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Mercedes-Benz Class C300 BlueTEC Hybrid Station (2016)



A variante carrinha do Mercedes Classe C300 dispõe agora de uma versão híbrida que combina um motor a diesel com um pequeno propulsor eléctrico. O motor eléctrico entra logo em funcionamento para vencer a inércia da carrinha, bastante útil em percursos urbanos e onde o pára-arranca predomina. Depois à medida que aumenta a velocidade entra em acção o motor a diesel.

Isto permite poupar bastante nos consumos em cidade e, acima de tudo, garante um silêncio em manobras e arranques, evitando ouvir-se o tradicional ruído do propulsor a diesel, onde as vibrações são mais sentidas quando se inicia o movimento da viatura. O bloco a diesel fornece 204cv enquanto o motor eléctrico disponibiliza 27cv. Mas, ao contrário de outros híbridos, não existe uma potência combinada, ou seja os blocos funcionam isoladamente e alternadamente.

A tecnologia BlueTEC, a mais económica usada em blocos a diesel da Mercedes, é cruzada com um motor eléctrico permitindo consumos ainda mais aperfeiçoados sem descorar nas performances. Alcança os 100km/h em apenas 6,7s. Pese embora a Mercedes anuncie um valor de consumo de 4,2L/100km, tal valor parece difícil de alcançar. O mais certo é ter que adicionar mais duas unidades. Talvez com a "rodagem" do motor os consumos tenham tendência a diminuir.



Aliás esta parece ser uma "praga" em muitas marcas e modelos automóveis: o desfasamento entre o consumo anunciado e o consumo real. Mesmo sendo esta a carrinha mais económica da Mercedes, facilmente o valor do consumo sobe se o pé direito for pesado e pouco cuidadoso. Uma coisa é certa, a Class C300 BlueTEC Hybrid tem uma resposta imediata e é ágil o suficiente para garantir facilidade nas manobras. O propulsor vem associado a uma caixa automática de sete velocidades 7 G-Tronic.

A Class C300 BlueTEC Hybrid vem com um curioso sistema que permite personalizar o comportamento do motor. Basta seleccionar na consola central um botão que possibilita afinar as velocidades de resposta do motor, da direcção, da caixa e o comportamento da suspensão. Estas escolhas têm influencia directa nos valores de consumo. O interior apresenta um layout clássico sem ser maçador, com bons materiais e boa qualidade de construção. Os comandos são de uso intuitivo. A única crítica a fazer é a excessiva profusão de botões junto às portas em material contrastante que causa algum ruído ao ambiente equilibrado.



Os bancos são confortáveis e são um garante de viagens longas sem cansaço. A bagageira tem uma capacidade de 490L, um acréscimo ligeiro face à geração anterior. O interior também está mais espaçoso, fruto de um crescimento no comprimento total e dispõe de inúmeras zonas de arrumação, tudo pensado ao ínfimo pormenor. No capítulo da segurança a nova Classe C obteve nota máxima nos testes da Euroncap e dispõe de muito equipamento de auxílio à condução tais como o sistema de alerta de colisão, sensores de pressão nos pneus e de desgaste das pastilhas, sistema de alerta de cansaço

Quanto à estética exterior é a mesma do Classe C, com um desenho sóbrio e orgânico onde prevalecem as linhas curvas sobre as linhas rectas. A frente de ópticas amendoadas e grelha expressiva com entradas de ar inferiores dão desportividade à carrinha. Na lateral o perfil elegante é complementado por vincos colocados nas portas dando dinâmica e musculatura à carrinha.



Mecânica
Motor combustão: diesel, dianteiro, 4 cilindros em linha, 2143 cc, 16 válvulas
Alimentação do motor combustão: injecção directa por rampa comum
Potência do motor combustão: 204 cv às 3800 rpm
Binário do motor combustão: 500 Nm às 1600-1800 rpm
Potência do motor eléctrico: 27 cv
Binário do motor eléctrico: 250 Nm
Tracção: dianteira
Caixa: 7G-Tronic

Prestações
Velocidade máxima: 238 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 6,7 s

Consumos
Combinado: 4,2 L/100km
Emissões CO2: 106 g/km

Preço
a partir de 52.300€

Prós e contras
+ Qualidade, estética, conforto, silêncio nos arranques
- Preço, demasiados botões no interior

Vendas de veículos novos ligeiros de passageiros em 2015



As vendas de veículos ligeiros de passageiros em Portugal durante 2015 tiveram um ritmo de crescimento bastante positivo. Veja quais as marcas que mais vendera e cresceram.

