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Grupo Fiat Chrysler pretende abandonar motores diesel em 2022




O grupo Fiat Chrysler anunciou que pretende deixar de produzir carros ligeiros a diesel já em 2022. A justificação prende-se com o aumento do custo (20%) para fabricar motores com esta tecnologia de forma a cumprir as novas normas europeias de emissões poluentes. Como consequência do aumento do custo de fabrico os carros a diesel tenderão a ser mais caros no mercado de veículos novos.

Os veículos a diesel vão ficar sob pressão devido à legislação ambiental e também é sabido que num futuro próximo alguns países europeus vão restringir a circulação destes veículos em cidades com grande tráfego urbano. Com este abandono em perspectiva o grupo ficará a produzir veículos ligeiros apenas com motores a gasolina para as marcas Fiat, Alfa Romeo, Chrysler, Maserati, Jeep, Ram e Dodge.

Carros afectados pelo dieselgate do grupo VW terão de ser reparados




O alerta foi dado pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT): os carros afectados pelo escândalo das emissões poluentes do grupo VW (conhecido por dieselgaste) que não forem reparados serão impedidos de circular nas estradas portuguesas.

A lei também prevê chumbos nos centros de inspecção a partir de Maio de 2019. Todos os veículos que estão afectados pelo problema das emissões são mesmo obrigados a ir à oficina da marca para serem intervencionados. E isto inclui as marcas Volkswagen, Seat, Audi e Skoda.

"Os veículos para os quais já exista solução técnica aprovada pelo KBA [regulador alemão] e que, sendo notificados para a acção de reposição da conformidade, não sejam submetidos à reposição da conformidade" nos prazos fixados "serão considerados em situação irregular" (IMT).

Os veículos que não efectuarem a reparação "ficarão impedidos de circular legalmente na via pública, estando sujeitos à apreensão dos respectivos documentos de identificação, por motivo de alteração das suas características relativamente ao modelo homologado e incumprimento da regulamentação relativa às emissões poluentes" (IMT).

Para ver se o seu veículo está afectado visite o site da VW aqui: http://info.volkswagen.com/pt/pt/home?tab=check-own-car

Limite de 30km/h nos centros urbanos vai originar mais caos e poluição




O governo pretende introduzir algumas alterações no código de estrada e uma delas é impor um limite de velocidade de 30km/h nos centros urbanos. Aplicar esta medida em zonas críticas, como escolas ou creches, é aceitável. Agora generalizar a medida para qualquer ponto da cidade parece uma medida com efeitos nefastos para o ambiente.

As consequências imediatas desta medida serão congestionamento de tráfego automóvel e, consequentemente, mais poluição atmosférica. Porque é precisamente no pára-arranca que os automóveis a combustão produzem os maiores índices de poluição. Basta ver que o túnel junto à rotunda do Marquês de Pombal é dos locais com mais poluição no país (Link).

Esta medida parece ser despropositada quando aplicada na generalidade a todos os centros urbanos. A única forma de implementar esta medida do código será através da colocação maciça de semáforos com limite de velocidade e mais passadeiras.

Link

Regras ambientais apertam o cerco aos carros a diesel



Os carros a diesel anteriores a 2014 vão deixar de poder circular em algumas regiões da Europa daqui a uns anos (2025). Trata-se de uma medida que irá forçar a desvalorização deste tipo de viaturas no médio prazo por não cumprirem as novas normas de emissões - Euro 6.

Marcas alemãs preparam medidas para alterar as viaturas de modo a emitirem menos poluição cujo custo estimado é de 500 milhões de euros. No entanto isso é sempre uma medida de remendo e implica mexer nas performances e consumos dos carros. É irónico que os carros a diesel que foram vendidos como mais caros do que os carros a gasolina, por consumirem menos, agora se vejam num beco.

