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A vez da Fiat ser acusada nos EUA devido às emissões poluentes (2017)



Depois do grupo alemão Volkswagen ter sido acusado nos EUA de ter falsificado as emissões em diversas viaturas, agora é a vez do grupo italo-americano FCA (Fiat Chrysler Automobiles) ser alvo de penalizações uma vez que, alegadamente, também terá usado um esquema semelhante.

A Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) encontrou em duas viaturas a diesel do grupo Fiat Chrysler um software que também manipula as emissões de gases poluentes.
No entanto as viaturas em questão não são de marca Fiat, até porque a empresa italiana não comercializa carros Fiat no mercado italiano. O Fiat 500 não é propriamente um carro apetecível para os americanos...

Os carros onde foram descobertas irregularidades são de marcas americanas, que pertencem ao mesmo grupo. São eles o Dodge Ram e Jeep Grand Cherookee com blocos 3L diesel de 2014 e 2016 e totalizam 104 mil unidades vendidas. No entanto, e uma vez que estes motores são de origem Fiat, é muito provável que se encontrem os mesmos "defeitos" em outros motores montados em viaturas de marca Fiat, mas que só se venderam no mercado europeu.

Novamente o óxido de nitrogénio (NOx) em questão, e não o CO2

O sistema encontrado nas referidas viaturas permite a emissão de gases poluentes para a atmosfera acima do legalmente permitido nos EUA, sendo que o mais nocivo é o óxido de nitrogénio (NOx) e não o famigerado CO2. Depois da multa pesada que a VW terá de pagar, espera-se que o grupo Fiat receba uma multa também avultada e que pode chegar a várias largas de milhares de milhões de euros.

Contudo o CEO do grupo Fiat Chrysler já reagiu e afirmou que não há irregularidades, prometendo enviar informação técnica à EPA a provar a inocência.

Alemanha tenta envolver grupo Fiat Chrysler na fraude de emissões?



A Alemanha parece não querer ficar atrás no esquema de fraude de emissões em veículos a diesel que manipularam as emissões de óxido de azoto (NOx). O escândalo teve início nos EUA com veículos do grupo Volkswagen. Depois seguiu-se a Mitsubishi a confessar que também fez o que não devia durante anos. Existem outras marcas a serem inspeccionadas. Agora calhou a vez da Fiat?

O jornal alemão Bild am Sonntag refere um relatório da Agência Federal Alemã do Automóvel (KBA) a comunicar que a Fiat (também) usa "software, aplicações e calibradores suspeitos e possivelmente fora da lei" que alteram os níveis reais das emissões de gases poluentes.

O relatório foi enviado para a Comissão Europeia e teve como base vários testes de controlo de emissões poluentes efectuados em modelos a diesel do grupo Fiat com a norma Euro6 e concluiu que o sistema instalado desactivava-se completamente ao fim de 22 minutos, dois minutos depois do final dos testes com o veículo parado o que permite emitir gases poluentes, como o óxido de azoto (NOx), acima da lei com a viatura em andamento.

Tal como o verificado no grupo Volkswagen, se os veículos cumprissem a norma em andamento provavelmente as performances seriam diferentes e o consumo real poderá ser mais alto do que o anunciado pelas marcas. Resta saber se esta suspeita tem fundamento ou não será uma forma de a Alemanha tentar sacudir a água do capote. Uma espécie de caça às bruxas para procurar sustentar a teoria de que foi uma prática generalizada na indústria automóvel de forma a repartir os custos das sanções por outras marcas?

Sergio Marchionne tenciona sair do grupo Fiat em 2018



O líder do grupo Fiat, Sergio Marchione revelou à Bloomberg que pretende abandonar o cargo de CEO em 2018. Refere mesmo que "não voltarei atrás na decisão. Acabou para mim. Vamos deixar isso para os jovens".

Depois de ter entrado para o topo da empresa em 2004, Marchione liderou a fusão da Fiat com a americana Chrysler.

Foi uma peça fudamental para triplicar as receitas e os lucros da Fiat e para relançar o emblema americano, fustigado com problemas económicos.