Por unidades:

Renault 20.447
Volkswagen 16.900
Peugeot 16.566
Mercedes 13.525
BMW 12.889
Nissan 10.668
Opel 10.036
Audi 9.453
Citroën 8.534
Ford 8.491

Crescimento (2104 vs 2015):

Ford +49,8%
Nissan +44,1%
Mercedes +32,6%
Peugeot +25,7%
Renault +25,3%
Volkswagen +21,8%
BMW +21,4%
Opel +19,3%
Audi +18,8%
Citroën +16,0%

Testes de segurança da Euroncap Dez 2015



Últimos resultados nos exigentes testes de segurança da Euroncap.

Melhores classificações:

5 estrelas
Kia Sportage SUV
Opel Astra Hatchback familiar
Renault Mégane Hatchback familiar
Audi A4 Sedan
Honda Jazz Hatchback compacto
Honda HR-V SUV
Volvo XC90 SUV
Mercebes GLC SUV
Jaguar XE Sedan

Piores classificações:

3 estrelas
BMW Z4 Roadster descapotável
Fiat Panda Cross Crossover
2 estrelas
Lancia Ypsilon Citadino

Mercedes-Benz Class S VII Coupe (2015)



A sétima geração do Class S passa agora a ter uma versão coupé. Este é um carro de uma outra dimensão, equivalente ao Real Madrid dos galácticos ou ao Barcelona de Messi. Para quem procura um carro de eleição e tem uma capacidade financeira fora da média torna-se inevitável adicionar o Class S Coupe à lista dos modelos preferidos.

Existem duas versões à escolha: o S550 4Matic Coupe e a versão mais desportiva S63 AMG 4Matic Coupe, ambas com tracção integral. Mas existirá ainda uma versão exclusiva, o S65 AMG Coupe com tracção traseira e com um bloco V12. O perfil esguio e elegante diferencia-o da versão normal. A Mercedes designa a silhueta do Class S Coupe como purismo sensual. Um pouco à imagem do que tem feito com outros modelos, seu design exterior procura fugir ao classicismo e à sobriedade habitual que caracteriza o Class S, talvez para captar clientes mais jovens.



A frente vai buscar inspiração aos restantes modelos da Mercedes. Já a traseira é mais inovadora com faróis esguios e elegantes. O equipamento, a tecnologia e o luxo a bordo colocam este veículo num patamar dificilmente alcançável por outras marcas, salvo raras excepções. Os motores V8 que equipam o Class S Coupe são poderosos e garantem sempre que os pergaminhos estão à altura.

Os materiais e acabamentos são do melhor que existe na indústria automóvel. O Class S Coupe pretende exprimir claramente o slogan da marca "The Best or Nothing". É o novo ponta de lança da Mercedes. É um carro de dimensões generosas mas a condução é estável, fácil e segura, mesmo em condições climatéricas adversas. Não podemos controlar o mau tempo mas com o Class S Coupe é possível ignorá-lo. O carro absorve o ruído exterior de forma impecável.



A excelência e a sofisticação são visíveis em todos os pormenores. Por exemplo as ópticas frontais, feitas exclusivamente em leds, dispõem de cristais da Swarovski dando um aspecto mais luxuoso aos farolins. Enquanto que o S550 é mais subtil e elegante, o S63 usa elementos mais agressivos e desportivos. A diferença de preço entre ambos pode ser de 40 mil euros ou mais, consoante o equipamento que se escolha. Mas o luxo no Class S Coupe não é feito tanto pelo lado da ostentação mas mais pela tecnologia.

Enquanto que o S550 4Matic Coupe dispõe de um bloco V8 de 4.7L a debitar 449cv, já o S63 AMG 4Matic Coupe tem um propulsor V8 de 5.5L a debitar 561cv. Ambos têm duplo turbo e caixa automática de sete relações. As performances evidenciadas fazem do Class S Coupe uma limusine bastante rápida. E o refinamento é tal que nunca se tem a sensação de se estar a andar depressa, devido às exemplares estabilidade e dinâmica do chassis. Facilmente atinge-se velocidade de cruzeiro e parece que o carro vai devagar.