Portugeses continuam a ignorar o cenário que no futuro irá bater à porta

Por causa disto, e do escândalo da VW, as vendas de veículos a diesel têm vindo a cair na Europa mas isso não se sente em Portugal, um dos países com maior percentagem de carros a gasóleo na Europa. Um quarto do parque nacional são carros a diesel anteriores a 2014.

Se o governo português for obrigado a lançar medidas de restrição de circulação de carros poluentes então a desvalorização de carros a diesel será inevitável. E não se sabe se haverá incentivos fiscais. Na Alemanha muitos stands já tiveram de baixar o preço dos automóveis a diesel como resultado de uma diminuição da procura.

Os clientes europeus estão a apostar mais nos híbridos, eléctricos e na nova geração a gasolina com turbo. Mas em Portugal o mercado continua indiferente a este novo cenário que se avizinha.

Volkswagen obrigada a pagar 2,3 mil milhões de euros de multa nos EUA (2017)




O valor da multa que a Volkswagen vai ter de pagar nos EUA pelo escândalo das emissões será de 2,3 mil milhões. A decisão foi do tribunal americano. "Conspiração de longo prazo para vender 590 mil veículos diesel", é assim que o tribunal define o escândalo do gigante alemão e que acabou de defraudar milhares de condutores na américa do norte.


Condutores americanos indemnizados e na europa?

Os condutores americanos vão ser indemnizados mas na Europa não se coloca o mesmo cenário. Resta saber se a situação se manterá assim ou se o grupo alemão terá também de ser obrigado a indemnizar consumidores europeus lesados.

FBI detém alto quadro da Volkswagen nos EUA (2017)



Na sequência do processo do escândalo das emissões poluentes acima da lei, detectadas em veículos a diesel do grupo Volkswagen, e que decorre nos tribunais americanos, o FBI decidiu prender um alto quadro da empresa alemã nos EUA. A notícia foi divulgada pelo The New York Times. Oliver Schmidt, que chefiava o departamento de conformidade regulatória da Volkswagen nos EUA foi detido pelo FBI.

O alemão vai enfrentar acusações de conspiração devido à violação das emissões de gases poluentes acima daquilo que a lei permite nos EUA. As ações movidas contra a Volkswagen acusam Schmidt de ter desempenhado um papel importante nos esforços do grupo alemão para esconder as emissões causadoras de fraude regulatória nos Estados Unidos.

O The New York Times refere que em 2014 Schmidt e outros funcionários da VW, alegadamente, proferiram falsas explicações técnicas para os altos níveis de emissões presentes em diversos veículos movidos a diesel da marca alemã. Já em 2015 Schmidt reconheceu a existência de um mecanismo electrónico que permitia enganar os testes de emissões nos carros do fabricante alemão.

Óxido de azoto, e não o CO2, é considerado um gás cancerígeno

Na realidade o referido dispositivo, instalado em milhares de viaturas, permite o cumprimento nos testes estáticos de emissões mas assim que as viaturas entram em andamento, alegadamente, o dispositivo desactiva-se automaticamente, fazendo com que as emissões poluentes sejam maiores. Isto permitiu ocultar as verdadeiras emissões de óxido de azoto, um gás que é considerado cancerígeno pelas autoridades de saúde nos EUA.

A vez da Fiat ser acusada nos EUA devido às emissões poluentes (2017)



Depois do grupo alemão Volkswagen ter sido acusado nos EUA de ter falsificado as emissões em diversas viaturas, agora é a vez do grupo italo-americano FCA (Fiat Chrysler Automobiles) ser alvo de penalizações uma vez que, alegadamente, também terá usado um esquema semelhante.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) encontrou em duas viaturas a diesel do grupo Fiat Chrysler um software que também manipula as emissões de gases poluentes.
No entanto as viaturas em questão não são de marca Fiat, até porque a empresa italiana não comercializa carros Fiat no mercado italiano. O Fiat 500 não é propriamente um carro apetecível para os americanos...

