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Jeep Wrangler Salute concept homenageia os 75 anos do Jeep Willys



O mítico Jeep Willys comemora 75 anos de história. Foi um veículo todo-o-terreno que marcou uma era, nomeadamente durante a 2ª Guerra Mundial através do exército dos EUA. O Willys ficou celebrizado como um autêntico pronto-socorro para qualquer adversidade. Na altura o exército americano lançou um concurso convidando várias marcas para produzirem um veículo que fosse a qualquer lugar sem dificuldades. O caderno de encargos era simples: quatro rodas motrizes, três bancos, uma capacidade de carga razoável, robustez, durabilidade e uma dimensão compacta.

A Willys-Overload Motor Co. foi a vencedora. Mas a guerra do Vietname também foi um palco privilegiado para o Willys que se mostrou pronto para terrenos de grande dificuldade. E foi precisamente o Willys que fez a Jeep ficar famosa. A própria marca Jeep acabou por ficar associada a um tipo de viatura, um pouco como a Catterpilar. Ora para celebrar o 75º aniversário do Willys a Jeep decidiu criar um concept a partir do Wrangler. A ideia base do novo Wrangler Salute concept é poder ser facilmente relacionado com o Willys.



A forma segue a função, este é o mote que melhor define o design do Willys. Prático, simples, honesto e sem adornos. O Jeep Wrangler Salute concept procura seguir o mesmo princípio. Sem portas ou pilares centrais para permitir o acesso ou saída rápida da viatura. Até a cor da pintura da carroçaria, em verde oliveira, é a mesma do original e que ficou famosa. É uma cor escura que absorve e repele bem a sujidade e consegue camuflar-se facilmente com envolventes cheias de vegetação. Obviamente que o novo Wrangler Salute mostra-se mais contemporâneo com funções de segurança integrados, mas não consegue ter o charme do original,



Apesar das comodidades da era moderna, conforto é coisa que este carro não procura. É para circular ao ar livre sem grandes mordomias. O novo Wrangler Salute vem com uns robustos pneus militares de 32''. Uma roda suplente é montada no portão traseiro. Alguns pormenores retro marcam este modelo como os espelhos retrovisores circulares. Os guarda lamas procuram reproduzir o original. Quanto ao motor que equipa este concept é um 3.6L V6 a gasolina de seis relações manuais. É de esperar consumos nada comedidos. E para se manter fiel à origem o novo modelo será fabricado em Ohio, a casa do Jeep Wrangler desde 1986.

Jeep Renegade (2015)



O Jeep Renegade é um SUV bem ao estilo americano mas mistura o conceito de berlina. Agora sob o domínio da Fiat, a Jeep conseguiu aumentar as vendas e conquistar quota no mercado americano. O novo modelo é esteticamente parecido com o Wrangler mas é mais seguro e confortável para os seus tripulantes. Enquanto o Wrangler está mais apto para o todo-o-terreno o Renegade foi feito para a estrada, ou seja mais ao estilo europeu. Leva cinco passageiros reais e é classe 1 nas portagens.

O Renegade é produzido em Itália - carroçaria e motores - e é o primeiro veículo do novo grupo FCA. Destina-se a ser comercializado em mais de 100 países, ou seja um carro global para diversos mercados e com gostos distintos. Trata-se, portanto, de uma aposta forte. A grelha frontal retro, em forma de boca com barras verticais em acabamento cromado, alberga as ópticas redondas inconfundíveis da Jeep, no entanto nota-se uma estilização mais personalizada. Em baixo localizam-se os piscas em peça isolada e ainda os faróis de nevoeiro num nível inferior.



À volta de todo o veículo existe uma protecção da carroçaria em plástico negro. De perfil sobressai o ar quadrado, as barras no tejadilho e o spoiler traseiro aerodinâmico. O tejadilho pode ter uma abertura com dois óculos no topo. Os espelhos retrovisores bem como as cavas das rodas em formato rectangular dão robustez ao Renegade e combinam com imagem global de um veículo clássico com uma silhueta angulosa e quadrada mas com arestas ligeiramente arredondadas.