A sua condução, acelerações rápidas e o roncar do motor tornam-se viciantes. A tentação para carregar no acelerador é, por isso, grande soltando a fera debaixo do capôt. Mas o Class S Coupe é um camaleão com duas faces. Basta usar o pé direito com discricção o grande coupé revela-se calmo e discreto. A caixa de mudanças é precisa, suave e inteligente acompanhando a velocidade imprimida pelo condutor.

Os travões são excepcionais e a suspensão tem dois modos de funcionamento – comfort and sport – premitindo ao condutor escolher a melhor situação. Para além do tradicional sistema de massagem vem com uma inovadora tecnologia denominado Magic Body Control que permite melhorar o conforto dos passageiros em curvas apertadas compensando o efeito de força G.



O tabelier é clássico e sóbrio jogando com vários materiais à escolha do cliente. Madeira nobre, pele, alcântara, alumínio e elementos em plástico preto brilhante compõem o conjunto. Um largo ecrã TFT infoteinment mostra informação relevante e é colocado mesmo ao lado dos manómetros como um todo em vez de ficar isolado em posição de destaque.



O leque de opcionais é extenso. Vem com treze altifalantes e um sistema de som da Burmester para oferecer uma experiência de som única, cruise control adaptativo, sistema de mitigação de colisão frontal e traseira, sistema de assistência ao estacionamento, assistência em ângulo morto isto só para mencionar alguns exemplos. A tecnologia presente é tal que o Class S Coupe quase que poderia guiar-se sozinho.



Eventualmente este será o melhor Mercedes de sempre já alguma vez fabricado. O seu preço torna-o um objecto de status alcançável por poucos. Haja dinheiro ou então ir sonhando com o euromilhões para poder encomendar um exemplar. Melhor que este Class S Coupe só mesmo um Bentley ou um Maybach, mas neste caso tratam-se de viaturas mais ostensivas.

Automóveis clássicos valorizaram em média 28% em 2014



Investir em clássicos pode render mais do que obras de arte. Nalguns casos o lucro pode chegar aos 400% ou mais. No entanto para se chegar a este valor há que investir em clássicos raros, caros e fabricados nos anos 60, 70 e 80.

Casos de um Citroën 2cv, de um Mini, de um Volkswagen Carocha ou de um Fiat 500 são os veículos mais comuns e acessíveis para quem pretende iniciar no mundo dos clássicos. Mas estes nunca chegam a valorizar expressivamente.

As marcas com maior potencial de valorização são Ferrari, Bentley, Bugatti ou Aston Martin. Em média os automóveis clássicos garantiram um retorno de 28% em 2014. O Ferrari 250 GTO de 1963 (em cima) continua a deter o recorde de veículo mais caro de sempre. O veículo desportivo com motor V12 custou 42 milhões de euros em 2013 e hoje já está avaliado em 50 milhões de euros, o que corresponde a uma valorização de 19,04% (+8 milhões de euros).


Um Mini Cooper S 1275 de 1964 a 1967 em 2007 valia 17.500€, hoje vale 35.000€.
Valorização: 100% (+17.500€)


Um Lancia Delta Integrale Evo II de 1992 a 1995 valia 20.000€ em 2007 e hoje está avaliado em 45.000€.
Valorização: 125% (+25.000€)


Um Mercedes 280 SL de 1968 a 1971 valia 32.000€ em 2007 e hoje está avaliado em 55.000€.
Valorização: 71,87% (+23.000€)


Já um Porsche 911 2.2S de 1969 a 1971 em 2007 valia 47.000€ enquanto hoje vale 85.000€.
Valorização: 80,85% (+38.000€)

Mercedes-Benz GLA 200 CDI (2014)



O Mercedes GLA é um SUV compacto de gama média-alta. O preço pode travar as perspectivas de venda da marca no território nacional, no entanto há sempre a certeza do cliente ficar servido com a habitual qualidade da Mercedes. Depois do classe A e do classe B segue-se agora o GLA, posicionando-se ligeiramente abaixo doutro SUV topo de gama. O design é arrojado, como todos as gamas existentes. É confortável e pode aventurar-se fora do asfalto embora com alguma moderação.

