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Lexus NX 300h (2014)



O novo NX 300h é a mais recente aposta da Lexus. Trata-se de um SUV híbrido compacto de design arrojado. Apesar do anunciado o consumo dos híbridos da Lexus continuam a não bater outras ofertas no mercado a diesel. A vantagem, porém, é mesmo o uso exclusivo do motor eléctrico em determinadas situações. O preço, estando longe de ser um atractivo, bate os concorrentes premium.

Outras vantagens dos híbridos anuciados pela Lexus são uma manutenção mais económica, menor desgaste dos pneus, ausência de embraiagem, sem necessidade de turbo e bomba de alta pressão. Para além disso são mais amigos do ambiente, no entanto há blocos a diesel com menos emissões e, por aí, o argumento verde dissipa-se. O NX 300h posiciona-se abaixo do SUV de topo da Lexus mas pelo preço continua a ser um veículo premium.



A ideia dos SUV compactos ou Crossovers foi iniciada pela Nissan com o Juke e agora todas as marcas exploram este nicho de mercado aberto que tem registado um crescimento significativo. O NX 300h tem capacidade para transportar cinco passageiros de modo confortável. O espaço abunda e a mala de 555L serve para grandes viagens. Os materiais e acabamentos são bons ao nível de um premium.

Ao nível do design o NX 300h vai buscar inspiração ao concept LF-NX. É arrojado e cheio de ângulos e arestas afiadas como são os casos das ópticas ou da generosa grelha com aro cromado. Mas esta filosofia replica-se até ao formato da carroçaria que apresenta inúmeros pormenores de vincos e ângulos vivos. A estética em si não é consensual, pelo contrário demasiado excessiva e experimentalista. Dir-se-ia que a Lexus entrou na dimensão do cubismo de Picasso.



Mas pode ser que o mercado absorva a linguagem como fez com o Juke. Agora está longe de se tornar num modelo intemporal. O NX 300h pode ter tração a duas ou quatro rodas mas a diferença de preços pode não compensar a tração integral. É que, tirando a aparência robusta, o NX 300h não é um puro todo-o-terreno. E a carga fiscal prejudica a versão 4x4. Certamente que a Lexus aposta mais na versão 4x2 para o nosso mercado.

O motor a combustao é auxiliado por um bloco eléctrico na frente (caso da tração 4x2), podendo levar outro propulsor eléctrico atrás (caso da tração 4x4). A bateria do motor eléctrico deste pequeno SUV foi melhorada, comparativamente com outros modelos da marca, e apresenta-se mais compacta diminuindo o peso e o espaço necessário. A transmissão é automática híbrida de variação contínua e bastante eficaz, diga-se.



Quanto a equipamento existem três gamas: Business, Executive, Executive+ e F Sport. Na gama de entrada o NX 300h vem bem recheado e existem poucos opcionais. O preço reflecte já a inclusão do equipamento. No capítulo da segurança conta com airbag frontal, lateral, de joelho e de cortina. Pode ter sensor de pressão dos pneus, sistema de mitigação de colisão, sistema de auxílio à manutenção na faixa de rodagem, cruise control, câmara de visão a 360º e luzes exclusivas em leds.

O sistema head-up display projecta informação relevante no pára-brisas evitando que o condutor desvie a atenção da estrada. Em opção existem sistemas audio da marca Pioneer ou da Mark Levinson. A consola central conta com um ecrã táctil infoteinment de 7'' que é controlado através de um comando rotativo circular. Também é possível carregar o telemóvel na consola central.

Mecânica
Motor combustão: gasolina, dianteiro, 4 cilindros em linha, 2494 cc
Alimentação: injecção directa
Potência: 197 cv às 5700 rpm
Binário: 210 Nm às 4200-4400 rpm
Motor eléctrico dianteiro: versão 4x2, bateria de hidretos metálicos de níquel
Potência: 143 cv
Binário: 270 Nm
Motor eléctrico traseiro: versão 4x4, bateria de hidretos metálicos de níquel
Potência: 68 cv
Binário: 139 Nm
Potência combinada: 197cv
Caixa: automática híbrida de variação contínua

Dimensões
Comprimento: 4630 mm
Largura: 1845 mm
Altura: 1645 mm
Peso: 1545 kg
Mala: 555 L

