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Comparativo automóveis eléctricos no mercado português (nov 2019)




Tudo começou com a chegada do pequeno familiar Nissan Leaf, a que se seguiram os citadinos Citroën C-Zero e do irmão gémeo Peugeot i-On. A entrada da Tesla, uma marca que só produz viaturas eléctricas, abriu definitivamente as portas ao segmento dos eléctricos de gama alta, ou premium. Aos poucos as marcas vão disponibilizando mais modelos. Uma obrigatoriedade se não quiserem ficar atrás deste novo mercado com potencial de crescimento.

O leque de ofertas de viaturas 100% eléctricas no mercado nacional tem vindo a crescer dando mais possibilidade de escolha e comparação para aqueles que pretendem adquirir uma viatura que emite zero partículas, não se ficando limitado a duas ou três opções. O preço e a autonomia continuam a ser o calcanhar de Aquiles dos carros eléctricos. Mas com o aumento das ofertas o preço tenderá a descer bem como o preço das baterias, e por outro lado crescerá o nível de exigência dos clientes.

Este ano chegam ao nosso mercado mais ofertas. Devido à autonomia ainda estar aquém do desejado seria de esperar que os veículos que percorrem menos Km diários acabassem por estar mais representados, ou seja o segmento dos citadinos. Veja a seguir quais os modelos 100% eléctricos que se encontram à venda em Portugal em novembro 2019.


1 - Citadinos


Citroën C-Zero - citadino ultracompacto
a partir de 30.647€
autonomia de 150km
potência 70cv
+ simplicidade
- preço, potência, autonomia


Peugeot iOn - citadino ultracompacto
a partir de 30.390€
autonomia de 170km
potência 67cv
+ simplicidade
- preço, potência, autonomia


Smart Fortwo Coupé EQ - citadino ultracompacto

a partir de 22.600€
autonomia de 105km
potência 82cv
+ preço, potência, design
- autonomia


Smart Forfour EQ - citadino compacto
a partir de 23.500€
autonomia de 90km
potência 82cv
+ preço, potência
- autonomia


Renault Zoe Z.E. - citadino compacto
a partir de 32.910€
autonomia de 395km
potência 92cv
+ potência, autonomia, design
- preço


VW e-Up! - citadino compacto

a partir de 24.419€
autonomia de 260km
potência 82cv
+ preço, potência, espaço
- autonomia


Peugeot e-208 - citadino compacto desportivo
a partir de 32.150€
autonomia de 340km
potência 136cv
+ potência, espaço, design
- preço


Opel Corsa-e - citadino compacto desportivo
a partir de 29.990€
autonomia de 330km
potência 136cv
+ potência, espaço, design
- preço

2 - Familiares


BMW i3 - familiar monovolume gama alta
a partir de 42.100
autonomia de 310km
potência 170cv
+ potência, qualidade premium
- preço


Nissan Leaf - familiar hatchback compacto
a partir de 35.400€
autonomia de 230km
potência 150cv
+ preço, espaço, potência
- autonomia


Hyundai IONIC Electric - grande familiar
a partir de 39.900€
autonomia de 265km
potência 120cv
+ design
- preço, potência, autonomia


VW e-Golf - familiar hatchback compacto
a partir de 42.901€
autonomia de 230km
potência 115cv
+ design, qualidade
- preço, potência, autonomia


Tesla Model S - berlina gama alta
a partir de 84.305€
autonomia de 610km
potência 443cv
+ potência, design, espaço, autonomia, qualidade premium, performance
- preço


Tesla Model X - grande familiar gama alta
a partir de 88.805€
autonomia de 507km
potência 443cv
+ potência, design, espaço, autonomia, qualidade premium, performance
- preço

3 - SUV, crossovers


Hyundai Kauai Electric - SUV
a partir de 43.350€
autonomia de 470km
potência 204cv
+ design, potência, autonomia
- preço


Kia e-Niro - SUV gama média
a partir de 50.000€
autonomia de 375km
potência 204cv
+ design, potência, autonomia
- preço