Os concorrentes directos são os Audi Q3, BMW X1 e Volvo XC60. Mas o GLA é o mais baixo de todos conferindo mais elegância. Pelo exterior replica a estética do novo classe A ou do CLA, com maior robustez visíveis nas cavas das rodas, saias laterais e nos pára-choques. É apelativo e consegue ser um camaleão, ou seja, não tem uma aparência demasiado evidente de SUV como a maioria dos SUVs que se encontram no mercado. Dá para usar o GLA no dia-a-dia ou para escapadelas fora de estrada. O vestido combina bem em qualquer situação.



A frente é a mesma do classe A, grelha proeminente com ópticas esticadas e entradas de ar inferiores adicionais. De perfil sobressaem as linhas de cintura e as barras no tejadilho. A traseira é mais personalizada e destaca-se dos outros modelos com ópticas arredondadas que têm no seu interior frisos brancos onde se incluem piscas e marcha-atrás, prolongando a linha horizontal cromada da pega do portão traseiro. A dupla ponteira de escape dá maior desportividade ao GLA embora não tenha correspondência com o comportamento das performances.

No interior os materiais e os acabamentos são os mesmo de um Mercedes, evidenciando-se a sobriedade e o equilíbrio com uso de elementos em negro contrastados por outros em cromado, com possibilidade de inclusão de madeira. O único senão é a existência de demasiados botões pouco intuitivos que obrigam a alguma habituação. É possível incluir o pack desportivo da AMG para embelezar tanto o exterior como o interior. E embora seja um modelo de tecto baixo, para melhorar a sua estética, isso não implicou uma redução do espaço a bordo. Os bancos da frente dispõem de mais folga. O mesmo já não se pode dizer do óculo traseiro que é reduzido, dificultando as manobras de estacionamento.



A capacidade da mala de 421L não é uma referência no mercado mas é suficiente para uma longa viagem. No capítulo da motorização o bloco CDI 2.0 com 136cv é eficaz q.b. No entanto, dado o seu peso, este não é propriamente um carro de grandes prestações e falta-lhe alguma genica. O piso preferido do GLA é mesmo a estrada onde se revela estável e confortável. E em auto-estrada consegue-se andar próximo do valor de consumo anunciado pela Mercedes. É possível fazer algumas incursões fora do asfalto mas o GLA não é um puro todo-o-terreno. Em cidade durante o pára-arranca a poupança de combustível sai bastante penalizada.

Mecânica
Motor: diesel, dianteiro, 4 cilindros em linha, 2143 cc, 16 válvulas
Alimentação: injecção directa, turbo geometria variável
Potência: 136 cv às 3400-4000 rpm
Binário: 300 Nm às 1400-3000 rpm
Tracção: dianteira
Caixa: manual 6 velocidades

Dimensões
Comprimento: 4417 mm
Largura: 1804 mm
Altura: 1494 mm
Peso: 1500 kg
Mala: 421 L

Prestações
Velocidade máxima: 205 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 10,0 s

Consumos
Combinado: 4,5 L/100km
Emissões CO2: 119 g/km

Preço
a partir de 40.350€

Prós e contras
+ espaço de arrumação, estética, qualidade
- demasiados botões no painel de controlo, preço, visibilidade atrás, consumo em cidade

Mercedes-Benz Classe S VI 350 BlueTEC (2014)



O novo classe S, o topo de gama da Mercedes, já vai na sexta geração. Os anos passam e o luxo vai sendo cada vez mais refinado. A marca germânica procurou tornar o visual exterior mais agressivo e desportivo e menos clássico, isto apesar de manter o porte imponente. Escusado será dizer que este é um veículo exclusivo acessível a poucas carteiras. Muito poucos estão disponíveis para gastar 110 mil euros num carro. É mesmo bastante popular em embaixadas, altos membros de governos ou de repúblicas, principalmente na cor preto brilhante. Mas também merece o destaque em empresários de topo. Portanto pessoas que não vão propriamente ao volante mas são antes conduzidas.