Prestações
Velocidade máxima: 180 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 9,3 s

Consumos
Combinado: 5,1 L/100km (4x2) 5,2 L/100km (4x4)
Emissões CO2: 117 g/km (4x2), 121 g/km (4x4)

Preço
a partir de 46.950€ (4x2), 53.700€ (4x4)

Prós e contras
+ qualidade geral, conforto relação preço / equipamento, preço face à concorrência premium
- design demasiado arrojado

Lexus GS IV 300h F Sport, facelift (2014)



A Lexus procedeu à actualização do Lexus GS. Neste caso a versão desportiva híbrida (F Sport) vem com as garras afiadas mas será que compensa a compra deste modelo para economizar no consumo? A vantagem deste híbrido premium do grupo Toyota reside na sua capacidade para percorrer alguns kilómetros sem gastar um pingo de gasolina. É nos arranques e na circulação em cidade que mais se sente o modo eléctrico. No entanto passado essa benesse volta a funcionar o motor a gasolina em conjunto com o motor eléctrico.

Se a autonomia do motor eléctrico fosse maior então aí as coisas mudariam de figura. Portanto, tirando este pequeno aspecto positivo, há que analisar o mercado onde existem modelos a diesel capazes de obter consumos inferiores e prestações superiores. Porém, atendendo ao "recheio" do GS 300h F Sport, o preço final até é capaz de compensar face às outras marcas premium onde os extras são pagos à parte. Este modelo vem bem equipado e reflectido no valor da sua aquisição. Os opcionais são muito poucos mesmo e isso é uma mais valia para o consumidor.



A Lexus fornece várias gamas - Business, Executive e F Sport. Esta última consiste na variante estética mais desportiva. Por isso encontramos neste modelo "apêndices" estéticos bem como jantes "fumadas". Mas é apenas uma questão estética já que o motor tem pouca alma. Este restyling que a Lexus executou no GS resume-se a um pára-choques frontal novo com uma grelha em forma mais rasgada e com decoração cromada e ainda a uma traseira retocada. As ópticas frontais são de desenho idêntico mas com iluminação em leds integrada em forma de boomerang.

Atrás é que se vislumbra a maior alteração com ópticas mais esticadas e um pára-choques novo onde se encontram duas ponteiras de escape cromadas horizontais. No interior permanece a mesma qualidade dos acabamentos em pele e do nível de montagem. Alguns pormenores, como pedais em alumínio, diferem esta versão das restantes. O espaço a bordo impera mas há que ter em atenção que atrás só viajam dois passageiros de modo desafogado, o lugar do meio é decorativo. Este é um carro, essencialmente, de estrada capaz de proporcionar viagens confortáveis.



Devido ao seu comprimento terá dificuldades para encontrar espaço para estacionar em cidade, mas como o público alvo são executivos com lugar reservado em garagem não é de prever muitas dificuldades. Uma câmara traseira auxilia nas manobras de estacionamento. Como se referiu a variante F Sport fornece performances não condizentes com a roupa que veste. Pode-se dizer que é um caso de cordeiro em pele de lobo. O motor não é reactivo e demora a responder. São mesmo precisos quase 10s para atingir os 100km/h. É um veículo mais com preocupações ambientais do que em fazer arranques rápidos ao cair do sinal vermelho. E isto deve-se ao facto de no arranque funcionar apenas o motor eléctrico mas mesmo assim há que ver que a potência disponível é de 143cv.

Para se "espremer" mais os 223cv (potência combinada) é necessário optar pelo modo de condução Sport ou Sport+. A grande desvantagem aqui é que o consumo sobe exponencialmente. Talvez com a introdução de um turbo a Lexus consiga melhorar este handicap para os diesel. A marca nipónica anuncia um consumo combinado de 4,9L/100km mas, mesmo em modo de condução Eco, este valor anda um bocado desfazado da realidade. É necessário adicionar uma ou duas unidades.
Quanto a equipamento vem com um pacote bastante completo. Por exemplo os bancos são aquecidos e refrigerados e o ecrã tem as generosas dimensões de 12,3'' com computador de bordo e sistema infoteinment, tudo comandado através de um botão na consola central.