Os carros onde foram descobertas irregularidades são de marcas americanas, que pertencem ao mesmo grupo. São eles o Dodge Ram e Jeep Grand Cherookee com blocos 3L diesel de 2014 e 2016 e totalizam 104 mil unidades vendidas. No entanto, e uma vez que estes motores são de origem Fiat, é muito provável que se encontrem os mesmos "defeitos" em outros motores montados em viaturas de marca Fiat, mas que só se venderam no mercado europeu.

Novamente o óxido de nitrogénio (NOx) em questão, e não o CO2

O sistema encontrado nas referidas viaturas permite a emissão de gases poluentes para a atmosfera acima do legalmente permitido nos EUA, sendo que o mais nocivo é o óxido de nitrogénio (NOx) e não o famigerado CO2. Depois da multa pesada que a VW terá de pagar, espera-se que o grupo Fiat receba uma multa também avultada e que pode chegar a várias largas de milhares de milhões de euros.

Contudo o CEO do grupo Fiat Chrysler já reagiu e afirmou que não há irregularidades, prometendo enviar informação técnica à EPA a provar a inocência.

CE abre processos contra estados por ausência de multas à VW após dieselgate



A Comissão Europeia decidiu abrir processos contra setes países da União Europeia por não teram aplicado multas ao fabricante alemão Volkswagen após o conhecimento do escândalo dieselgate ocorrido em 2015. Ao contrário do que fez os EUA, estes países não cumpriram as suas obrigações legais face às emissões acima do permitido provenientes de veículos do grupo alemão.

É uma forma de pressionar indirectamente o fabricante através dos estados membros já que a CE não tem poderes para punir directamente a indústria automóvel. A CE refere que "cabe aos construtores de automóveis respeitar a lei. Mas as autoridades nacionais de toda a União Europeia devem assegurar que os fabricantes automóveis cumprem realmente a lei".

Entre estes países encontram-se Alemanha, Reino Unido, Espanha, Luxemburgo, República Checa, Lituânia e Grécia. Estes países têm dois meses para responder às acusações apresentadas e, se o caso for levado até ao fim, podem desencadear a aplicação de sanções financeiras. De fora deste aviso ficou Portugal. É um assunto delicado uma vez que o nosso país tem uma fábrica do grupo VW em Palmela e o governo não pretende entrar em guerra com a casa mãe.

No entanto a Deco (Associação de defesa dos consumidores portugueses) publicou, na sua edição de revista de dezembro de 2016, que "vai avançar com um processo judicial contra o fabricante alemão Volkswagen, a SIVA (representante do grupo Volkswagen em Portugal), a Seat e a Volkswagen espanhola, tentando que os consumidores afectados sejam compensados", tal como sucedeu nos EUA.

Poluição atmosférica aumentou em 2015, fruto de trânsito caótico?



A má qualidade do ar faz 6.700 vítimas por ano em Portugal devido à poluição existente na atmosfera proveniente de chaminés de indústrias e de escapes de veículos motorizados. Os números são tirados do "Relatório da Qualidade do Ar 2016" feito da Agência Europeia do Ambiente.


A concentração de partículas finas em suspensão no ar (como as PM10 e PM2,5) e de poluentes como o dióxido de azoto (NO2) ou o ozono são o real perigo para a saúde pública e não o CO2.

Poluição em Portugal aumenta no ano 2015 devido ao trânsito caótico?

É curioso contatar que a poluição em 2015 diminuiu na União Europeia mas aumentou em Portugal. No nosso país entre 2005 e 2014 as emissões de PM2,5 caíram 22% e as emissões de óxido de azoto recuaram 38%, mas em 2015 aumentaram.