É um veículo sumptuoso e de eleição. O nosso primeiro ministro faz-se passar por um classe S de quinta geração na cor cinza prata nas deslocações que faz pelo governo. Mas este novo modelo da sexta geração já não poderá entrar na garagem do parlamento uma vez que foi reduzida a verba máxima para adquirir novas viaturas. Os 110 mil euros pedidos pela Mercedes já não cabem no orçamento. A não ser que seja a leasing... Mas voltando à viatura em si, o novo classe S tem o novo requinte de conduzir-se sozinho em filas de trânsito mediante o auxílio de várias câmaras e sensores instalados na viatura. Trata-se de um opcional que não vem de série.



Em termos estéticos o novo classe S mantém o mesmo formato mas está mais musculado. A frente está mais dinâmica. A tradicional grelha está mais alta e os "olhos" menos descaídos, mais abertos e adaptados à moldura da grelha. Os faróis possuem agora uma "sobrancelha" em tira leds para iluminação diurna. Uma grelha adicional inferior rasgada no "queixo" do pára-choques dá mais desportividade a um modelo clássico. O capôt bem como a lateral do veículo possuem agora vincos mais acentuados para dar maior robustez à carroçaria.

A traseira sofreu algumas alterações. A começar pelas novas ópticas de desenho mais afiado e com iluminação através de padrões horizontais desenhados no seu interior. Um friso inferior branco alberga os piscas em leds. O pára-choques traseiro passou a ter a linha de recorte mais acima alinhado com o friso cromado da pega do porta-bagagens. Uma "língua" inferior sobressai do pára-choques onde se localizam duas ponteiras de escape cromadas. Depois entremos no interior.



Aqui imperam os melhores materiais existentes na indústria automóvel. Desde os plásticos de toque suave, à madeira de acabamento polido brilhante passando pelos alumínios e peles com costura irrepreensível. A qualidade impera e o classicismo continua a dominar, O clássico painel de bordo de dois manómetros é simples e eficaz. O ecrão de bordo horizontal, as bocas de ventilação de formato circular, o relógio analógico ao centro e os discretos botões de comando integrados no bordo inferior de alumínio, tudo parece equilibrado e no sítio certo sem muito ruído estético.

Os bancos da frente possuem um modo de massagem com possibilidade de aquecimento através de pedras que retêm o calor. Podem adaptar-se ao formato do ocupante e podem ainda compensar a força G nas curvas apertadas. Tanto à frente como atrás o espaço a bordo é vasto. Um pormenor curioso no classe S é que os ocupantes dos bancos de trás podem regular o afastamento dos bancos da frente. Uma função que não é um mero acaso. Isto porque trata-se de um veículo tradicionalmente tripulado por chaufeurs que transportam pessoas importantes...nos bancos de trás pois claro.



O ar condicionado é multizona. Como opção existe um sistema de som surround da Burmester e ainda ecrãs com DVD nas costas dos bancos da frente onde se podem usar headphones sem fios. No capítulo da segurança o novo classe S vem bastante equipado. Por exemplo vem com assistente de limite de velocidade, sistema com sensores de desgaste das pastilhas de travagem, protecções para peões em caso de embate ou sistema de travagem adaptativo e muito mais.

Sentados ao volante e accionado o motor é altura de rolar. A condução revela-se fácil, isto apesar de ser um veículo grande. A versão diesel 350 BlueTEC do classe S foi feita para proporcionar consumos mais reduzidos. Se em estrada é bastante silencioso e confortável mesmo a altas velocidades, já em circuitos mais sinuosos há que ter algum cuidado pois este não é propriamente um carro desportivo. Mas também quem compra um classe S não pensa em aventuras de rali na serra.



No entanto é capaz de alcançar os 100km/h em apenas 6,8s, o que para um veículo de quase duas toneladas não é nada mau. Existe a possibilidade de seleccionar a suspensão desportiva. O consumo anunciado pela Mercedes é de 5,5L/100km, mas apenas num estilo de condução pachorrento. Para um veículo desta dimensão e peso conseguir este valor é um feito.