Mecânica
Motor de combustão: gasolina, dianteiro, 4 cilindros em linha, 2494 cc, 16 válvulas
Alimentação: injecção electrónica
Potência: 350 cv às 7400 rpm
Binário: 221 Nm às 4200-5400 rpm
Motor eléctrico: síncrono de magnetos permanentes
Bateria: hidretos metálicos e níquel, com voltagem de 650V
Potência: 143 cv
Binário: 300 Nm
Potência combinada: 223 cv
Tracção: traseira
Caixa: automática

Dimensões
Comprimento: 4850 mm
Largura: 1840 mm
Altura: 1455 mm
Peso: 1905 kg
Mala: 468 L
Depósito: 66 L
Pneus: 235/40 R19 à frente e 265/35 R19 atrás

Prestações
Velocidade máxima: 190 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 9,2 s

Consumos
Combinado: 4,9 L/100km
Emissões CO2: 115 g/km

Preço
a partir de 64.300€

Prós e contras
+ qualidade geral, relação preço/equipamento, vida a bordo
- consumo real aquém do desejado para um híbrido, pouca autonomia em modo eléctrico, pouca alma do motor

Amy Mcdonald prefere o Lexus na garagem de bombas do Top Gear (2014)


A cantora escocesa Amy Mcdonald foi convidada a entrar na garagem da série Top Gear onde estão estacionadas várias bombas com muitos cavalos. Mas o modelo preferido acabou mesmo por ser o Lexus.

Lexus CT 200h, facelift (2014)



A Lexus procedeu a algumas alterações estéticas e ajustes técnicos ao seu compacto híbrido CT 200h. Este não é um modelo novo. São evidentes ainda algumas semelhanças com o modelo anterior. As alterações técnicas procuraram dotar o CT 200h de maior rígidez e de um melhor coeficiente aerodinâmico. Para além de tornar o consumo mais eficiente melhora a dinâmica com enfoque no prazer de condução.

Na frente o pára-choques foi renovado com um desenho mais desportivo. O capôt mantêm-se mas agora é feito de alumínio para reduzir o peso. A nova grelha em favos, já estreada noutro modelo da Lexus, tem forma de duplo trapézio simétrico com moldura cromada brilhante em cima e cromado acetinado em baixo. O desenho revela-se algo bizarro e pouco conseguido apesar de mais agressivo. As ópticas apresentam o mesmo formato mas agora com luzes diurnas de leds em V a acompanhar o contorno.



Com excepção do novo desenho das jantes, a lateral permanece inalterada. Aqui o CT 200h precisa de melhorar pois ainda parece ter um design algo básico. Atrás as ópticas são novas com formato mais afiado e pontiagudo com destaque para as luzes de stop em finas tiras horizontais. Aqui o pára-choques também é novo com rasgos verticais e tiras horizontais reflectoras. Um difusor inferior em plástico negro contribui para melhorar o aerodinamismo do CT 200h. A antena tem agora o desenho de barbatana de tubarão.

No capítulo "não visível" destaque para o chassis que tem agora maior rígidez dado que os pontos de soldadura foram aumentados. Com isto o condutor ganha mais estabilidade e prazer de condução. No interior as diferenças são mais notórias. Está mais refinado e o conforto foi melhorado devido ao uso de isolamento acústico mais espesso com uma notória redução de ruídos a bordo. A consola central apresenta um ecrã de 7'' e um comando rotativo.



O volante é o mesmo do usado no IS. A condução do novo CT 200h está mais suave graças a uma nova caixa CVT bem como o um novo manípulo das mudanças. No capítulo das motorizações pouco há a acrescentar. A Lexus não alterou o bloco de 1.8L com 100cv a gasolina, auxiliado por um propulsor eléctrico com 82cv. A potência combinada continua nos 136cv. Quanto a prestações o CT 200h alcança os 100km/h em 10,3s. No consumo a Lexus anuncia 3,6L/100km. E as emissões ficam-se pelas 82g/km.

O Lexus CT 200h pode ser adquirido com cinco níveis de equipamento: Business, Executive, Executive +, F Sport e Luxury. Na gama de entrada o preço foi revisto em baixa em 2.500€. O nível Business apresenta jantes de liga leve com 15'', sistema de aviso de pressão dos pneus e ainda ar condicionado bi-zona. A gama Executive acrescenta jantes de liga leve de 16'' e faróis de nevoeiro. A gama Executive + tem jantes de 17'' também em liga leve, vidros laterais traseiros escurecidos e sistema de navegação.