A uso abusivo de semáforos nas cidades potencia a poluição

A poluição registava uma tendência de diminuição até 2014. Mas subitamente em 2015 os valores subiram. Sinal que o trânsito ficou mais caótico? É curioso que 2015 foi o ano em que se introduziram alterações ao trânsito em cidades como Lisboa e provavelmente terá tido repercussões no aumento da poluição. Um engenheiro do ambiente refere que “houve um conjunto de ultrapassagens significativas de valores-limite de qualidade do ar".

A associação ambientalista Zero refere que “em todos estes casos o tráfego rodoviário é o responsável pela ultrapassagem dos valores-limite, pelo que é indispensável a tomada de medidas para redução das concentrações em causa da responsabilidade fundamentalmente das autarquias das zonas afetadas”.


fonte: blog Mitos climáticos



Trânsito lento, maus acessos e pára-arranca, os principais problemas

De há uns anos para cá verifica-se o aumento do número de semáforos nas cidades que tem potenciado o pára-arranca e, consequentemente, as emissões poluentes dos gases de escape automóvel. Para além disso o trânsito caótico com fluidez medíocre nos acessos às zonas urbanas é outro "cancro" da poluição atmosférica.

Deco testa veículo corrigido pela VW após escândalo dieselgate (2016)



O grupo Volkswagen está a efectuar alterações nos seus veículos afectados pelo escândalo das emissões. A revista de defesa dos direitos dos consumidores portugueses, Deco, analisou as prestações num veículo antes e após a reparação feita pela marca, tanto em estrada como no laboratório, e comparou-as. E o resultado não podia ser mais decepcionante.


Mera operação de cosmética?

O software malicioso que falseou os resultados das emissões de NOx permitiu ao grupo VW vender carros sem cumprir a legislação europeia. Mas nos EUA acabaram por descobrir o esquema, que foi o local onde o escândalo teve origem. O motor afectado é o EA189 com 3 e 4 cilindros de 1.6L e 2.0L a diesel e foram montados em modelos como Volkswagen Polo, Seat Ibiza, Audi A3 entre outros e que inclui a Porsche.

A italiana Altroconsumo, parceira em Itália da Deco, resolveu efectuar o teste a um veículo intervencionado pela VW. De facto o grupo VW prometeu que a correção aos motores eliminaria o mecanismo fraudulento e reduziria as emissões poluentes sem afectar o consumo e desempenho. Mas este teste contraria o fabricante alemão.

Aumento de 13,2% nas emissões de NOx após a reparação

O teste efectuado pela Altroconsumo consistiu em medir as emissões e consumos num Audi Q5 de 2014 cedido por um consumidor italiano, antes e depois da intervenção em oficina da marca alemã. Este teste revela que a reparação da marca homologada pela autoridade alemã para os transportes é ineficaz na redução dos níveis de NOx.

"O procedimento envolveu um ciclo de testes em laboratório e outro em estrada. Assim que terminou a primeira ronda de testes, o veículo seguiu para uma oficina autorizada da marca, onde teve lugar a reparação proposta pela marca para reduzir as emissões.

A intervenção (na marca) decorreu sem que fossem avançadas grandes explicações ao cliente sobre o que tinha sido feito ao seu carro. Já com o certificado de conformidade na mão, a equipa da Altroconsumo iniciou a segunda ronda de examos, para comprovar a existência, ou não, de discrepâncias nos valores de emissões de NOx e de consumo de combustível".


Após a intervenção em vez de existir redução nas emissões nota-se um aumento de 13,2%. Já quanto ao consumo não se verificaram alterações significativas.



Altroconsumo pondera multar a VW por práticas comerciais desleais

Por isso a italiana Altroconsumo pondera multar a VW por práticas comerciais desleais. Já em Portugal o caso será mais complicado uma vez que o nosso país tem uma importante fábrica da marca em Palmela.

Abrir um processo de multa em Portugal contra o grupo alemão poderia complicar o futuro da fábrica. É um assunto delicado para o governo português uma vez que existem 100 mil carros afectados nas estradas portuguesas pelo dieselgate.