Atrás as ópticas quadradas vermelhas apresentam uma moldura em plástico negro e um desenho interno a branco em forma de cruz, a fazer lembrar os clássicos de rally em que se colocavam duas fitas adesivas. A retaguarda parece a parte menos bem conseguida no Renegade. No interior o layout do tabelier é equilibrado e ao gosto europeu. O tom negro é quebrado por alguns elementos, como os aros dos ventiladores, das colunas de som nas portas e do manípulo da caixa de velocidades, na mesma cor da carroçaria exterior. Talvez aqui a Fiat tenha bebido alguma inspiração no 500.



No que toca a motores estarão disponíveis duas versões com tracção dianteira e apenas dois blocos, um a diesel e outro a gasolina, ambos com turbo. A versão de tracção integral só estará acessível por encomenda. Apesar de ter como destino o asfalto o Renegade pode fazer incursões em terrenos mais irregulares desde que o nível de difuldade não seja alto. A caixa é manual de seis relações. Quanto a equipamento existem dois níveis: Longitude e Limited. Este último é o topo de gama e oferece, entre outros, sistema de auxílio ao controlo em descida, útil para aventuras mais ousadas.

No nível de entrada vem com sistema de mitigação electrónica em caso de capotamento, faróis de nevoeiro orientáveis em curva, sistema de auxílio ao arranque em subida, sensores de pressão dos pneus, cruise control, sensores de estacionamento traseiro, start/stop automático, rádio CD/MP3 com ligação bluetooth, ar condicionado e ecrã multifunções de 3,5''. O nível acima trás jantes de liga leve de 17'', retrovisores eléctricos retrácteis automáticos, climatizador bi-zona e um ecrã táctil de 7''. O Renegade obteve 5 estrelas nos testes da Euroncap.



Modelos a gasolina
1.4 MultiAir 4x2 (140cv): 10,9s; 181km/h; 6,0L/100km; 140g/km; 21.950€

Modelos a diesel
1.6 MultiJet II 4x2 (120cv): 10,2s; 178km/h; 5,6L/100km; 120g/km; 25.950€
2.0 Trailhawk 4x4 (170cv): 8,9s; 196km/h; 5,8L/100km; 155g/km; 25.950€

Sergio Marchionne, o salvador da Chrysler que agora ajuda a Fiat (2014)



Sergio Marchionne assumiu a presidência executiva do grupo Fiat em 2004, quando a marca italiana esteve quase à beira da falência. Marchionne era um gestor que não tinha nenhuma experiência no sector automóvel e gozava de um estatuto especial na família Agnelli, a grande detentora da Fiat. A sua a ida para o comando foi um risco dado que o grupo acumulou nessa altura prejuízos de 6 mil milhões de euros. Mas a experiência não é tudo e no ano seguinte a ter tomado posse, a Fiat conseguiu obter lucros. Pela primeira vez no século XX a Fiat obtia resultados positivos e tudo graças a Marchionne, um gestor desconhecido. O renascimento do Fiat 500 contribuiu para a salvação.

Marchionne não é o típico gestor executivo de fato e gravata fechado no seu escritório a pensar em assuntos burocráticos. Pelo contrário veste sempre de preto e o seu lugar preferido são as fábricas ao andar pelas linhas de montagem em contacto com o produto e os trabalhadores. O ar despojado, barba por fazer, e cabelo comprido serviram para romper com o típico modelo executivo que reina em muitas empresas grandes. Por tudo isto Marchionne conseguiu obter a simpatia de muitos funcionários. Mas o novo executivo cedo percebeu que o futuro do grupo italiano, que detém outras marcas como a Ferrari, a Alfa Romeo, a Maseratti e a Lancia, passaria por outros mercados dado que a Europa está a ter uma recuperação ainda lenta. Daí decidiu avançar para a aquisição do grupo americano Chrysler que estava às portas da falência. Foi em 2009 que a Fiat apresentou uma proposta e muitos pensaram que seria o fim da Fiat. Pelo contrário, a passagem do know-how europeu para a marca americana ajudou a impulsionar as vendas da Chrysler.