A gama F Sport acrescenta pedais em alumínio e volante desportivo. Se optar pela gama de topo Luxury terá estofos em pele, sensores de estacionamento, sistema de navegação com Google Street View e sistema de reconhecimento de voz. A Lexus é a marca premium do grupo Toyota mas, ao contrário de outras marcas premium, as diferenças entre níveis de equipamento não é muito exagerada. Em suma o novo Lexus CT 200h não é novo, mas está mais aperfeiçoado.

Lexus IS 300h IV (2014)



O novo Lexus IS 300h está mais refinado e apurado. A denominação IS designa Intelligent Sedan. Trata-se de um híbrido da marca nipónica e apresenta uma condução confortável e materiais de nível premium. Quanto a equipamento vem bem recheado. Mas este não é um modelo inteiramente novo. As grandes mudanças estéticas são mais perceptíveis na traseira. Na frente as ópticas estão mais afiadas e com um formato mais complexo mas muito próximas da anterior geração. A grelha agora tem a forma de uma âmpola com moldura cromada.

Quando passamos para a lateral repara-se logo no maior comprimento da traseira. O novo IS 300h está mais comprido. O novo desenho do pára-choques traseiro apresenta uma linha de costura junto à cava da roda com um ligeiro baixo relevo. As ópticas aqui estão bem mais afiadas e agressivas. Em suma o novo produto do grupo Toyota apresenta um nível elevado de construção da carroçaria exterior.



O novo IS 300h vem com vários equipamentos de série como sensores de luz, faróis de xénon, luzes diurnas em leds, climatizador automático, comandos no volante e sistema infoteinment com rádio CD/mp3, ligação bluetooth e USB. O ecrã é táctil com 7''. Apresenta três modos de condução: eco, normal e sport. Quanto a segurança o IS 300h obteve 5 estrelas nos testes da Euroncap. O interior é muito aprimorado e o manuseamento do painel de bordo é bastante intuitivo. A posição de condução pode ser algo baixa mas revela-se confortável.

Ao arrancar o IS 300h utiliza apenas o motor eléctrico para poupar no consumo. É uma sensação curiosa iniciar o arranque em modo silencioso. No entanto quando o motor de combustão entra em funcionamento o silêncio continua a predominar já que a Lexus procedeu a um excelente trabalho de insonorização. Para aqueles que são adeptos de ouvir o ruído de um motor a gasolina este não é o modelo mais indicado. Um senão é o pedal eléctrico do travão de imobilização que talvez devesse ser substituído por um botão na consola central.



Apesar do IS 300h ser um modelo híbrido os seus consumos (reais) andam ligeiramente afastados do anunciado em estrada. Já em cidade é possível obter um valor mais próximo de 4,4L/100km dado que o motor eléctrico é chamado a intervir mais vezes. Se andar muito em estrada o mais certo é adicionar duas unidades ao valor de consumo indicado pela Lexus. O que não é uma mais valia para um híbrido já que há modelos no mercado a diesel que conseguem valores inferiores. O peso do IS 300h acaba por penalizar o consumo.

Mecânica
Motor a combustão: gasolina, dianteiro, 4 cilindros em linha, 2494 cc, 16 válvulas
Potência do motor a combustão: 181 cv às 6000 rpm
Binário do motor a combustão: 221 Nm às 4200-5400 rpm
Motor eléctrico: síncrono de magneto permanente
Potência do motor eléctrico: 143 cv
Binário do motor eléctrico: 300 Nm
Bateria do motor eléctrico: hidretos metálicos de níquel
Potência combinada: 223cv
Tracção: dianteira
Caixa: automática

Dimensões
Comprimento: 4670 mm
Largura: 1610 mm
Altura: 1430 mm

Prestações
Velocidade máxima: 200 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 8,3 s

Consumos
Combinado: 4,4 L/100km
Emissões CO2: 103 g/km

Preço
a partir de 38.000€

Mercado Chinês continua a crescer para as marcas automóveis (2013)



Há 30 anos cerca de 80% da população de Pequim usava a bicicleta como meio de transporte. Hoje estima-se que apenas 20% continua a ser fiel à bicicleta. O parque automóvel na China cresce a olhos vistos e as grandes marcas têm aproveitado o facto para aumentarem as vendas neste mercado.