Mecânica
Motor: diesel, dianteiro, 6 cilindros em V, 2987 cc
Tracção: traseira
Alimentação: injecção directa por rampa comum, turbo de geometria variável e intercooler
Potência: 258 cv às 3600 rpm
Binário: 620 Nm às 1600-2400 rpm
Caixa: Automática 7 velocidades

Dimensões
Comprimento: 5116 mm
Largura: 1899 mm
Altura: 1496 mm
Peso: 1955 kg
Mala: 510 L
Depósito: 70 L
Pneus: 245/55 R17

Prestações
Velocidade máxima: 250 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 6,8 s

Consumos
Combinado: 5,5 L/100km
Emissões CO2: 146 g/km

Preço
a partir de 109.105€

Prós e contras
+ Conforto, qualidade geral, materiais, vida a bordo, segurança, consumo
- opcionais

Mercedes-Benz SLK III 250 CDI BlueEfficiency (2014)



O roadster SLK já vai na terceira geração e agora conta com uma versão a diesel. Sacrilégio? Nem por isso. Talvez os mais puristas torçam o nariz mas é mais económico e continua a ter boas performances. É preciso ver que os motores a diesel já conquistaram marcas como, por exemplo, a Porsche. Já venceram as 24h de Le Mans. E em tempos de crise, mesmo para os mais abastados, a versão 250 CDI BlueEfficiency promete poupar nos consumos. A Mercedes anuncia uma média de 4,9L/100km mas isso é num estilo de condução bastante pachorrento. O mais certo é andar à volta dos 6 e 7. Tem vários modos de condução que podem ajudar ainda mais nos consumos. Quanto ao design foi revisto sem desvirtuar muito a aparência e a essência da segunda geração. O interior mantém o mesmo requinte com bons materiais.

O tecto rígido do SLK é bastante bom. Não se equipara a um veículo com tecto totalmente estanque, mas é competente o suficiente tanto ao nível da insonorização como do isolamento térmico. Um ponto negativo é a suspensão que é sensível em pisos irregulares no modo Sport. Apesar de contar com um sistema variável, não se adapta aos buracos das estradas nacionais numa condução mais desportiva. O novo SLK é capaz de alcançar os 100km/h em menos de 7s. O modo Eco consegue poupar nos consumos, mas há que ter em conta que as recuperações perderão fulgor. Por isso se pretender uma condução mais agressiva terá de desligar o modo Eco.



Tem também um sistema automático de Start/Stop que ajuda, ainda mais, a carteira do condutor. A direção assistida hidráulica do SLK é bastante rigorosa e suave apetecendo, por vezes, conduzir o carro só com um dedo. O SLK é um veículo para transportar os passageiros da frente em modo confortável, com espaço razoável e desafogado. Os bancos são ergonómicos e adaptam-se facilmente à forma do corpo. Têm os cintos de segurança integrados uma vez que não existe pilar central. A posição de condução é boa. O layout da consola central e o painel de bordo é intuitivo e de fácil uso. Talvez a Mercedes devesse sintetizar melhor a informação, eliminando alguns botões.



No capítulo estético o novo SLK tem uma grelha frontal de maiores dimensões onde se integra o tradicional logotipo cromado acompanhado por um friso horizontal. Por baixo entradas de ar adicionais ajudam a arrefecer o motor. Nas extremidades duas tiras horizontais com luzes em led dão o look desportivo. As ópticas esguias integram dois grupos cada com o pisca numa pestana inferior. Na lateral sobressaem as saias aerodinâmicas e a saída de ar para dissipar o calor proveniente do motor. Com esta nova geração a traseira ficou a ganhar bastante com umas ópticas mais elegantes e esticadas em baixo relevo. A dupla ponteira de escape cromada ajuda a completar o toque desportivo.



No interior o design clássico, aliado a materiais com bom toque e visualmente sóbrios, prometem fazer com que o condutor não se canse com o passar dos anos. À imagem de outras marcas, o novo descapotável SLK já vem com um sistema de ventilação integrado nos encostos dos bancos que ajudam a aquecer o pescoço. É um engenho bastante precioso quando se anda de capota aberta em tempo mais frio. Só ainda não foi inventado um sistema que consiga evitar que a chuva entre com a capota aberta...O preço do novo SLK mostra que este continua a ser um carro pouco acessível aos portugueses. A importação de modelos usados é uma solução para se comprar o novo SLK por um preço mais em conta.