A estratégia da compra era um investimento a médio prazo para globalizar o grupo italiano. Os motores económicos diesel da Fiat e o contributo de uma experiência vasta em design italiano fez com que as vendas da Chrysler subissem em flecha nos EUA e na Europa. No mês de Novembro atingiram um crescimento impressionante. Aquilo que era suposto começar a dar lucro só daqui a um ou dois anos acabou por dar frutos antes do tempo e surpreendeu pela positiva a Fiat. O novo Jeep Grand Cherokee foi um dos modelos que catapultou a nova Chrysler. A aposta estava ganha. Agora no final de ano 2013 Marchionne foi mais longe e conseguiu obter o total do capital da Chrysler numa operação relâmpago que custou 3,2 mil milhões de euros, ficando o negócio fechado no dia 1 de Janeiro de 2014.



Quando Marchionne visitou pela primeira vez o edifício da Chrysler reparou nas salas dos executivos no último andar com uma vista soberba. A primeira coisa que ordenou foi fechar este piso. Um acto simbólico para castigar a falta de visão dos anteriores responsáveis da marca. A partir de então as salas passariam a ficar num sítio menos luxuoso. Marchionne conseguiu rapidamente resolver os problemas do grupo americano equilibrando o balanço. Mas parece que o executivo italiano se esqueceu da marca da casa. Por ironia do destino, agora é a vez da Chrysler "salvar" a Fiat. Os lucros obtidos pela Chrysler serviram para equilibrar os prejuízos da Fiat dentro do grupo. A empresa resgatada serve agora para ajudar a sua salvadora.

Mudança de logotipo entre modelos do grupo terá sido erro?

Já o futuro da Lancia, outra marca do grupo Fiat que foi ressuscitada recentemente, está em risco e o pequeno citadino Ypsilon poderá ser o único a "sobreviver". Todos os modelos que têm a base Chrysler mas que passaram a ostentar o logotipo da Lancia serão descontinuados. A fusão da Chrysler com a Fiat terá como objectivo criar o sétimo maior construtor de automóveis. Marchionne já confirmou que o grupo passará ter um novo nome, ainda a designar. Depois de adquirir o grupo americano, Marchionne conseguiu lançar 16 novos produtos em apenas 19 meses, mas ainda terá muito trabalho pela frente para relançar a Fiat. Se na Chrysler já é visto como um herói, dado que criou novos postos de trabalho, falta agora encontrar a chave para resolver os problemas na casa mãe. Uma das máximas de Marchionne passa por lembrar que "o sucesso nunca é permanente, precisa ser construído todos os dias". Os lucros não podem ser algo de efémero.

Grupo Chrysler regista o melhor novembro desde há seis anos (2013)



O grupo Chrysler registou o melhor novembro desde 2007. Os números superaram o esperado por analistas. Agora que o grupo americano é controlado pela Fiat, os resultados parecem começar a surgir com força depois de uma iminente falência. As vendas cresceram 16% no mercado interno face ao período homólogo.

O grupo americano engloba várias marcas como a própria Chrysler, a Dodge, a Jeep e a Ram. Ao todo foram vendidos 142.275 veículos nos EUA e, mais impressionante, é que já é o 44º mês consecutivo em que supera as vendas em comparação com o ano anterior. Mas há ainda a salientar que a Jeep obteve o melhor mês de novembro de sempre. A Chrysler foi "resgatada" pela Fiat e a contribuição do know-how europeu continua a dar resultados positivos.

Só é pena que o Fiat 500, o único modelo italiano da Fiat distribuido nos EUA, não esteja a seguir o mesmo caminho ao cair 15%. Mas era previsível que o Fiat 500 não fosse a melhor solução para este mercado que prefere veículos grandes e de maior cilindrada. Talvez a versão mais longa do Fiat 500 possa ser a mais apropriada.
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