Nalguns casos o mercado chinês representa já uma fatia considerável do negócio. Muitos chineses têm o sonho de serem proprietários de um carro e as estatísticas mostram esse desejo. Os carros europeus têm merecido grande preferência dos cidadãos chineses mas as marcas chineses já estão em linha com as grandes marcas.

Actualmente nos EUA em cada 1000 pessoas 804 têm carro. Em Portugal em cada 1000 pessoas 537 têm carro. Na China o a média anda nos 70 por cada 1000 habitantes. Valor esse que terá tendência a crescer. O mercado que mais carros chineses importa actualmente é o africano. As marcas chinesas já têm stands em 90% dos países africanos.

Por mês cerca de 20.000 novas matrículas são registadas nas cidades chineses. As parcerias de marcas europeias com marcas chinesas têm sido uma constante e uma forma de se implementarem no mercado chinês. A China já salvou algumas marcas europeias como a aquisição da Volvo pela Geely e fala-se na aquisição do grupo francês PSA.



A Lamborghini já tem stands em 18 cidades chinesas e já vende mais neste mercado do que na Europa.



A Mercedes inaugurou 75 novos stands na China, e pretende aumentar em um terço as suas vendas neste mercado até 2015 com o objectivo de atingir as 300.000 unidades produzidas por ano.



A Volkswagen vai inaugurar uma nova fábrica em Xiajiang em 2014, onde espera atingir as 50 mil viaturas anuais.



A Porsche tem registado 2000 unidades vendidas por mês. Pela primeira vez o mercado Chinês está em risco de ultrapassar o americano em número de vendas no final de 2013.



A Lexus obteve 64.000 vendas em 2012 e é uma das preferidas pelos chineses.

Lexus GS 450h F Sport (2012)

"As pessoas ricas que se conseguem manter ricas ao longo da vida não são perdulárias. Por isso, é normal escolherem carros que, apesar de se coadunarem com o seu estatuto social, possuem também uma dose bastante razoável de racionalidade.

No segmento do Lexus GS 450h (e noutros), os portugueses preferem carros a diesel que, apesar dos progressos registados nos seus congéneres a gasolina, ainda conseguem ser mais económicos.

No entanto, ainda há quem prefira o funcionamento de um motor a gasolina. Para estes, o Lexus GS 450h poderá constituir uma opção a considerar seriamente. Tem uma potência combinada digna de um Porsche - 343cv -,a sua mecânica é nobre, uma vez que tem por base um V6, a gasolina, de 3,5 litros apoiado por motor eléctrico, e a cereja em cima do bolo está nos consumos, não sendo difícil atingir valores médios na casa dos sete litros, o que é notável para um carro com estas características. Mesmo com um peso a rondar 1,8 toneladas, atinge 250 km/h de velocidade máxima e acelera de 0 a 100 km/h em 6,1s.

A Lexus beneficia do facto de a sua casa mãe, a Toyota, ter sido pioneira no desenvolvimento de veículos híbridos, com o Prius. Este avanço em relação à concorrência permite anunciar um consumo médio de 5,9 litros para o GS 450h mais simples, que passa a 6,2 nesta versão Sport. Algo que nem a BMW, hoje conhecida também pelas suas proezas no campo da redução dos consumos, consegue atingir. O BMW Active Hybrid 5 debita praticamente a mesma potência, 340cv, mas o seu consumo médio anunciado sobe para os 7,0 litros. Entrar dentro deste Lexus GS, que já vai na quarta geração, é aceder a um universo automóvel acessível a poucos. Há qualidade, solidez e requinte em tudo o que se vê e sente. Então para quem gosta de interiores em tons de preto, é o carro ideal. No entanto, tal não quer dizer que a concorrência não possa estar ainda algo acima, nomeadamente os rivais da Audi, BMW, Jaguar ou Mercedes.