Várias marcas alemãs são acusadas de monopólio e manipulação de preços na China (2014)



Várias marcas alemãs são acusadas de monopólio e manipulação de preços na China. A Audi, a BMW e a Mercedes já foram condenadas a pagar uma multa. Mas também a americana Chrysler e a Volkswagen estão a ser investigadas. Trata-se de uma acusação sobre o monopólio de preços de peças e serviços. Tudo indica que os fornecedores e os fabricantes controlavam o preço das peças e impediam a sua comercialização no mercado. Para além de praticar preços abusivos, cobravam até três vezes mais do que o valor praticado noutro mercado como os Estados Unidos.

A Mercedes foi acusada de manipular os preços de serviço numa oficina, incorrendo em práticas anti-competitivas. As marcas alemãs já anunciaram reduções nos preços das peças e dos serviços como forma de respeitar a lei. A BMW foi condenada por manipulação de preços em quatro concessionários. O aspecto curioso deste facto é que, ao todo, são quatro as marcas alemãs acusadas ou investigadas. Existe uma prática comum na estratégia de procedimentos.

A investigação conclui que muitas empresas estrangeiras fabricantes de produtos de luxo impõem ao mercado chinês preços bastante superiores do que o praticado nos Estados Unidos e Europa chegando a diferença, por vezes, até três vezes o valor. São casos típicos de monopólio vertical, na qual o fabricante utiliza a sua posição líder para controlar os preços das peças e da mão de obra nos serviços de manutenção, mas que desde 2008 enfrentam a nova lei anti-monopólio.

Fiat deixa Itália após processo de fusão com a Chrysler (2014)



A fusão da Fiat com a Chrysler foi aprovada com 80% dos votos dos accionistas da Fiat e irá implicar a mudança da marca italiana para o Reino Unido. A sustentabilidade é o objectivo da Fiat que, depois de 115 anos em Turim, vê-se "obrigada" a mudar a casa mãe para rentabilizar o custo de mão de obra. O grupo passará a denominar-se Fiat Chrysler Automobiles (FCA), ficando o nome da marca italiana à frente por ser o accionista maioritário.

O processo de mudança marca o fim de um ciclo e pretende fazer aumentar o número de vendas, baixar os custos de produção e alargar o leque de produtos com a parceria entre as duas marcas. A Fiat é o maior fabricante automóvel em Itália e emprega centenas de trabalhadores, não só no seu país natal. Muito provavelmente estes trabalhadores serão dispensados ou transferidos para outras fábricas. A recessão económica em Itália e a taxa de desemprego vai aumentar com esta medida de deslocalização.

Sergio Marchionne, o salvador da Chrysler que agora ajuda a Fiat (2014)



Sergio Marchionne assumiu a presidência executiva do grupo Fiat em 2004, quando a marca italiana esteve quase à beira da falência. Marchionne era um gestor que não tinha nenhuma experiência no sector automóvel e gozava de um estatuto especial na família Agnelli, a grande detentora da Fiat. A sua a ida para o comando foi um risco dado que o grupo acumulou nessa altura prejuízos de 6 mil milhões de euros. Mas a experiência não é tudo e no ano seguinte a ter tomado posse, a Fiat conseguiu obter lucros. Pela primeira vez no século XX a Fiat obtia resultados positivos e tudo graças a Marchionne, um gestor desconhecido. O renascimento do Fiat 500 contribuiu para a salvação.

Marchionne não é o típico gestor executivo de fato e gravata fechado no seu escritório a pensar em assuntos burocráticos. Pelo contrário veste sempre de preto e o seu lugar preferido são as fábricas ao andar pelas linhas de montagem em contacto com o produto e os trabalhadores. O ar despojado, barba por fazer, e cabelo comprido serviram para romper com o típico modelo executivo que reina em muitas empresas grandes. Por tudo isto Marchionne conseguiu obter a simpatia de muitos funcionários. Mas o novo executivo cedo percebeu que o futuro do grupo italiano, que detém outras marcas como a Ferrari, a Alfa Romeo, a Maseratti e a Lancia, passaria por outros mercados dado que a Europa está a ter uma recuperação ainda lenta. Daí decidiu avançar para a aquisição do grupo americano Chrysler que estava às portas da falência. Foi em 2009 que a Fiat apresentou uma proposta e muitos pensaram que seria o fim da Fiat. Pelo contrário, a passagem do know-how europeu para a marca americana ajudou a impulsionar as vendas da Chrysler.