Audi E-Tron - SUV gama alta
a partir de 81.818€
autonomia de 400km
potência 408cv
+ potência, design, espaço, autonomia, qualidade premium, performance
- preço


DS 3 Crossback E-Tense - SUV gama média
a partir de 41.000€
autonomia de 320km
potência 136cv
+ design, espaço, qualidade
- preço


Kia Soul EV - crossover
a partir de 34.995€
autonomia de 370km
potência 110cv
+ espaço
- preço


Jaguar I-Pace EV400 - SUV gama alta
a partir de 80.196€
autonomia de 470km
potência 400cv
+ potência, design, espaço, autonomia, qualidade premium, performance
- preço

4 - Coupés


Tesla Model 3 - coupé compacto desportivo gama alta
a partir de 59.605€
autonomia de 409km
potência 346cv
+ potência, design, autonomia, qualidade premium, performance
- preço

5 - Comerciais


Peugeot Partner Electric
a partir de 32.890€
autonomia de 170km
potência 100cv


O custo de aquisição dos carros eléctricos ainda se situa acima da média dos carros a combustão devido ao elevado preço de fabrico das baterias. No entanto em poucos anos com uma utilização diária o custo de manutenção e o custo de consumo descem drasticamente quando comparado com um carro a combustão, ou seja a amortização é feita mais rapidamente do que se pensa. Poupa-se nas manutenção de fluídos e peças mecânicas tão característicos dos carros a combustão - óleo do motor, líquido refrigeração, filtros, velas, turbos, correias, transmissões, etc...- e poupa-se no combustível - afinal carregar o carro numa tomada é muito mais barato do que encher o depósito com gasolina ou gasóleo.

A chave para democratizar de vês este tipo de viaturas está em encontrar uma bateria mais económica, com maior autonomia e maior durabilidade. As baterias dos carros eléctricos podem ser alugadas ou adquirida na totalidade consoante o plano de manutenção de cada marca. Um bom uso da bateria prolonga a sua longevidade.

- escolha económica
- escolha racional

Hyundai i30 III, o familiar coreano está mais arrojado (2017)




A terceira geração do Hyundai i30 mostra uma evolução clara na qualidade perceptível exterior. Tanto Hyundai como Kia são duas das marcas automóveis mundiais que mais têm evoluído na qualidade e na estética. Longe vão os tempos de caixas feias e amorfas. O novo i30 mostra as garras com um design mais arrojado e desportivo. Conforto e equipamento são outros trunfos do novo compacto familiar coreano.


O novo i30 está mais ao gosto dos europeus até pelas inspirações que invoca. Desde logo a começar pela grelha frontal trapezoidal que faz lembrar a imagem dos novos Audi. As ópticas delgadas e alongadas trazem à memória modelos da Jaguar. Tudo marcas desportivas europeias. Mas não se pense que são meros adornos estéticos até porque o i30 tem personalidade e presença.





A concorrência no segmento dos familiares compactos é grande, mas o i30 parece reunir uma série de argumentos que o tornam apetecível e pronto a "roubar" quota de mercado aos tradicionais preferidos pelos portugueses. O design arrojado e a carroçaria escultórica mostram que a Hyundai pretende cativar clientes mais jovens.

A grelha frontal em forma trapezoidal de moldura cromada a rasgar o pára-choque na vertical pretende dar mais presença. O modo como a grelha sobressai da carroçaria transmite a sensação de tridimensionalidade. A colocação do logo na grelha é outro déjavu de carros desportivos europeus. A mesma grelha pode apresentar decoração em tiras cromadas dando um efeito de textura, mas isto apenas nas gamas mais equipadas.





Ainda na frente é visível um difusor inferior em plástico negro complementado por um aileron que se funde com o pára-choques rematando na base inferior das ópticas, e criando uma entrada de ar adicional nas laterais onde se encontram luzes diurnas verticais, como se tratassem dos dentes de um felino. As luminárias alongadas e semi-cerradas transmitem a ideia do olhar desconfiado do felino. No seu interior encontram-se luzes de halogéneo ou, em opção, integralmente em Leds.