Melhor ainda é conduzir o Lexus GS 450h que, mesmo nesta versão F Sport com suspensão específica, mais desportiva, mantém-se confortável, independentemente dos ritmos de condução e do estado do asfalto. Não sendo um desportivo, é uma máquina que dá prazer de conduzir, desde logo pela generosidade da sua mecânica, sempre com resposta rápida em qualquer ocasião. Mesmo no modo de regulação Eco, há sempre muito motor.
Dispõe ainda das opções Normal, Sport e Sport +. Quatro modos de funcionamento que regulam a resposta do conjunto motriz, direcção e amortecedores. Fora deste comando rotativo, há ainda dois botões: 100% eléctrico e Neve.
Elogie-se ainda a pronta resposta da caixa automatica com um funcionamento semelhante a uma unidade de variação contínua, apesar de o efeito das "passagens" de caixa soar a falso.

À partida, um GS 450h está mais talhado para longas tiradas, eventualmente em auto-estrada. Mas este F-Sport como que envia impulsos para o cérebro de quem o conduz a pedir para espicaçá-lo numa estrada sinuosa.

Onde o prazer de condução está garantido. Apesar da sua massa e volume, é um carro ágil e há sempre reserva de potência para aumentar ainda mais o ritmo. Curvar deleita, com a traseira a escorregar ligeiramente, mas sem colocar o condutor em apuros.

Não se percebe exactamente se estas pequenas escorregadelas são provocadas pelo facto de o GS ser um tracção traseira ou se por dispor de quatro rodas direccionais. Seja como for, sabe bem.

Decepcionante foi verificar que, ao fim de cerca de duas dezenas de curvas fechadas cumpridas a bom ritmo, o GS 450h começou a evidenciar fadiga de travões com ruído e vibração nas travagens mais longas antecedidas de velocidade elevada.

No entanto, António Costa, responsável de comunicação da Lexus, garantiu que tal se deveu ao facto de a unidade em causa ter sido utilizada em autódromo, o que contribuiu para desgastar prematuramente as "pastilhas" dos travões.

Ou seja, nem este episódio chegou para prejudicar a opinião favorável de que este carro é credor. Haja dinheiro para o comprar e quem o fizer não ficará defraudado.

Prós e contras
+ Consumos, prestações, condução, conforto, qualidade
- Terceiro lugar central, bancos traseiros que não rebatem, bagageira aquém do expectável

Mecânica
Motor: Gasolina, dianteiro, 6 cilindros em V, 3456cc, 24 válvulas + motor eléctrico
Tracção: traseira
Alimentação: injecção electrónica directa e indirecta
Potência combinada: 343cv às 6000 rpm
Binário: 352 Nm às 4500 rpm
Caixa: automática, de variação contínua

Dimensões
Comprimento: 4850 mm
Largura: 1840 mm
Altura: 1455 mm
Peso: 1825 kg
Mala: 482 L
Depósito: 66 L
Pneus: 235/40 R19 à frente e 265/40 R19 atrás

Prestações
Velocidade máxima: 250 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 6,1 s

Consumos
Combinado: 6,1 L/100km
Emissões CO2: 145 g/km

Preço
a partir de 85.535 euros"



fonte: público, outubro 2012

Lexus CT 200H F-Sport (2012)

"Há uns tempos na análise feita ao Lexus CT 200h, o primeiro híbrido do segmento dos compactos premium, tinha ficado a sensação de que a qualidade geral e a excelência dos argumentos tecnológicos ficavam reféns de alguns pontos fracos. Na generalidade, essas falhas tinham a ver com relação entre o condutor e o carro. Ao dotar o modelo do pacote F-Sport, o construtor japonês focou-se nessa área. E quase conseguiu o pleno de sucesso.
Onde antes se encontrava uma direcção um pouco etérea e que só se revelava incisiva quando se forçava realmente a entrada em curva, temos agora um sistema eficaz e de grande empatia com o condutor. O carro sente-se muito melhor na estrada e a condução fica bem mais divertida. Uma afinação de suspensão mais virada para a performance - este é um carro confortável, mas muito durinho em mau piso - reforça a ideia de que esta versão corta com a ideia feita do "carro para velhos".

