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Luz da bateria acesa no painel de bordo, saiba o que fazer

Quando a luz da bateria se acende no painel de bordo do automóvel isto pode indicar várias situações que o condutor deve ter em conta. Antigamente, quando os automóveis não dispunham de tanta electrónica, esta luz não existia e o risco de se ficar imobilizado na estrada era maior. Felizmente que hoje os automóveis modernos já incluem esta luz de alerta no painel de instrumentos que se acende para avisar que existe um problema na bateria ou no alternador podendo dar algum tempo ao condutor para se dirigir a uma oficina antes que fique com a bateria completamente descarregada.

1 - luz acesa na ignição apagando-se depois da partido do motor

Ao ligar a ignição acendem-se várias luzes no painel de bordo e muitas delas apagam-se de imediato, sendo que a luz da bateria apaga-se depois de dar a partida do motor. Esta é uma situação de normal funcionamento.

2 - luz acesa na ignição mas não se apaga sem conseguir dar partida

Caso não consiga dar a partida do motor esta luz não se apagará, sinal que existe um problema na bateria (quase descarregada), no alternador ou nos dois.

3 - luz acesa em andamento com motor ligado

Este é um sinal que existe um problema no alternador e/ou na bateria descarregada ou em fim de vida.

4 - luz acende e apaga intermitentemente em andamento

Sinal que existe um problema na correia do alternador e/ou no alternador que não tem carga suficiente para alimentar os sistemas eléctricos em funcionamente e não está a carregar a bateria devidamente. É um aviso que a bateria vai sendo descarregada lentamente ou de forma mais rápida caso tenha vários equipamentos eléctricos accionados em simultâneo.

Nos casos 3 e 4 é aconselhável ao condutor do veículo dirigir-se a uma oficina para verificar o estado da bateria e/ou do alternador. Se não o fizer e adiar a visita à oficina corre o risco de ficar com a bateria completamente descarregada e consequentemente com o carro imobilizado no local mais indesejado e quiçá à mercê de intempéries.


Bateria


Quando o problema está na bateria a solução é simples: trocar por uma nova. Mas quando há falhas de energia nem sempre o problema está na bateria. Muitas vezes a primeira coisa que se faz é trocar a bateria mas quando, passados uns dias ou semanas, esta volta a ficar descarregada ou não está a ser carregada devidamente isto é sinal que o problema, afinal, está no alternador e não na bateria.


Alternador


O alternador é uma peça vital que gera energia ao carro e carrega a bateria.
Saiba quais as funções do alternador:

- O alternador é a central eléctrica do carro que gera energia ao transformar a energia mecânica em energia eléctrica alternada através de uma correia;
- O alternador é responsável por gerar energia para carregar a bateria que armazena energia contínua;
- O alternador é responsável por gerar energia para dar a partida do motor (se o arranque começar a ficar lento então o problema é do alternador e não da bateria);
- O alternador é responsável por alimentar todo os componentes do sistema eléctrico do carro com o motor em funcionamento (como sistema de ignição, funções eléctricas como ventilador, a.c., rádio, faróis, etc);
- Dentro do alternador tem um regulador rectificador de voltagem que transforma energia alternada em energia contínua para a bateria;
- Um alternador avariado pode sempre ser reparável mas por norma é sempre preferível optar por um alternador novo;

Qualquer problema no alternador pode facilmente ser confundido com bateria fraca. Inclusive, a maioria dos sintomas são os mesmos.
Saiba quais os sintomas de problemas no alternador:

- Um dos primeiros sintomas que se verificam são pequenas falhas de corrente nos sistemas elétricos do veículo;
- Oscilações na intensidade dos faróis e luzes do painel de bordo;
- Vidros elétricos funcionam mais lentamente do que o habitual (ou deixam mesmo de funcionar);
- O equipamento de som deixa de funcionar correctamente;
- Diminuição da capacidade de iluminação dos faróis;
- Numa fase posterior começará a sentir dificuldades no arranque do motor que vai ficando cada vez mais lento à media que a bateria vai ficando descarregada. Sem a voltagem correta, o motor de arranque não é acionado e, por isso, fica complicado ligar o carro;
- Numa fase adiantada começará esporadicamente a acender a luz da bateria no painel de bordo com o motor ligado, principalmente quando se usam vários sistemas eléctricos do carro em simultâneo. Isto é sinal que o alternador está a começar a deixar de gerar energia perdendo capacidade para alimentar os sistemas eléctricos e a deixar de carregar a bateria;
- Bateria nova ficou descarregada em pouco tempo? Se o carro é novo ou trocou a bateria recentemente, não é normal a bateria ficar fraca rapidamente. Certamente este é um problema no alternador;

Cuidados a ter com o alternador:

- Verificar polias da correia do alternador;
- Verificar a correia do alternador;
- Evitar que o alternador seja molhado, isto principalmente para aqueles que se dedicam ao todo o terreno e que costumam passar com SUV's em poças de água profundas.


Correia do alternador

Em certos casos um problema na correia do alternador pode originar o mau funcionamento do próprio alternador e consequentemente da bateria uma vez que é esta correia que faz a ligação entre o alternador e o motor.
Saiba quais os problemas que podem originar na correia do alternador:

- Barulho alto na correia do alternador arranhando é sinal de problema na correia do alternador;
- Se a correia estiver rompida, o alternador não irá girar e consequentemente não carregará a bateria do veículo;
- Uma correia danificada, vidrada, desalinhada, com pouca tensão, com polias gastas, ressequida ou quebrada não girará correctamente e provocará falhas na corrente e não carregará correctamente a bateria ou gerará falhas na corrente;
- A humidade retém-se na correia do alternador e na propria polia do alternador fazendo com que surga um vidrado. O grilar é consequência da alternância dos momentos em que a correia patina e adere;


Dicas

Como evitar ficar sem carga na bateria quando se acende a luz da bateria no painel de bordo com o motor ligado:

- Aconselhável desligar todos os sistemas eléctricos que consomem energia (ventilador, desembaciador, faróis, rádio, etc...) sendo aconselhável parar o carro e chamar assistência mecânica.
- Evitar esforçar o motor.
- Evitar dar 2ªs partidas depois de curta paragem pois esta segunda partida num intervalo de tempo reduzido pode descarregar rapidamente a bateria, preferível aguardar vários minutos ou deixar que o motor e a bateria arrefeçam.

Como dar arranque do motor com pouca carga na bateria:

Se tiver dificuldade em arrancar o motor ligar ignição durante 30s (sem ligar motor) e desligar e de seguida dar partida ao motor. Se o motor não arrancar após a primeira tentativa, tente novamente dentro de alguns minutos. Lembre-se que o motor de arranque não deve operar por mais de 10 segundos.

Como evitar que a bateria descarregue de forma rápida:

Não deixe equipamentos eléctricos ligados, como os faróis ou o rádio, depois de desligar o motor isso acelerará o descarregamento da bateria. Muitos sistemas de alarme modernos quando são accionados sobem os vidros que foram deixados abertos. Isto vai consumir alguma energia da bateria, por isso é preferível fechar todos os vidros antes de desligar o motor.

Como fazer em caso de bateria descarregada:

Quando se fica com a bateria descarregada não é possível ligar o motor. A solução é chamar um reboque ou pedir a alguém que tanha cabos para fazer uma transferência de energia através de ligação à bateria de outro motor. Depois de conseguir dar a partida do motor é andar uns bons kilómetros para carregar novamente a bateria. Se o problema estiver na bateria o caso está resolvido, mas se o problema for do alternador a bateria tenderá a ficar descarregada novamente num futuro próximo e aí a solução é dirigir-se a uma oficina.



Em qualquer dos casos mencionados anteriormente consulte sempre o manual de instruções do seu automóvel.

Filtro de partículas em carros a gasóleo (2014)



As avarias nos filtros de partículas costumam ser uma desvantagem dos carros a gasóleo comparativamente com os carros a gasolina. Os filtros de partículas são conhecidos pelas siglas DPF ou FAP e integram os veículos a gasóleo desde 2010, ano em que entrou em vigor a norma Euro V. São componentes essenciais para a redução de partículas poluentes na atmosfera, mas que por vezes podem ficar obstruídos devido ao tipo de condução ou a outro factor.