Na lateral o recorte vertical das cavas das rodas, ligeiramente sobressaído da carroçaria, funde-se com a embaladeira. A imagem aqui é de mais músculo com as portas mais recuadas em relação ao volume. Uma linha de cintura dinâmica percorre as portas e termina nas ópticas traseiras. Os puxadores e a moldura do envidraçado em cromado dá mais requinte. E a antena em forma de barbatana de tubarão na mesma cor da carroçaria bem como o aileron traseiro acima do óculo dão desportividade ao i30. As jantes são de série em liga leve de 16'' ou 17''.





Na traseira o pára-choques mostra-se mais trabalhado com vários recortes e vincos. No entanto o efeito conseguido não é consensual. As ópticas traseiras mostram-se também alongadas e afiadas. Num plano intermédio foram colocados reflectores. O puxador do portão traseiro encontra-se num plano mais abaixo do logotipo para não criar muito ruído estético. Uma opção mais eficaz do que faz o outro rival coreano, a Kia.

O interior, como já se escreveu atrás, exibe materiais de boa qualidade aparente. O layout do tabelier está mais consensual, discreto e sóbrio ao gosto europeu. É visível uma maior simplificação na colocação de botões eliminando excesso de "ruído". O formato estético do tabelier na horizontal pretende transmitir maior sensação de espaço. O i30 tem capacidade para cinco ocupantes e a bagageira exibe uma capacidade de 395L. O volante com um braço cromado também é inspirado em modelos europeus.





Ao nível de equipamento destaque para o carregador de telemóveis wireless e o novo sistema de infoteinment, com ecrã táctil na consola central, que é mais rápido que o anterior e pode integrar imagens de câmara de estacionamento. Inclui Android Auto e Apple Car Play. Em opção existe o software Map Care (para navegação geográfica) e o Live Service capaz de informar o condutor das revisões e necessidades da viatura.

No capítulo da segurança o i30 trás de série vários sistemas como aviso de manutenção na faixa de rodagem, aviso de fadiga do condutor, travagem automática em caso de colisão eminente, aviso de limite de velocidade, accionamento de máximos automático. Em opção existe o sistema de detacção de ângulo morto e ainda cruise control adaptativo.





A direcção do i30 é assistida electronicamente, permitindo maior eficácia e rapidez nos movimentos. E se juntarmos a isto uma suspensão aprimorada temos uma condução confortável. Em termos de propulsores há duas opções a gasolina e três a diesel. Em comum o facto de todos os blocos disporem de turbo. É certo que os motores com turbo gastam menos mas isso não justifica a eliminação da opção de escolher um bloco atmosférico. O motor 1.0L é o único com 3 cilindros. A caixa é manual de seis velocidades ou em opção automática com sete velocidades, isto no caso dos motores mais potentes.

Modelos a gasolina
1.0 T-GDi (120cv) 3 cilindros c/ turbo: 11,1s; 190km/h; 4,5L/100km; 103g/km; 22.367€;
1.4 T-GDi (140cv) 4 cilindros c/ turbo: 8,9s; 205km/h; 4,8L/100km; 109g/km; 24.667€;

Modelos a diesel
1.6 CRDi (95cv): 12,2s; 186km/h; 3,6L/100km; 95g/km; 25.867€;
1.6 CRDi (110cv): 11,1s; 188km/h; 3,4L/100km; 89g/km; 26.367€;
1.6 CRDi (136cv): 10,2s; 200km/h; 3,8L/100km; 99g/km; 29.467€;

Prós e contras
+ design arrojado, preço
- ausência de propulsor totalmente atmosférico, colocação do ecrã táctil na consola central

Peugeot 3008 eleito carro do ano 2017 em Portugal




A Peugeot voltou a ganhar o troféu de carro do ano em Portugal com o SUV 3008 - link. A última vez que tinha ganho o prémio foi em 2012. As marcas franceses ficaram bem representadas na edição deste ano com mais duas conquistas em outras categorias. Alemães ficaram de fora este ano, com excepção do Seat Ateca que pode-se dizer que é meio espanhol meio alemão.