Lamentavelmente, ainda há dois pontos fracos nesta equação: o pedal do acelerador e as relações de caixa. Ao princípio podemos pensar que o curso do pedal é muito longo e que a nossa percepção do regime do propulsor é afectada pelo facto de as rotações subirem bem mais depressa do que a velocidade - uma característica que pode mesmo tornar-se desconcertante. Explicando: quando se carrega no acelerador, em vez de uma curva ascendente de ruído, conforme a velocidade vai subindo, o que temos é um rugido constante a alta rotação, tomando muito dificil detectar as passagens de caixa. Isto é particularmente desconcertante porque, mesmo em modo Sport (há ainda o Normal e o Comfort, para além de uma opção 100% eléctrica, só para trajectos curtos), este Lexus nunca consegue romper com a suavidade de funcionamento que é uma das imagens de marca do construtor. E o que é uma enorme virtude noutros cenários transforma-se numa frustração quando encaramos um modelo de filosofia mais desportiva. Com esta direcção e tamanha sensação de solidez, apetece acelerar mais à saída das curvas, provocar um bocadinho o eixo traseiro. Mesmo em modo automático, há carros onde isso é possível e até gratificante. Mas não aqui. Pelo menos nas mãos de um amador...

Apesar de ruidosa - e muito - em mau piso, a suspensão é de uma fiabilidade notável em curva. Isso, aliado à excelência da direcção e a travões competentes (o pedal exige habituação), alimenta o apetite por alguma emoção. E ela pode estar lá, apesar de uma potência combinada que não ultrapassa os 136cv. Só que o galope aparece disfarçado. Sim, é possível alinhar curvas em andamentos vivaços sem sentirmos que a nossa vida está por um fio. Mas lamentamos a falta de um ou outro "esticão". É tudo muito eficaz, mas o motor e a caixa não dão patadas ... O olhar exterior, aliás, começa logo a prometer emoções fortes. O pacote F-Sport traz-nos jantes especiais, logótipos laterais, pára-choques específicos, grelha dianteira personalizada, spoiler traseiro de grandes dimensões, saias laterais. Lá dentro, pedais em alumínio perfurado, volante especial. Só mesmo alguém muito distraído deixará de concluir que este Lexus tem uma filosofia muito sua.

Para lá de toda esta envolvência desportiva - e aceitando a lamentável verdade de que o mesmo carro tem de servir para cenários diferentes -, há um compacto ao dispor dos passageiros. Mas não é por aí que o modelo marca pontos. Sim, é confortável, os materiais e acabamentos estão entre o melhor que por aí se encontra e o nível de equipamento pode atingir padrões muito elevados (se bem que pagando à parte vários extras), mas o espaço interior nunca é generoso e a insonorização só funciona em regimes moderados.
Como este é um carro para quem gosta de sentir a condução e adoptar andamentos mais vivos, recomenda-se que quem se senta ao volante escolha bem as alturas e as companhias certas para o fazer. Curiosamente, não precisa de se preocupar muito com os consumos, que se mantêm bem dentro de parâmetros agradáveis, mesmo quando se força um bocadinho. Lamentavelmente para os condutores mais extrovertidos, essa economia é conseguida graças à ditadura da suavidade. Por uma vez, a Lexus podia ter "falhado" nesse particular.




Mecânica
Motor: gasolina e eléctrico, dianteiro, 1798cc
Tracção: dianteira
Potência combinada: 136cv
Caixa: automática (variação continua) de seis velocidades

Prestações
Velocidade Máxima: 180 km/h
Aceleração 0 - 100 km/h: 10,3s

Consumos
Consumo misto: 4,1L/100 km
Emissões CO2 :94 g/km

Preço
a partir de 32.304€"

fonte: público, agosto 2012

Lexus GS 450h (2012)

"Acaba de ser lançada em Portugal a 4ª geração da luxuosa berlina Lexus GS 450h, com motorização híbrida pura, composta por um propulsor 3.5 de V6, a gasolina, de 290cv e um motor eléctrico de 200cv, com uma potência total combinada de 343cv. O GS 450h tem preços desde os 63.500€ da versão Business (destinada a frotas) até aos 93.535€ do GS 450h F Sport com Pack de Visão Nocturna.
Com 4,85m de comprimento, 1,84m de largura e 1,46m de altura, esta limusina com alma desportiva (velocidade limitada electronicamente a 250 kmh) beneficia da tecnologia de ponta do grupo Toyota na construção de híbridos eléctricos/gasolina. Face à geração de 2006 que vem substituir, para além do aumento da velocidade máxima de 240 km/h para 250 km/h, há uma redução nas médias de consumos e emissões, que eram de 7,6 L e 179 g de CO2 e agora são de 5,9 L e 138 g.