A estratégia da compra era um investimento a médio prazo para globalizar o grupo italiano. Os motores económicos diesel da Fiat e o contributo de uma experiência vasta em design italiano fez com que as vendas da Chrysler subissem em flecha nos EUA e na Europa. No mês de Novembro atingiram um crescimento impressionante. Aquilo que era suposto começar a dar lucro só daqui a um ou dois anos acabou por dar frutos antes do tempo e surpreendeu pela positiva a Fiat. O novo Jeep Grand Cherokee foi um dos modelos que catapultou a nova Chrysler. A aposta estava ganha. Agora no final de ano 2013 Marchionne foi mais longe e conseguiu obter o total do capital da Chrysler numa operação relâmpago que custou 3,2 mil milhões de euros, ficando o negócio fechado no dia 1 de Janeiro de 2014.



Quando Marchionne visitou pela primeira vez o edifício da Chrysler reparou nas salas dos executivos no último andar com uma vista soberba. A primeira coisa que ordenou foi fechar este piso. Um acto simbólico para castigar a falta de visão dos anteriores responsáveis da marca. A partir de então as salas passariam a ficar num sítio menos luxuoso. Marchionne conseguiu rapidamente resolver os problemas do grupo americano equilibrando o balanço. Mas parece que o executivo italiano se esqueceu da marca da casa. Por ironia do destino, agora é a vez da Chrysler "salvar" a Fiat. Os lucros obtidos pela Chrysler serviram para equilibrar os prejuízos da Fiat dentro do grupo. A empresa resgatada serve agora para ajudar a sua salvadora.

Mudança de logotipo entre modelos do grupo terá sido erro?

Já o futuro da Lancia, outra marca do grupo Fiat que foi ressuscitada recentemente, está em risco e o pequeno citadino Ypsilon poderá ser o único a "sobreviver". Todos os modelos que têm a base Chrysler mas que passaram a ostentar o logotipo da Lancia serão descontinuados. A fusão da Chrysler com a Fiat terá como objectivo criar o sétimo maior construtor de automóveis. Marchionne já confirmou que o grupo passará ter um novo nome, ainda a designar. Depois de adquirir o grupo americano, Marchionne conseguiu lançar 16 novos produtos em apenas 19 meses, mas ainda terá muito trabalho pela frente para relançar a Fiat. Se na Chrysler já é visto como um herói, dado que criou novos postos de trabalho, falta agora encontrar a chave para resolver os problemas na casa mãe. Uma das máximas de Marchionne passa por lembrar que "o sucesso nunca é permanente, precisa ser construído todos os dias". Os lucros não podem ser algo de efémero.

Grupo Fiat em vias de adquirir o total do capital da Chrysler (2014)


O grupo italiano Fiat anunciou que irá adquirir a totalidade do capital da Chrysler. Actualmente já é acionista maioritário detendo 60% do construtor norte-americano numa operação realizada em 2009 com o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos para salvar o gigante de automóveis da falência iminente. A operação estará concluída em 20 de Janeiro.

Grupo Chrysler regista o melhor novembro desde há seis anos (2013)



O grupo Chrysler registou o melhor novembro desde 2007. Os números superaram o esperado por analistas. Agora que o grupo americano é controlado pela Fiat, os resultados parecem começar a surgir com força depois de uma iminente falência. As vendas cresceram 16% no mercado interno face ao período homólogo.

O grupo americano engloba várias marcas como a própria Chrysler, a Dodge, a Jeep e a Ram. Ao todo foram vendidos 142.275 veículos nos EUA e, mais impressionante, é que já é o 44º mês consecutivo em que supera as vendas em comparação com o ano anterior. Mas há ainda a salientar que a Jeep obteve o melhor mês de novembro de sempre. A Chrysler foi "resgatada" pela Fiat e a contribuição do know-how europeu continua a dar resultados positivos.

Só é pena que o Fiat 500, o único modelo italiano da Fiat distribuido nos EUA, não esteja a seguir o mesmo caminho ao cair 15%. Mas era previsível que o Fiat 500 não fosse a melhor solução para este mercado que prefere veículos grandes e de maior cilindrada. Talvez a versão mais longa do Fiat 500 possa ser a mais apropriada.
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