Carro do ano: Peugeot 3008
Citadino do ano: Citroën C3
Familiar do ano: Renault Mégane
Carrinha do ano: Volvo V90
Crossover do ano: Seat Ateca
Ecológico do ano: Hyundai Ioniq Hybrid Tech

Quanto a presenças orientais destaque para a Hyundai que ganhou o prémio de carro ecológico do ano com o Ioniq - link.


Hyundai Ioniq HEV Hybrid Tech, o híbrido coreano (2017)




Ioniq HEV Hybrid Tech, é o nome do novo híbrido da Hyundai que conjuga um bloco 1.6 GDi a gasolina com um propulsor eléctrico. A potência combinada dos dois motores é de 141cv. Apesar de ser um híbrido este não é apenas um carro que pretende ser racional e ecológico, também faz apelo a um espírito desportivo. Tem um formato misto entre monovolume e coupé. O baixo perfil privilegia a estética. Mas não esquecer que tudo desenhado neste veículo foi feito com o intuito de oferecer a melhor eficiência aerodinâmica.

Seguindo as pisadas da Toyota, a Hyundai faz questão de usar pormenores decorativos a azul na carroçaria exterior e no interior como forma de simbolizar os seus veículos mais ecológicos. Sim este pretende ser um rival dos Toyota Prius e Honda Hybrid até pelo seu formato semelhante. Mas o grande trunfo face aos rivais japoneses é mesmo o preço. A inscrição da palavra hybrid na traseira enfatiza ainda mais o espírito ecológico do veículo. As linhas do Ioniq são também mais fluídas e dinâmicas do que os rivais. Ao gosto europeu mas com um toque oriental.

Na frente sobressai a enorme grelha trapzoidal a negro com frisos horizontais cromados. Esta grelha tem integrado um sistema active air-flaps que melhora a aerodinâmica em velocidades mais elevadas. Os farolins bi-xénon de desenho afiado são devidamente embutidos no fundo negro rasgado no pára-choques. Nas extremidades inferiores baixos relevos, também em negro, integram ópticas diurnas em leds com desenho mais vertical. Na parte inferior do pára-choques frontal um difusor horizontal serve para diminuir a resistência ao fluxo de ar.





De perfil a curva suave e elegante do tejadilho é cortada abruptamente na traseira, tal como no ... Prius. Mas a linha de cintura mergulhante bem como o recorte do envidraçado mostram um desenho mais aprimorado. O aileron traseiro, a antena em forma de barbatana de tubarão, as ópticas traseiras alongadas em leds e semicerradas e os rasgos a negro no pára-choques traseiro conferem bastante mais desportividade do que no modelo nipónico.

No interior nota-se que os materiais são bons e de boa qualidade. A ergonomia dos bancos, à frente e atrás, revela atenção com o conforto dos ocupantes. O Ionic HEV Hybrid Tech tem inúmeros espaços de arrumação. É capaz de transportar cinco ocupantes no entanto, dado o baixo perfil, pessoas mais altas podem sentir alguma dificuldade em aceder aos lugares traseiros. Um caso em que a estética acaba por sacrificar a função. A bagageira é bastante generosa com uma capacidade de 443L.

O painel de bordo do condutor é digital com iluminação em branco. O ecrã táctil integrado na parte superior da consola central de 7'' é de fácil uso, mas aconselha-se uma primeira familiarização. Este ecrã é capaz de disponibilizar dados importantes como gráficos de eficiência ou para onde está a ser canalizada a energia. É informação que talvez a maioria dos condutores ache desnecessária mas que pode ser útil para os mais atentos, caso queiram gerir melhor o depósito de gasolina. Por exemplo quando se trava está-se a carregar a bateria do motor eléctrico.





A posição de condução é confortável e a suspensão competente garantindo viagens longas tranquilas sem grandes dores nas costas. Assim que se inicia a marcha do Ioniq HEV Hybrid Tech ouve-se apenas o rolar dos pneus. Tem um arranque silencioso uma vez que recorre ao motor eléctrico nesta fase. Prosseguindo o andamento entra em funcionamento o motor a combustão. Aqui a transmissão é feita através de uma confortável caixa automática de seis relações com dupla embraiagem.

