

O português Carlos Tavares vai ser o próximo CEO do grupo francês PSA Peugeot-Citroën. O gestor, que vem da Renault e da sucursal norte-americana da Nissan, pretende relançar as marcas Peugeot e Citroën que atravessam um período económico complicado. As vendas das duas marcas têm caído a pique. Em 2012 a PSA registou prejuízos de 5 mil milhões tendo sido alvo de uma capitalização estatal.
Carlos Tavares é apelidado de car guy na indústria automóvel e vê agora chegar o momento de liderar uma grande empresa construtora do ramo automóvel. A tarefa não vai ser fácil uma vez que a PSA está a fazer esforços enormes para se reerguer. O risco de despedimentos ameaça as várias fábricas. O peso forte dos sindicatos serão o grande obstáculo à reestruturação do grupo.
O objectivo será melhorar o aproveitamento das infraestruturas e alargar as vendas para outros mercados. A PSA "acordou" tarde ao não antecipar a quebra de vendas no mercado europeu após a crise económica e ao passar ao lado da explosão de outros mercados como a China. Outros grupos como, por exemplo, a Volkswagen já têm uma fatia enorme de vendas na China e conseguiram atenuar as quebras na Europa. O estado francês vai entrar no capital para salvar a empresa e perspectiva-se outra entrada por parte de chineses. O actual presidente renunciou a uma reforma de 21 milhões após pressão pública.
Percurso de Carlos Tavares:
1975 - ruma a Paris para estudar engenharia;
1981 - entra na Renault como engenheiro e piloto de testes;
1985 - torna-se o responsável máximo da produção de suspensões de todos os veículos do grupo Renault;
1991 - lidera o projecto da plataforma da segunda geração do Clio;
1996 - promovido a director de equipa que concebe a segunda geração do Mégane e Scenic;
2001 - promovido a director de equipa de desenvolvimento de todos os veículos do segmento C;
2004 - ruma a Tóquio para liderar a Nissan, onde fica cinco anos onde foi responsável pela aposta no eléctrico Leaf;
2009 - ruma aos EUA para liderar a sucursal da Nissan americana;
2011 - regressa a Paris para ser o número dois do grupo Renault Nissan;
2013 - deixa a Renault e admite que pretende liderar um grande construtor automóvel;
2014 - irá assumir a 1 de Janeiro a presidência executiva do grupo PSA Peugeot Citroën







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