com função Stop e ainda o sistema de vigilância permanente do ângulo morto.

Em opção o sistema Advanced Grip Control permite escolher vários modos de condução consoante o piso, com o veículo a adaptar-se electronicamente às circunstâncias. Modos Normal, Neve, Lama, Areia e ESP OFF para aqueles que querem controlar manualmente a viatura desligando as ajudas electrónicas. O 5008 oferece alguns ocpionais só vistos em viaturas de luxo como o sistema de massagem pneumática com oito bolsas de ar nos bancos da frente e o sistema Hi-Fi Premium da Focal.





Uma câmara instalada a bordo com uma visão e 360º permite auxiliar as manobras de estacionamento. O i-Cockpit Amplify permite perfumar o interior do habitáculo com três fragâncias – “Cosmic Cuir”, “Aerodrive” e “Harmony Wood”. O Peugeot Connect SOS & Assistance permite acompanhar todo o processo de manutenção da viatura. O 5008 pode vir acompanhado de uma trotineta elétrica (e-Kick) e de uma bicicleta dobrável elétrica (e-Bike) com possibilidade de ser recarregáveis dentro do veículo, através de uma “dockstation” colocada na bagageira.

No que toca a motores existem dois blocos a gasolina e quatro propulsores a gasóleo com caixas manuais de seis relações ou automáticas também de seis velocidades. Ao nível de equipamento existem 3 gamas: Active, Allure e GT Line. Os rivais do Peugeot 5008 serão Nissan XTrail, Land Rover Discovery Sport, Hyundai Santa Fé ou Skoda Kodiaq, embora o Peugeot seja mais acessível do que alguns destes modelos.





Modelas a gasolina
1.2 PureTech (130cv) cx man. 6 vel.: 32.380€
1.2 PureTech (130cv) cx aut. 6 vel.

Modelas a diesel
1.6 BlueHDI (120cv) cx man. 6 vel.
1.6 BlueHDI (120cv) cx aut. 6 vel.
2.0 BlueHDI (150cv) cx man. 6 vel.
2.0 BlueHDI (180cv) cx aut. 6 vel.

Prós e contras
+ qualidade, conforto, espaço
- poucas opções a gasolina, posição do ecrã na consola central


Skoda Octavia III facelift, actualização do best-seller checo (2017)

Evolução tranquila com design
renovado e novas tecnologias



O Skoda Octavia é um dos modelos com maior longevidade na indústria automóvel. O primeiro modelo surgiu em 1962. A versão Octavia Break é mesmo a carrinha mais vendida na Europa. Esta não é propriamente uma nova geração mas antes um facelift efectuado à 3ª geração e inspirado no Rapid. O design não é consensual, como iremos ver a seguir. Vem mais recheada de tecnologias e ligeiramente maior. Chega ao mercado nacional em Março e o preço de entrada arranca nos 22.749€ no caso do bloco 1.0L TSI de 115cv. Curiosamente a apresentação do emblemático modelo checo foi feita em Portugal.


O designer Kaban tratou de chefiar a concepção estética desta atualização. As linhas são inspiradas no modelo Rapid, nomeadamente as ópticas horizontais à frente e poligonais atrás com a característica assinatura luminosa em "C" que é já uma imagem de marca dos Skoda. Mas desta vez a frente apresenta as ópticas divididas em dois grupos sendo que um deles, em forma de dente, é fundido no desenho da grelha, e é aqui que o desenho não gera consenso. O futuro dirá se esta opção vingará ou não. Certo é que o designer responsável pelo novo Octavia saiu da marca para dar entrada na alemã BMW.





A estética da frente pode parecer mais agressiva do que a anterior geração, mas se olharmos de outros ângulos rapidamente a sensação passa a desilusão uma vez que a linguagem parece algo ultrapassada. A linha horizontal que recorta o capôt, a grelha e as ópticas pode parecer obsoleta, mas há que referir que por vezes são as linhas mais clássicas que conseguem perdurar mais tempo sem necessidades de facelifts. Estes farolins são em Leds em todas as versões. De perfil as alterações são pouco significativas.

No interior predomina o ambiente "simply clever": tranquilo e sereno de linhas clássicas, com bons materiais e acabamentos devidamente cuidados. Alguns pormenores, como a iluminação das portas com tiras de Leds ou o ecrã táctil de 6,5'' ou 9,2'' com sistema de navegação e sem botões, dão maior requinte à Octavia. O sistema infoteinment Skoda Connect foi renovado com quatro versões. É possível consultar informação sobre os consumos, os preços dos combustíveis, a meteorologia, as notícias, o estado do trânsito e ainda obter dados sobre a viatura. Para além disso é fácil espelhar o smartphone no ecrã.

Relativamente à geração precedente a nova Octavia está maior. Mais 11mm de comprimento na versão sédan e 8mm na versão carrinha. É nos lugares traseiros que mais se nota o aumento de espaço. A bagageira apresenta uma capacidade de 590L na versão sédan e 610L na versão carrinha. Os espaços de arrumação são muitos e estão espalhados pelo interior. Por exemplo as portas têm espaço para arrumar um guarda-chuva.