Para além da situação do arranque só é possível usar apenas o motor eléctrico em velocidade de cruzeiro superior a 100km/h. A Hyundai anuncia um consumo de 3,9L/100km mas o mais correcto será termos um valor a rondar os 4,6L/100km em situações mistas o que até nem é mau. A condução deste veículo é ágil e económica em modo Eco.

Mas em modo Sport o híbrido coreano despe o casaco ecológico e vira-se mais para as emoções. Aqui é possível usar a caixa manualmente, retirando-se o maior binário possível, em detrimento do consumo. No entanto não passa mais do que isso - algumas emoções. Até porque as recuperações deixam algo a desejar, a velocidade de ponta não permite grandes voos e o arranque dos 0 aos 100km/h também não deixa grande espaço para despiques nos semáforos.





No capítulo da segurança o Ioniq obteve a nota máxima de 5 estrelas nos testes de colisão da Euroncap e a melhor classificação no segmento dos familiares compactos em 2016. Inclui vários sistemas como cruise control adaptativo face ao veículo da frente, mitigação de colisão com travagem automática ou sensores de pressão nos pneus.

O nível de equipamento Tech que oferece sistema de som Infinity com oito colunas, ar condicionado bi-zona, ignição por botão, faróis bi-xénon, ecrã táctil de 8'', banco do condutor com regulação eléctrica, carregamento wireless para smartphones, sistema infoteinment Apple Car Play e Android, sensores traseiros com câmara para auxílio ao estacionamento e muito mais. Em opção existe um pack que adiciona estofos aquecidos ou ventilados, e volante que também pode ser aquecido.

Existe a possibilidade do Ionic levar um tecto com painéis solares, capaz de fornecer energia para vários sistemas electrónicos e ar condicionado, mas é uma opção que não deverá estar disponível no mercado português. De sublinhar que as baterias do motor eléctrico têm uma garantia de 8 anos ou 200.000km, enquanto que o Ioniq, na generalidade, oferece 5 anos de garantia, mas sem limite de quilómetros. Um sério candidato a carro do ano 2017 em Portugal, a conhecer em Março.





Mecânica
Motor combustão: gasolina, dianteiro, 4 cilindros em linha, 1580 cc, 16 válvulas
Alimentação: injecção directa
Potência motor combustão: 105 cv às 5700 rpm
Binário motor combustão: 142 Nm às 4000 rpm

Motor eléctrico: síncrono íman permanente, iões de lítio, 270V
Potência motor eléctrico: 43,5cv
Binário motor eléctrico: 170 Nm

Potência combinada: 141cv
Binário total: 265 Nm

Tracção: dianteira
Caixa: automática 6 velocidades de dupla embraiagem, com possibilidade de funcionamento em modo manual

Dimensões
Comprimento: 4470 mm
Largura: 1820 mm
Altura: 1450 mm
Peso: 1477 kg
Mala: 443 L
Depósito: 45 L

Prestações
Velocidade máxima: 185 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 11,1 s

Consumos
Combinado: 3,9 L/100km
Emissões CO2: 92 g/km

Preço
a partir de 33.056€

Prós e contras
+ estética, materiais e acabamentos, sistemas de segurança, conforto, preço, equipamento
- recuperações, ausência de modo de condução 100% eléctrico, lugares traseiros, visibilidade atrás

Hyundai Tucson III (2016)



O segmento dos SUV's é mesmo um dos mais apetecidos pelas marcas automóveis. O seu crescimento relegou para segundo plano o segmento das carrinhos, que deixou de estar na moda. Se as marcas quiserem aumentar o volume de negócios têm de apostar nos SUV's. Por isso a Hyundai melhorou substancialmente a qualidade estética e mecânica do novo Tucson. O "vestido" do novo SUV da marca coreana está mais refinado e atraente. O único senão pode ser o preço, mas existe um desconto que pode ir até 4.550€ na campanha de lançamento.

