O Chevrolet Camaro, um lendário american muscle car em formato coupé, vai entrar na sua sexta geração. Os blocos disponíveis serão três e todos a gasolina: o "modesto" 2.0L Ecotec com turbo de 270cv é a grande novidade e será o modelo de entrada, segue-se o V6 aspirado de 3.6L com 335cv e o V8 aspirado de 6.2L com 455cv com a insígnia SS. Está disponível no mercado no final do ano.
O novo Camaro está mais leve tendo reduzido o seu peso em 91kg. A transmissão é feita às rodas traseiras através da plataforma Alpha da General Motors. O comprimento é mais curto 6cm e a largura foi diminuída 2,5cm. Também está mais baixo ficando com um perfil mais elegante. A tradicional grelha frontal em forma de boca que alberga entrada de ar e ópticas continua intocável, embora nesta geração os farolins sobressaem ligeiramente em forma de dentes. Conta com iluminação diurna em leds. Em opção pode levar faróis bi-xénon.

A grelha inferior serve para arrefecer os propulsores e conta com um spoiler saliente. Nas laterais leva faróis de nevoeiro. O capôt mostra-se musculado e com uma grelha integrada para dissipar o calor proveniente do motor (versão SS). Na lateral sobressai o perfil de cintura com uma linha mais musculada junto às rodas traseiras. Os espelhos retrovisores, acoplados nas portas, são elegantes e harmoniosos. Perto das cavas das rodas traseiras surgem nervuras feitas na carroçaria meramente decorativas e dissonantes. Se não têm função não se justificam.
A traseira, com faróis em leds, é muito parecida com o Honda Prelude dos anos 90, um dos modelos esteticamente mais bem conseguidos da marca nipónica, a par do S2000. Ao contrário da anterior geração, onde os farolins traseiros eram recortados em cima através de uma linha horizontal contínua dando o efeito estético de dentes, agora as ópticas são recortados mas em baixo o que faz lembrar muito o Prelude. Um tributo da Chevrolet à Honda?

O difusor em plástico negro mostra quatro ponteiras de escape cromadas (versão SS). Um aileron aerodinâmico sobre o portão traseiro parece um bocado uma peça acessória de tunning, mereceia um design mais integrado. O interior conta com um design retro. O painel de instrumentos do condutor mostra dois manómetros clássicos analógicos redondos. O layout parece algo antiquado. Tem um pequeno ecrã TFT infoteinment na consola central com 8''. O condutor tem à disposição 24 configurações possíveis de iluminação do ambiente e do painel de instrumentos.
Quanto a propulsores a gama de acesso começa no bloco de 2.0L Ecotec com turbo e 270cv, um binário de 400Nm, e atinge os 100km/h em 6 segundos. Segue-se o V6 aspirado de 3.6L e 335cv, com um binário de 385Nm. O mais desportivo será o V8 aspirado de 6.2L com 455cv, com um binário de 617Nm. Os blocos vêm acoplados a uma caixa automática de oito velocidades Hydra-Matic com patilhas atrás do volante. Em opção é possível equipar o Camaro com uma suspensão Magnetic Ride e travões Brembo.















Oito viaturas clássicas Chevrolet Corvette caíram numa buraco de 25 metros de profundidade que se abriu no pavimento do Museu Nacional Corvette, em Bowling Green, nos Estados Unidos. A GM já se disponibilizou para efectuar o restauro das viaturas em questão mas os danos são avultados.



















"Fiel à sua política de vender automóveis a preços realistas, a Chevrolet propõe uma carrinha que, no seu conjunto, tem argumentos convincentes. Há poucos dias, a responsável de uma marca queixava-se de andar sempre em contracíclo. Na época em que se vendiam automóveis em Portugal a bom ritmo não tinha uma gama atraente. Agora, dispõe das melhores propostas de sempre, mas os portugueses não compram. Provavelmente, a Chevrolet lamentará o mesmo. Para além de uma gama variada, passou a propor recentemente um produto muito apreciado por cá - uma carrinha média-, que corre o risco de não ser popular quanto o seu potencial permite. E não será por culpa própria, mas apenas e só do clima económico.
Em vez desses revestimentos moles, a Chevrolet colocou tecido em algumas zonas. Já o computador de bordo tem um grafismo tão básico que faz lembrar os jogos de computadores ZX Spectrum. Mas nada disto impediu a Chevrolet de obter um interior agradável ao olhar. Já o computador inclui funções pouco comuns como a tensão da bateria ou o registo dos últimos consumos por períodos de 5km.
Em curvas pronunciadas, a carroçaria tem tendência para adornar e, em auto-estrada, por exemplo, notam-se algumas oscilações desta sobre as rodas. Não sendo nada de preocupante para um veículo familiar, não se coaduna com uma marca que exibe um orgulhoso autocolante no vidro traseiro a lembrar que foi campeã de construtores por duas vezes (2010 e 2011) no Mundial de Carros de Turismo.

E o consumo de combustível costuma manter-se dentro de níveis aceitáveis para um modelo deste tamanho. Razões que levaram a que o sistema de extensão de autonomia, que também equipa o Opel Ampera, tenha sido recentemente eleito Motor Verde do Ano (Chevrolet Volt e Opel Ampera foram também eleitos, em conjunto, Carro do Ano internacional).
O certo é que, com ou sem barulho, por onde quer que passa chama a atenção, atraindo olhares nada discretos e várias interpelações de estranhos, curiosos por este novo sistema: "Aguenta mesmo 500 km?". Em andamento também não é raro sentirmo-nos observados. Não é que este Volt seja uma máquina de velocidade: não vai além dos 160 km/h. Mas o poder de aceleração - dos 0 aos 100 km/h em 9s - aliado ao facto de revelar um binário instantâneo do propulsor eléctrico de 370 Nm, permite colocar-se entre os mais ágeis. Mais ainda quando os ventos cruzados atrapalham os veículos mais altos, enquanto o Volt passa ileso.