A Octavia vem com um gadget curioso: uma lanterna em Leds quando for necessário iluminação à noite. Quanto a equipamento existem 5 variantes: Active, Ambition, Style, RS e Scout. De referir o sistema de carregamento de smartphone wireless, volante multifunções aquecido e os bancos dianteiros também com sistema de aquecimento e mesas dobráveis nas costas, bancos traseiros com portas USB e tomada de 220V, útil para carregar um portátil.

Mas se o exterior segue uma lógica de evolução sem ruptura, no capítulo tecnológico da segurança há bastantes novidades com inúmeros dispositivos de apoio à condução como o sistema Dynamic Chassis Control que permite adaptar o chassis a 3 modos de condução: comfort, normal e sport sendo que este último modo, mais desportivo, pode ser accionado automáticamente por reconhecimento de determinadas situações.

Paralelamente a isto o novo Octavia também vem com o sistema Driving Mode Select, que permite ajustar a direção e caixa DSG a quatro modos de condução: normal, eco, sport e individual. É pena que os sistemas de detecção de ângulo morto e travagem automático de emergência sejam uma opção. Este pronto-socorro entra em funcionamento até 60km/h.





Novidade de modelo bi-fuel com GPL ausente do mercado nacional

No capítulo das motorizações existem inúmeras opções, mas todas elas com turbo. São os blocos TSI e TDI. A gama de entrada vem com um motor tricilíndrico de 1.0L TSI e 115cv de potência acoplado a uma caixa manual de seis relações. Também existem mais dois propulsores TSI: 1.2L e 86cv e 1.5L de 150cv. A caixa automática DSG é um opcional.

A gaóleo a gama arranca no 1.6L TDI com potências de 90cv (associado a uma caixa de cinco velocidades) e 115cv (com caixa de seis velocidades), naqueles que serão os blocos mais absorvidos pelo mercado nacional. Existirá ainda o 2.0L de 150cv. Também estarão disponíveis as versões mais desportivas RS a gasolina e diesel. O modelo bi-fuel 1.4 TSI G-TEC que funciona tanto a gasolina como a GPL não vai estar disponível no nosso mercado, o que é uma pena.

Modelas a gasolina
1.0 TSI (115cv) 3 cilindros c/ turbo: 22.749€;
1.2 TSI (86cv) 4 cilindros c/ turbo
1.5 TSI (150cv) 4 cilindros c/ turbo: 29.707€
2.0 TSI RS (230cv) 4 cilindros c/ turbo

Modelas a diesel
1.6 TDI (90cv): 22.482€
1.6 TDI (115cv)
2.0 TDI (150cv)
2.0 TDI RS (184cv)





Mecânica Skoda Octavia 1.0 TSI
Motor: 3 cilindros em linha, 999cc
Alimentação: injecção directa com turbo
Potência: 115cv às 5.000 e 5.500rpm
Binário: 200 Nm entre 2.000 e 3.500 rpm
Tracção: dianteira

Dimensões Skoda Octavia 1.0 TSI
Comprimento: 4670 mm
Largura: 1814 mm
Altura: 1461 mm
Peso: 1500 kg
Pneus: 195/60 R15
Mala: 590 L

Prestações Skoda Octavia 1.0 TSI
Velocidade máxima: 203 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 12 s

Consumos Skoda Octavia 1.0 TSI
Combinado: 4,8 L/100km
Emissões CO2: 109 g/km

Preço Skoda Octavia 1.0 TSI
a partir de 22.749€.



Mecânica Skoda Octavia 1.6 TDI
Motor: 4 cilindros em linha, 1598cc
Alimentação: injecção directa com turbo
Potência: 90cv às 2.750 e 4.600rpm
Binário: 230 Nm entre 1.400 e 2.750 rpm
Tracção: dianteira

Dimensões Skoda Octavia 1.6 TDI
Comprimento: 4670 mm
Largura: 1814 mm
Altura: 1461 mm
Peso: 1500 kg
Pneus: 195/60 R15
Mala: 590 L

Prestações Skoda Octavia 1.6 TDI
Velocidade máxima: 186 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 12,2 s

Consumos Skoda Octavia 1.6 TDI
Combinado: 4,0 L/100km
Emissões CO2: 105 g/km

Preço Skoda Octavia 1.6 TDI
a partir de 27.482€

Prós e contras
+ qualidade, conforto, espaço
- desenho da frente não consensual

Kia Rio IV, nova geração mais madura (2017)




A quarta geração do Kia Rio está mais madura. Nota-se uma continuidade nas linhas exteriores com poucas alterações, sinal de consistência e consolidação com pouco desgaste estético. Sinal de bom design em que as linhas ainda podem durar mais anos. Um caso raro em carros orientais. Aliás esta nova geração até parece um facelift mas não é. O Rio é um dos modelos mais vendidos da marca coreana, incluindo o mercado português, por isso percebe-se o cuidado pelo design evolutivo sem grandes rupturas. As maiores diferenças podem estar nos motores. Chega a Portugal em meados de Março.