Indemnizações nos EUA não se reflectem na Europa

O grupo VW prevê gastar 13,3 mil milhões de euros em indemnizações a clientes norte-americanos. Mas na Europa a Comissão Europeia tem sido permissiva com este assunto e não exige o mesmo critério.

Deco alerta ainda que o consumo real das marcas é 18% a 50% superior ao anunciado

Convém lembrar também que os testes da Deco a muitos veículos de outras marcas mostram que na prática os modelos consomem mais 18% a 50% de combustível do que declaram. É uma prática generalizada na indústria automóvel. A diferença é que numas marcas isso nota-se mais do que em outras.

(actualização 2 Dez 2016)

Deco decide avançar com processo judicial

A Deco (Associação de defesa dos consumidores portugueses) publicou, na sua edição de revista de dezembro de 2016, que "vai avançar com um processo judicial contra o fabricante alemão Volkswagen, a SIVA (representante do grupo Volkswagen em Portugal), a Seat e a Volkswagen espanhola, tentando que os consumidores afectados sejam compensados".

Mitsubishi poderá cancelar vendas devido ao escândalo de consumo (2016)



A Mitsubishi vai ter de cancelar a venda de oito modelos devido ao escândalo dos consumos, isto depois de uma investigação do Ministério dos Transportes japonês à fabricante automóvel. Ao que tudo indica a Mitsubishi terá exagerado os dados sobre a eficiência do consumo.

Serão oito os modelos em risco de ser descontinuados como Pajero, Outlander e RVR SUV. No entanto as restrições aplicam-se apenas ao mercado japonês. O cancelamento pode ser levantado caso a marca resolva os problemas nestes modelos.

A marca japonesa reconheceu que os seus funcionários efectuaram modificações na pressão de pneus durante os testes de consumo de combustível de 625 mil unidades vendidas no Japão, em quatro dos seus modelos de veículos ligeiros, com o intuito de melhorar os dados de consumo.

A Mitsubishi está impedida de vender os carros em questão no mercado doméstico, até efectuar as alterações exigidas. O pior é que a marca anunciou que falsificou os testes nos últimos 25 anos.

Quando o planeamento rodoviário torna o trânsito caótico



As obras no eixo central da Av. Fontes Pereira de Melo, junto à rotunda do Marquês de Pombal, estão a gerar uma onda de contestação. O Automóvel Club de Portugal questiona o projecto no que diz respeito à sua eficácia de fluidez do trânsito. Este é apenas um exemplo mas não é caso único no país. Noutras cidades e localidades do país é possível observar obras de planeamento rodoviário de qualidade questionável que pioram a situação em vez de trazer algo positivo à circulação automóvel.

Mas para além do planeamento rodoviário questionável há outro problema que surge em muitas cidades do país: a defeituosa relação entre o número de lugares de estacionamento disponíveis e o número local de residentes ou zonas de comércio, ou seja os índices de estacionamento não são respeitados. O argumento de aumentar o espaço pedonal e o espaço verde cai por terra quando se desrespeitam elementares regras técnicas de dimensionamento e de segurança de tráfego. Aliás as câmaras municipais, muitas afogadas em dívidas enormes, não estão muito interessadas em oferecer lugares de estacionamento aos automobilistas. Apenas tomam a iniciativa quando os lugares são acompanhados de parquímetros. Em vez de se preocuparem com o bem estar procuram infernizar a vida dos residentes criando mais taxas.



Obras de planeamento a servirem os interesses de empreiteiros?

Mas afinal para que servem as rotundas? É impressionante a proliferação de rotundas no nosso país. Como justificar a sua existência em zonas de trânsito não problemáticas? O argumento de usar as rotundas como forma de reduzir a velocidade em localidades é correcto? NÃO ! É uma necessidade? NÃO !