Estas partículas devem ser eliminadas ou queimadas por autorregeneração do filtro, ou seja pelo aumento da temperatura dos gases de escape. Algo que só é possível em trajectos longos e a alta velocidade, mais propriamente em auto-estrada. Em viagens citadinas e curtas é difícil de proceder à regeneração natural. Neste caso não se atinge a temperatura ideal para proceder à limpeza das partículas e o mais certo é aparecer, ao fim de um certo tempo, a luz do filtro de partículas no painel de bordo.

A manutenção do filtro de partículas nos carros a gasóleo é bastante importante. Mais do que nos carros a gasolina. Algumas marcas usam um líquido especial que ajuda na queima das partículas, mas cuja substituição pode ser dispendiosa e só aconselhável pela própria marca. Se está indeciso entre comprar um carro a gasóleo ou a gasolina tenha este factor em conta. Se faz trajectos diários curtos opte por um veículo a gasolina. Já existem no mercado alguns modelos a gasolina com turbo que oferecem consumos interessantes.

Turbo de geometria fixa vs turbo de geometria variável

A tecnologia do turbo-compressor foi inventado pelo engenheiro Suíço Alfred Buchi em 1905. A primeira aplicação data de 1920, em locomotivas a diesel. O uso em motores não diesel aconteceu mais tarde. Na Fórmula 1 a Renault ficou famosa por ser a primeira a usar esta tecnologia em 1977.
A diferença dos motores com turbo em relação aos motores sem turbo reside num maior volume de ar aspirado e comprimido. A tarefa do turbo-compressor é sobrealimentar o motor com uma quantidade de ar comprimida. O resultado é um melhor torque. Os turbos normais ou de geometria fixa (TGF) foram os primeiros a surgirem. Mais tarde apareceram os turbos de geometria variável (TGV) com uma pequena inovação no seu interior.

O turbo de geometria variável usa umas pás internas com uma geometria mais complexa que varia a área de ar admissível, tornando o funcionamento do motor mais suave. O primeiro modelo de produção a usar um TGV foi o americano Shelby CSX-VNT de 1989. Também em 1989 a japonesa Honda usou a mesma tecnologia no Legend. Em 1991 a Fiat iniciou o uso desta tecnologia no Croma. Em 1992 foi a vez da Peugeot no 405 T16.


O uso de TGV nos diesel serviu para compensar a perda de potência nos motores equipados com EGR. O seu uso começa-se a estender a modelos a gasolina. O problema reside mesmo nas altas temperaturas que a combustão atinge. O funcionamento de motores com turbo exigem alguns cuidados. Os motores com TGV vieram introduzir alguma inovação, no entanto são mais complexos e, como tal, mais susceptíveis de gerar problemas.

As pás internas dos TGV estão sujeitas a um desgaste. Tal como as ventoínhas dos computadores, por vezes ficam obstruídas com sujidade e deixam de funcionar correctamente. O resultado traduz-se no sobreaquecimento dos circuitos. Quanto mais simples for a mecânica, mais fiável se torna. A grande vantagem do TGV reside mesmo no trabalhar mais suave do motor e no melhor rendimento.

Mas a inovação tecnológica nem sempre se reflecte numa maior fiabilidade. Algumas marcas estão a optar por usar dois turbos TGF em vez de um com TGV devido aos receios de fiabilidade. Uma das primeiras marcas a usar TGV em motores a gasolina foi a Porsche no 911. O grande desafio foi conceber pás que aguentassem as altas temperaturas.

A vantagem de um carro com turbo em relação a um carro sem turbo traduz-se numa maior economia de consumo e numa resposta mais rápida do motor. No entanto a substituição de um turbo é uma tarefa bastante dispendiosa, seja ele TGF ou TGV. O valor da peça e a mão de obra costumam ser caros. Para evitar uma futura ida à oficina, o ideal é ter um carro que não tenha turbo, ou seja com aspiração natural.
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