É com estes trunfos que a Lexus, num segmento em que mais de 98% dos veículos são a gasóleo, pretende vender 20 GS 450h (já há oito encomendas firmadas) no 2º semestre de 2012 e alcançar uma quota de 3,1% no segmento. O motor a gasolina, uma evolução do propulsor que desde 2008 equipa este modelo, combina injecção directa (para aumentar o binário) com indirecta (para facilitar a carburação e beneficiar os consumos) e tem recirculação dos gases de escape.
A bateria é de hidretos metálicos de níquel mas teve a eficiência melhorada e agora aloja-se na vertical atrás do banco traseiro, pelo que o volume da mala aumentou de 330 para 482 litros. O funcionamento é silencioso e só se sabe que o carro está pronto a andar pela indicação READY no painel de instrumentos.
Apenas quando se carrega mais no acelerador é que se ouve um zumbido característico. A caixa automática de variação continua dispõe de Start & Stop, paragem e arranque automáticos do motor.

Sendo um híbrido puro, o Lexus GS 450h tem 2 Km de autonomia em modo 100% eléctrico, mas a baixas velocidades é frequente funcionar em modo 100% eléctrico em partes do percurso. Ao contrário dos recentes híbridos lançados pela casa-mãe, Yaris e Prius+, o GS 450h é mais vocacionado para a estrada, tendo um consumo urbano superior (6,5 L/100 km na versão Business) e extraurbano inferior (5,4 L/100 km) a média.
Há quatro modos de condução - Eco, Normal, Sport e Sport+ , e a dinâmica de condução e a suspensão foram melhoradas.
Apesar das semelhanças com o CT 200h, o GS 450h inaugura uma nova tendência de linhas da Lexus com grelha frontal em forma trapezoidal e luzes de dia em LED em forma de ponta de seta, que, em conjunto com a configuração da silhueta, dá a este veículo um visual mais dinâmico e agressivo. O coeficiente aerodinâmico é baixo - Cd 0,26. O equipamento e acabamentos interiores estão ao nível do exigível a um veículo de luxo e o GS 450h pode ser personalizado em 400 combinações possíveis de cores, acabamentos e equipamento - isto é, o cliente pode ter um carro único e exclusivo.
A marca aposta mais na versão que custa 74.750€ mas mesmo no nível de entrada, Business, o equipamento de série é extenso e já dispõe de dez airbags (incluindo o de joelhos para o condutor), travão electrónico, cruise control, jantes em liga leve de 17", sensores de estacionamento, de luz e de chuva, faróis bixénon, luzes de dia e traseiras em LED, climatizador duplo, sistema de navegação e infoentretenimento, etc.
Entre equipamento de série e opcional, o GS 450h oferece o que há de mais avançado em termos de segurança e conforto. Entre os vários packs opcionais, menção para o sistema áudio Mark & Levinson, que, por 1250€, tem 17 altifalantes e um ecrã 12,3" (o maior do mercado). Este sistema apresenta uma distorção de 0,01% (O normal num bom equipamento é 0,1%). O preço dos equipamentos caseiros da Mark & Levinson começa nos 100.000 dólares, pelo que os responsáveis da marca, em tom jocoso, dizem que, a quem comprar um sistema áudio Mark & Levinson, é oferecido um Lexus...

Concorrentes
BMW 535d

Mecânica
Motor de combustão: 6 cil. em V, 24v, 3456cc, gasolina
Potência: 290cv às 6000 rpm
Binário máximo: 345 Nm às 4600 rpm
Motor eléctrico: Sincrono de magneto permanente
Potência: 200cv
Binário máximo: 275 Nm
Bateria: Hidretos metálicos de níquel, 288V, 240 células
Capac. bateria: 6,5 Ah/hora
Potência total combinada: 343cv (Hybrid Sinergy Drive)

Prestações
Veloc. máxima: 250 km/h (limitada electronicamente)
Aceleração 0/100 km/h: 6,1s
Consumo médio: 5,9 L/100 km
Emissões de CO2: 137 g/km

Preço
A partir de 63.500€ (Business)"

fonte: Público, junho 2012
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