O abuso das rotundas em localidades faz sempre lembrar aquele sketch dos Gatos Fedorentos do autarca Ezequiel Valadas. Em países mais desenvolvidos que o nosso não existe a necessidade de usar rotundas em tudo o que é cruzamentos. Não são elas que resolvem (pseudo) problemas de trânsito.

O "desordenamento" do trânsito

Rotundas, bandas sonoras, sinais de trânsito, semáforos, tudo serve para fustigar o automobilista com mais barreiras físicas, obrigando a mais paragens. O argumento é usado em nome do peão que decidiu eleger o automóvel como inimigo público número um.

Se a intenção destas barreiras passa por disciplinar a velocidade dos automobilistas nas localidades então o objectivo pode ser temporariamente alcançado. Mas um semáforo não muda o civismo de um automobilista. Assim que cai o sinal verde adeus civismo...

Nos países onde a corrupção é alta existe sempre a necessidade de muita legislação, normas e disciplina. Nos países civilizados não existem tantas normas, antes impera o bom senso e o civismo. E, ao contrário do que se pensa, o bom senso e o civismo não se compram num supermercado ou numa farmácia.

Quais as consequências do mau planeamento rodoviário

Reduzir a dimensão das vias para uma largura incompatível com os volumes de circulação de viaturas existentes origina problemas de engarrafamentos e congestionamento do trânsito. Ou seja torna o trânsito mais caótico. A prepotência e o autoritarismo das câmaras ao não assumirem os seus erros no planeamento são actos censuráveis. O deficiente planeamento rodoviário, seja ele resultante de manifesta negligência, incompetência ou proveniente de actos de má-fé de técnicos responsáveis como vereadores ou engenheiros de tráfego, trás inúmeras desvantagens para o ambiente. E para além disso acaba também por castigar a qualidade de vida dos residentes e tornar penosas as viagens dos condutores.

1. Em vez de colocar ordem e fluidez torna o trânsito caótico.

2. Como consequência, o trânsito caótico faz aumentar as emissões de CO2 e os níveis de poluição atmosférica com o crescimento do pára-arranca.

3. Aumentar o espaço pedonal sacrificando o número de lugares de estacionamento prejudica os residentes que ficam obrigados a estacionar longe das suas residências ou a pagar parques de estacionamento.

4. Constitui um acto de despesismo para o erário público uma vez que não acrescentam nada de útil. O capital gasto poderia ser canalizado para obras de maior relevância social e económica. Efectuar obras à pressa em vésperas de eleições para tentar ganhar votos é um modus operandi que muitas vezes dá mau resultado.

Autoridade da Concorrência condenada por recusa de investigação (2016)



O Automóvel Club de Portugal (ACP) apresentou em tempos à Autoridade da Concorrência (AdC) uma queixa contra a Galp de práticas restritivas de concorrência dos combustíveis. A queixa, ao que parece, caiu em saco rôto e a AdC não tomou qualquer iniciativa para averiguar a situação. Ora o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) veio agora condenar a AdC por se ter recusado a investigar a queixa apresentada pelo ACP. O STJ considera que havia matéria suficiente para avançar com um inquérito e que cabia à AdC o dever legal de investigar a queixa apresentada em 2010, não podendo ter arquivado a mesma sem ter efectuado qualquer diligência sobre um conjunto de práticas.

A AdC violou, assim, a lei ao recusar apreciar os factos apresentados pelo ACP. A questão da queixa prendia-se em saber qual a razão para estabelecer os preços dos combustíveis no mercado. Independentemente desta queixa continua a ser um quebra-cabeças tentar perceber qual o preço de referência para o cálculo do imposto sobre produtos petrolíferos em Portugal e que pesa em mais de metade no preço final na hora de abastecer.