Mecânica
Motor: diesel, dianteiro, 4 cilindros em linha, 2143 cc, 16 válvulas
Tracção: traseira
Alimentação: injecção directa por rampa comum, turbo de geometria variável, intercooler
Potência: 204 cv às 3800 rpm
Binário: 500 Nm às 1600-1800 rpm
Caixa: automática 7 velocidades

Dimensões
Comprimento: 4134 mm
Largura: 1810 mm
Altura: 1301 mm
Peso: 1590 kg
Mala: 335 L
Depósito: 60 L
Pneus: 205/55 R16

Prestações
Velocidade máxima: 243 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 6,7 s

Consumos
Combinado: 4,9 L/100km
Emissões CO2: 128 g/km

Preço
a partir de 51.046€

Prós e contras
+ Qualidade geral, consumo, prestações
- Suspensão dura em piso irregular no modo de condução Sport, preço, demasiados botões na consola central

Várias marcas alemãs são acusadas de monopólio e manipulação de preços na China (2014)



Várias marcas alemãs são acusadas de monopólio e manipulação de preços na China. A Audi, a BMW e a Mercedes já foram condenadas a pagar uma multa. Mas também a americana Chrysler e a Volkswagen estão a ser investigadas. Trata-se de uma acusação sobre o monopólio de preços de peças e serviços. Tudo indica que os fornecedores e os fabricantes controlavam o preço das peças e impediam a sua comercialização no mercado. Para além de praticar preços abusivos, cobravam até três vezes mais do que o valor praticado noutro mercado como os Estados Unidos.

A Mercedes foi acusada de manipular os preços de serviço numa oficina, incorrendo em práticas anti-competitivas. As marcas alemãs já anunciaram reduções nos preços das peças e dos serviços como forma de respeitar a lei. A BMW foi condenada por manipulação de preços em quatro concessionários. O aspecto curioso deste facto é que, ao todo, são quatro as marcas alemãs acusadas ou investigadas. Existe uma prática comum na estratégia de procedimentos.

A investigação conclui que muitas empresas estrangeiras fabricantes de produtos de luxo impõem ao mercado chinês preços bastante superiores do que o praticado nos Estados Unidos e Europa chegando a diferença, por vezes, até três vezes o valor. São casos típicos de monopólio vertical, na qual o fabricante utiliza a sua posição líder para controlar os preços das peças e da mão de obra nos serviços de manutenção, mas que desde 2008 enfrentam a nova lei anti-monopólio.

Mercedes-Benz Classe E 300 BlueTEC Hybrid percorre quase 2.000km com um único depósito (2014)



Um Mercedes-Benz E300 BlueTEC Hybrid (diesel e eléctrico) conseguiu percorrer 1.968km entre Tanger (norte de África) e Goodwood (Inglaterra) com um único depósito de combustível de 80L tendo sobrado um resto suficiente para ainda mais 160 km. A proeza foi feita em 27 horas passando por África, Espanha, França e Inglaterra.

Para conseguir atingir o valor foi necessário recorrer a um estilo de condução bastante económico em diversas situações como auto-estrada ou cidade. O consumo médio foi de 3,8L/100 km, O Classe E 300 BlueTEC Hybrid dispõe de um motor diesel com 204cv combinado com um bloco eléctrico com 27cv. Atinge os 100 km/h em 7,1s, e a velocidade de ponta é de 242 km/h.

Mercedes-Benz 600 Pullman Limousine de 1965 do regime de Mao Tse-Tung a leilão (2014)



O Mercedes 600 Pullman Limousine preto de 1965 do regime de Mao Tse-Tung, que chegou a pertencer ao general Chen Yi, vai a leilão na Alemanha. Trata-se de um modelo raro do qual a Mercedes apenas fabricou 428 exemplares. A leiloeira responsável pela licitação estima que o preço se situe entre 150 e 250 mil euros. O modelo em questão é original e nunca sofreu restauros estando ainda em perfeitas condições para circular em estrada.

Este Mercedes 600 Pullman Limousine chegou mesmo a servir de inspiração para o fabrico de um futuro modelo chinês mas tal projecto nunca se concretizou. Depois do regime de Mao este Mercedes esteve "adormecido" num armazém tendo sido descoberto por um engenheiro da Volkswagen que trabalhava em Xangai. Passados quase 50 anos o modelo regressa a casa.