O novo Tucson está maior e mais baixo que o seu antecessor. Cresceu 6,5cm em comprimento e 3cm em largura mas diminuiu 2cm em altura. Na parte estética notam-se linhas mais fluidas de traços vincados e dinâmicos. A nova grelha institucional trapezoidal em formato 3D de moldura e triplo friso horizontal cromados transmite logo mais distinção à frente. As ópticas alongadas de olhar semi-cerrado dão mais agressividade ao Tucson. Na parte inferior em cada extremidade do pára-choques existem dois rasgos onde se localizam as luzes diurnas em leds e faróis de nevoeiro.



A traseira também está mais dinâmica captando mais facilmente o olhar. A protecção inferior da carroçaria e das cavas das rodas é feita em plástico negro. O chassis no novo Tucson é novo e confere mais conforto a bordo e um estilo de condução dinâmico. O comportamento em curva melhorou. A suspensão absorve melhor as irregularidades do piso. A direcção é mais precisa e o volante multifunções de bom tacto. A travagem é mais eficaz uma vez que dispõe de discos maiores. A caixa pode ser automática com sete velocidades ou manual de seis relações. No primeiro caso é possível optar por dois modos de condução: normal ou desportivo.

No arranque existem apenas duas motorizações com tracção frontal: uma a gasolina de 1.6L e 132cv e outra a diesel de 1.7L e 115cv, ambas auxiliadas por turbo. A versão a diesel será a preferida pelo mercado nacional. Ambas as versões dispõem de um eficiente sistema automático start-top. No capítulo da segurança o Tucson passou sem dificuldades nos testes de segurança da Euroncap e obteve nota máxima de 5 estrelas. Vem com muito equipamento a bordo como aviso de saída involuntária da faixa de rodagem, câmara de auxílio em ângulo morto, sistema de gestão de estabilidade do veículo ou ainda sistema de aviso de limite de velocidade através da identificação de sinais de trânsito. Em opção existe um útil sistema de travagem automática de emergência que actua em caso iminente de colisão.



O interior aumentou de espaço significativamente aproveitando da maior distância entre eixos. A bagageira tem uma capacidade de 513L o que é uma referência. Os materiais também evoluíram pela positiva com a inclusão de acabamentos mais suaves ao tacto. O novo layout do tabelier com desenho horizontal transmite mais serenidade e maior sensação de espaço. Em suma o Tucson foi desenhado a pensar no gosto do cliente europeu. À semelhança de outros modelos da Kia, o Tucson tem uma garantia de 5 anos sem limite de kilómetros.

Modelos a gasolina
1.6 GDI 4x2 cxM (132cv): 11,5s; 182km/h; 6,3L/100km; 147g/km; 28.105€ (25.800€ campanha de lançamento)

Modelos a gasolina
1.7 CRDI 4x2 cxM (115cv): 13,7s; 176km/h; 4,6L/100km; 119g/km; 31.107€
1.7 CRDI 4x2 cxA (141cv): em Maio

Prós e contras
+ design, espaço a bordo, conforto
- preço sem descontos

Hyundai i20 II 1.1 CRDi (2015)



O novo Hyundai i20 representa um passo à frente na qualidade e no design, comparativamente com a primeira geração. A versão a diesel de apenas 1.1L com três cilindros é amiga da carteira do condutor já que apresenta consumos económicos. Para conseguir o feito a marca coreana recorreu a um propulsor de três cilindros. O único inconveniente é ser algo ruidoso, no entanto a Hyundai conseguiu insonorizar o interior do habitáculo para reduzir o ruído. O problema é quando se abre o vidro ou o tecto de abrir. Outro aspecto a ter em conta são as prestações demasiado lentas.

As linhas do novo i20 estão mais cativantes. Basta olhar para a frente com uma grelha frontal trapezoidal com moldura cromada que transmite mais desportividade. Depois a entrada de ar inferior é rematada por faróis de nevoeiro e difusores proeminentes. As ópticas seguem o desenho do rasgo horizontal entre o capôt e pára-choques, têm luzes diurnas em leds (opção) e prolongam-se na lateral até ao meio das cavas das rodas. A lateral apresenta desenho ligeiramente escultórico com friso em plástico negro na base das portas e espelho retrovisor com pisca integrado.