2017, o ano zero para os testes de emissões



A partir de 2017 entrará em vigor um novo sistema de testes das emissões poluentes para viaturas automóveis. O CTVM (Comité Técnico de Veículos Motorizados) juntamente com a União Europeia aprovaram o regulamento que estabelece o procedimento dos testes para viaturas. Até aqui na União Europeia só se efectuavam testes com as viaturas paradas. Situação que levou algumas marcas a desenvolverem softwares próprios que entravam em funcionamento durante a fase dos testes o que permitiu ludibriar de forma deliberada as emissões para valores inferiores ao praticado na realidade. Este caso ficou conhecido por dieselgate e levou a multas pesadíssimas para a indústria automóvel.

Com esta nova metodologia está assim criado um sistema que permite verificar os progressos na eficiência energética dos automóveis bem como as emissões durante condições reais de circulação. Ou seja a partir de agora efectuar-se-ão testes com veículos em andamento, tal como já se pratica nos EUA, o que irá elevar a fasquia de exigência para as marcas europeias, até aqui habituadas apenas aos testes estáticos. O objectivo passa também por procurar restabelecer um relação de confiança com os consumidores e que se quebrou com o início da fraude das emissões.

Países com a gasolina mais cara do mundo (Julho 2016)



A Global Petrol Prices elaborou uma lista de 61 países com o preço praticado durante o abastecimento de gasolina 95 e Portugal figura no 11º posto. Um sinal de que o preço cobrado é dos mais elevados no nosso país. do lado oposto o sítio onde é mais barato atestar é mesmo a Venezuela.

Hong Kong - 1,68€/L
Noruega - 1,56€/L
Holanda - 1,51€/L
Mónaco - 1,50€/L
Islândia - 1,48€/L
Itália - 1,47€/L
Israel - 1,44€/L
Ilhas Wallis e Futuna - 1,44€/L
Grécia - 1,43€/L
10º Dinamarca - 1,42€/L
11º Portugal - 1,41€/L
...
59º Arábia Saudita - 0,22€/L
60º Kuwait - 0,21€/L
61º Venezuela - 0,01€/L

Noruega pretende banir venda de veículos a combustão a partir de 2025



Primeiro foi a Holanda que noticiou a proibição de venda de carros não elétricos a partir de 2025. Agora segue-se a Noruega que pretende banir a venda de qualquer veículo a combustão - gasolina ou diesel -, também a partir de 2025. O plano está a ser preparado pelos quatro principais partidos políticos do país que esperam que a proibição entre em vigor a partir do referido ano.

Apesar de só se saber agora, a negociação já está a ser feita há alguns meses, e a medida enquadra-se num plano nacional de energia e ambiente. Ou seja daqui a nove anos será impossível comprar carros a combustão na Noruega. O país escandinavo já tem uma quota no mercado interno de venda de veículos eléctricos de 24%, valor que pode subir a partir de 2025.

É uma medida que agrada às marcas produtoras de veículos eléctricos e desagrada às marcas que ainda não iniciaram ou não têm em comercialização este tipo de viaturas. O Nissan Leaf é mesmo a viatura eléctrica mais vendida na Noruega. As marcas que se dedicam em exclusivo ao fabrico de modelos com motores tradicionais a combustão, se não alargarem o leque de ofertas de motorizações num futuro de médio prazo, poderão enfrentar problemas de vendas nos países do Norte da Europa.

Alemanha tenta envolver grupo Fiat Chrysler na fraude de emissões?



A Alemanha parece não querer ficar atrás no esquema de fraude de emissões em veículos a diesel que manipularam as emissões de óxido de azoto (NOx). O escândalo teve início nos EUA com veículos do grupo Volkswagen. Depois seguiu-se a Mitsubishi a confessar que também fez o que não devia durante anos. Existem outras marcas a serem inspeccionadas. Agora calhou a vez da Fiat?

O jornal alemão Bild am Sonntag refere um relatório da Agência Federal Alemã do Automóvel (KBA) a comunicar que a Fiat (também) usa "software, aplicações e calibradores suspeitos e possivelmente fora da lei" que alteram os níveis reais das emissões de gases poluentes.