O Rio é um utilitário compacto do segmento B, onde existe muita concorrência. A primeira e segunda gerações do Rio pertencem a uma era da história da marca coreana. Mas a partir do momento em que a Kia introduziu a terceira geração, numa altura em que entrou o designer oriundo da BMW, que este modelo tem dado conta do recado e aos poucos tem conquistado alguma quota de mrcado. A quarta geração mostra uma estética sem grandes mudanças. Depois de uma grande evolução é sinal que a Kia atingiu um patamar de consolidação. Afinal em equipa vencedora pouco se mexe.





Apesar das linhas serem muito semelhantes à anterior geração, está mais comprido, mais largo e mais baixo, o que permite um visual mais elegante e mais espaço interior. A frente mantém a mesma imagem mas agora com uma grelha inferior trapezoidal de maiores dimensões e cantos arredondados. O tiger nose é uma aposta ganha da Kia após ter introduzido esta grelha em todos os automóveis. Por isso mantém-se inalterada. Nas estremidades grelhas adicionais de linhas curvas servem para integrar os faróis de nevoeiro.

De perfil destaca-se o friso horizontal cromado na base do envidraçado. As rodas dispõem de novas jantes redesenhadas e mais desportivas. Atrás o pára-choques é rematado na base por um difusor em plástico negro que dá mais dinâmica. Os farolins foram ligeiramente actualizados com fundo tridimensional composto por três tiras em boomerang. A pega do portão traseiro com uma peça adicional a adornar o logotipo merecia um trabalho mais pensado pelos designers da Kia.





Quanto a motores mantém-se o já conhecido 1.2L a gasolina de quatro cilindros, mas junta-se um novo bloco de 3 cilindros sobrealimentado por turbo e a debitar 100cv. A versão a gasolina atmosférica tem um consumo anunciado interessante quando comparado com o bloco auxiliado com turbo, resta saber o consumo real. A gasóleo os blocos são novos de 1.4L e potências de 77cv e 90cv. Em todos os casos é transmissão é feita através de uma caixa manual com seis relações.

A carroçaria está mais rígida graças a uma estrutura mais robusta e leve, que permite diminuir os consumos, tornar a condução mais ágil e estável, e ainda dar maior segurança aos ocupantes. O conforto não foi descurado e a suspensão é nova permitindo filtrar as irregularidades do piso. A direcção mais directa também beneficia uma condução precisa. A posição de condução e a visibilidade são boas, mesmo tendo em conta que a altura foi reduzida.





Quanto a segurança o sistema de travagem foi melhorado com o intuito de oferecer uma resposta mais eficaz. Saliente-se que esta geração obteve 5 estrelas nos testes de colisão da Euroncap. O Rio oferece de série sistema de controlo de estabilidade da viatura, aribags frontais, de cortina e laterais, sistema de auxílio ao arranque em subida, alarme e sensores de controle de pressão dos pneus. Em opção existem sistemas de segurança adicionais como travagem automática para mitigação de colisão.

Para mais tarde está prevista a introdução de sistema de detecção de veículos em ângulo morto e detecção de fadiga do condutor. O interior mostra acabamentos sóbrios ao gosto europeu. Dispõe de cinco lugares confortáveis. Existem muitos espaços para arrumação. A bagageira tem uma capacidade de 325L, sendo uma referência no seu segmento.





No que toca a equipamento vem com quatro gamas: LX, SX, EX e TX. O nível mais acessível LX já trás de série ar condicionado, bluetooth, rádio com USB e ligação de smartphone, sensores de luz, cruise control, comandos no volante, e espelhos retrovisores exteriores com pisca integrado e retrácteis electronicamente. A gama SX adiciona jantes de liga leve de 15'', faróis de nevoeiro e luzes diurnas em Leds.

O nível seguinte EX junta sensores de chuva, vidros traseiros escurecidos com película, climatizador automático, jantes de liga leve com 16'', sistema infoteinment com ecrã táctil de 7'', sensores de estacionamento. A gama de topo TX junta ainda jantes de liga leve de 17'' e luzes traseiras em Leds. Tal como os restantes modelos da Kia, o Rio dispõe de uma garantia de 7 anos ou 150.000km.

Modelos a gasolina
1.2 CVVT (84cv) 4 cilindros: 12,9s; 170km/h; 4,8L/100km; 109g/km; 15.600€;
1.0 T-GDI (100cv) 3 cilindros c/ turbo: 10,7s; 188km/h; 4,5L/100km; 102g/km; 19.300€;

Modelos a diesel
1.4 CRDI (77cv): 14,0s; 165km/h; 3,5L/100km; 92g/km; 19.500€;
1.4 CRDI (90cv): 12,0s; 175km/h; 3,8L/100km; 98g/km; 21.980€;

Prós e contras
+ preços, equipamento, segurança
- colocação do ecrã táctil na consola central, pega do portão traseiro
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