O que chama a atenção é o pilar traseiro em plástico negro que cria o efeito de tejadilho levitante. As jantes de oito raios em liga leve casam bem com o conjunto. Atrás o pára-choques de linhas curvas apresenta luzes reflectoras em baixo onde se localizam também as luzes de marcha atrás. Um difusor negro remata o conjunto. A pega do portão traseiro está localizada num negativo feito no pára-choques. Algumas marcas já incluem o puxador no próprio logotipo, a Hyundai podia ter feito melhor. Quanto aos farolins traseiros, o seu desenho está dividido em três favos vermelhos colocados de forma paralela e um dente inferior branco onde se localiza os piscas.



No interior o espaço cresceu fruto do exterior que vem mais comprido, mais baixo e mais largo. A bagageira de 326L coloca o i20 nos melhores da sua classe. O layout do tabelier é equilibrado e funcional, mas sem brilho. O painel do condutor tem manómetros clássicos com iluminação branca. O volante tem botões integrados e uma decoração com um friso cromado. A consola central está dividida em três níveis. Em cima localizam-se as bocas dos ventiladores, no nível intermédio o rádio e mais abaixo os comandos de ventilação. Os puxadores interiores das portas imitam o alumínio escovado. O manípulo das mudanças em pele tem bom tacto.



O i20 é capaz de proporcionar viagens longas confortáveis aos seus ocupantes mesmo nos lugares atrás, mas aconselha-se a fechar os vidros e o tecto de abrir para evitar o ruído do propulsor a altas velocidades. Os materiais apresentam uma construção cuidada e pormenorizada sem grandes luxos. A percepção visível é agradável. O propulsor do novo i20 1.1L a diesel é bastante económico e o valor anunciado de 4L/100km pela marca coreana não engana. No entanto esta poupança tem inconvenientes, é que o i20 leva 16 segundos a atingir os 100km/h, o que parece demasiado tempo para quem está habituado a outros motores.



As ultrapassagens têm de ser devidamente calculadas, principalmente em estradas sem separador central devido à ausência de potência suficiente que garanta segurança. Até ganhar balanço o i20 é algo pachorrento nas recuperações e nos arranques. Exige do condutor um trabalho de caixa intenso em circuitos urbanos. Quanto a equipamento é pena que a Hyundai tenha aderido à moda dos premium de mostrar o preço enganador despido de vários gadgets essenciais, hoje em dia. Vem de série com 6 airbags, sistema isofix, duas tomadas, rádio CD/mp3 com portas USB, faróis de nevoeiro, sistema de auxílio ao arranque em subidas, sistema ABS com assistência à travagem, alarme com comando à distância, porta-luvas iluminado e refrigerado e ainda pneus com sensores de pressão.



Mas para se ter luzes diurnas em leds, espelhos retrovisores rebatíveis electricamente, jantes de liga leve de 16'', ar condicionado automático, sensores de luz e chuva e outro equipamento é necessário gastar mais do que o preço base, no entanto tendo em conta o carro, a potência, as prestações e o preço de 14 mil euros, tudo somado, é dispensável gastar mais por outras mordomias. Para isso há outras ofertas mais interessantes.



Mecânica
Motor: diesel, dianteiro, 3 cilindros em linha, 1120 cc, 12 válvulas
Alimentação: injecção directa por rampa comum, turbo de geometria variável, intercooler
Potência: 75 cv às 4000 rpm
Binário: 180 Nm às 1750-2500 rpm
Tracção: dianteira
Caixa: manual 5 velocidades

Dimensões
Comprimento: 4035 mm
Largura: 1734 mm
Altura: 1474 mm
Peso: 1143kg
Mala: 326 L
Depósito: 50 L

Prestações
Velocidade máxima: 159 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 16,0 s

Consumos
Combinado: 4,0 L/100km
Emissões CO2: 103 g/km

Preço
a partir de 14.000€

Prós e contras
+ consumo, funcionalidade, conforto a bordo
- prestações, motor ruidoso
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