O relatório foi enviado para a Comissão Europeia e teve como base vários testes de controlo de emissões poluentes efectuados em modelos a diesel do grupo Fiat com a norma Euro6 e concluiu que o sistema instalado desactivava-se completamente ao fim de 22 minutos, dois minutos depois do final dos testes com o veículo parado o que permite emitir gases poluentes, como o óxido de azoto (NOx), acima da lei com a viatura em andamento.

Tal como o verificado no grupo Volkswagen, se os veículos cumprissem a norma em andamento provavelmente as performances seriam diferentes e o consumo real poderá ser mais alto do que o anunciado pelas marcas. Resta saber se esta suspeita tem fundamento ou não será uma forma de a Alemanha tentar sacudir a água do capote. Uma espécie de caça às bruxas para procurar sustentar a teoria de que foi uma prática generalizada na indústria automóvel de forma a repartir os custos das sanções por outras marcas?

Escândalo das emissões apanha a Mitsubishi



O escândalo das emissões fraudulentas em carros a diesel está para durar. Depois do grupo VW com modelos das marcas VW, Audi e Porsche chega agora a marca japonesa Mitsubishi. Mas também a Daimler (detentora da Mercedes) está a investigar os seus propulsores a diesel. E parece que a BMW também poderá ser alvo de pesquisas.

A VW terá de pagar aos clientes lesados nos EUA uma quantia de 4.400€ mas poderá ter de suportar ainda um encargo elevado. Caso a licença de circulação seja retirada e as autoridades americanas não aceitarem a alteração no software a marca ver-se-á obrigada a recomprar todos os modelos em questão.

A própria Mitsubishi já veio admitir o uso de testes inapropriados há mais de 25 anos ou seja desde 1991, o que implica que sejam milhares ou milhões de veículos e modelos indevidamente homologados. A marca afirmou não saber ainda quais os modelos envolvidos. No mercado interno vários modelos foram ainda testados com um sistema não homologado desde 2002 e assim vendidos com uma garantia de consumo falsa através da alteração da pressão nos pneus.

Com este escândalo a Mitsubishi colocou a sua existência em risco. O alerta foi dado pelo presidente da marca numa conferência de imprensa em que também explicou que ainda não tem resposta para dar aos clientes: “não estamos em condições de lidar com os clientes, apenas lhes estamos a dizer que iremos oferecer algo”.

Volkswagen começa a fazer recalls em Portugal de veículos afectados pela fraude das emissões



A Volkswagen vai começar a fazer recalls em Portugal de veículos afectados pela fraude das emissões acima do normal. O primeiro veículo a ser chamado é o Amarok 2.0 TDi e implica actualização do software.

A marca refere que a reparação demora 30 minutos. O comunicado refere que “os clientes possuidores de Volkswagen Amarok serão os primeiros a ser contactados pelos concessionários a partir de agora e, tal como todos os outros clientes abrangidos, não terão que suportar qualquer custo de reparação”. Seguir-se-ão os outros modelos afectados e que incluem as marcas Skoda e Audi, no entanto não está assegurado que os próximos a irem à oficina tenham apenas que actualizar o software.

OE 2016 prevê aumento do imposto sobre os combustíveis (2016)



O esboço do Orçamento de Estado para 2016 do governo PS prevê o aumento do imposto sobre os produtos petrolíferos, como gasóleo e gasolina. O peso da fiscalidade em cada litro de combustível vai subir ainda mais. Na gasolina já era de dois terços.

Ou seja o preço que se vai pagar em imposto na gasolina será de 70% do valor total. Para o gasóleo será de 60%. Paga-se mais em imposto do que o produto em si.

O preço do crude tem vindo a cair e para compensar a quebra da receita o novo executivo pretende aumentar o imposto. A medida vai fazer encarecer o preço final para o consumidor.
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