Mercedes-Benz classe V (2014)



A Mercedes decidiu substituir o comercial Viano por uma nova classe denominada V. A filosofia foi fazer um upgrade para uma viatura mais luxuosa com carroçaria de aspecto mais refinado com alguns pormenores cromados e interiores de nível superior. Deixará de ser, certamente, uma opção para vulgares frotas de carga, passando antes a ser um monovolume capaz de transportar até oito pessoas de forma luxuosa. A plataforma é a mesma do Viano.

O objectivo da Mercedes foi distinguir o classe V dos restantes modelos no mercado, quer ao nível do equipamento como dos materiais e acabamentos. E as semelhanças são muias com o classe C. Os motores disponíveis serão apenas alimentados a diesel (200 CDI, 220 CDI, 250 CDI). A gama de equipamento será composta por dois níveis - base e avantgarde. Mas para o lançamento existirá ainda uma versão especial denominada Edition 1.

No capítulo da estética o classe V é mais refinado. Na frente os faróis são mais alongados, a grelha apresenta moldura cromada. De perfil os vidros fumados vêm com remate inferior também em cromado. A porta para aceder aos lugares traseiros é de correr com fecho no pilar central. Atrás os faróis de formato vertical realçam o volume da viatura. Comparativamento com o Viano, o classe V não tem plásticos negros nos pára-choques. Com execepção das entradas de ar, toda a casca do class V tem acabamento em pintura metalizada.



O classe V terá três formatos em função do comprimento: compacta (4,895m), standard (5,14m) e longa (5,37m). Quanto a largura e altura serão as mesmas nas três variantes. O peso do classe V sem carga é de 2,1 toneladas pelo que será expectável que o bloco 200 CDI terá mais dificuldade em fazer deslocar a viatura lotada. Os modelos 200 CDI e 220 CDI trazem ambos caixa manual de seis relações enquanto o 250 CDI vem com caixa automática de sete velocidades.

A mala do classe V apresenta uma capacidade de 1030L mas pode ir até aos 4630L. Um facto curioso do classe V é dispor de tracção traseira. Curioso porque não é muito comum ver monovolumes com tracção atrás. Talvez a rentabilidade de componentes justifique esta opção. Para se perceber as diferenças do classe V para o Viano é necessário entrar a bordo. Os materiais e acabamentos fazem-nos pensar que estamos no classe C.



Mas quando nos sentamos no banco do condutor nota-se ainda que parece que estamos a guiar um furgão devido à posição elevada. O classe V vem com quatro estilos de condução - eco, comfort, sport e individual - que podem ser alternadas mediante a situação. Quanto a equipamento traz um ecrã táctil e diversos sistemas de auxílio à condução. Em opção existe uma câmara 360º muito útil para estacionar um veículo de esta dimensão. Mas existe ainda um sistema de estacionamento automático.

No capítulo da segurança trás sistema de travagem automática de emergência, sistema de detecção de veículos em ângulos mortos e alerta para saída de faixa de rodagem. Ainda neste capítulo a Mercedes colocou um sistema que impede o condutor de ligar a ignição se antes não tiver posto o cinto de segurança. Em suma este é um veículo para transportar pessoas VIP ou uma família numerosa abastada.

Audi A3 vence troféu de Carro Mundial do Ano 2014



O novo Audi A3 conquistou o troféu de Carro Mundial do Ano 2014, superando o BMW Série 4 e o Mazda3. O modelo da marca dos anéis sucede a outro modelo alemão - Volkswagen Golf. Não deixa de ser curioso que ambos usam a mesma plataforma. Este é o terceiro título consecutivo do grupo Volkswagen. Nas outras categorias o prémio também coube a modelos alemães.

Últimos vencedores de carro mundial do ano
2014 - Audi A3
2013 - Volkswagen Golf
2012 - Volkswagen Up!

Carro de luxo do ano 2014
Mercedes-Benz Classe S

Super desportivo do ano 2014
Porsche 911 GT3

Carro "verde" do ano 2014
BMW i3

Design do ano 2014
BMW i3
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