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Mini Cooper III SD 5 portas 170cv (2014)




Pois é definitivamente o Mini rendeu-se ao mercado e aparece agora numa versão de cinco portas. Heresia? Há quem pense que sim e há quem se esteja nas tintas. De facto, como o próprio nome diz Mini é mini. Mas esta não é, certamente, a primeira heresia da marca, agora detida pela BMW. O Countryman já "abusou" da tradição ao aparecer com um volume mais avantajado. Se por um lado parece estranho observarmos um Mini tradicional com cinco portas, principalmente na versão Cooper, por outro lado há quem agradeça e aproveite para usufruir da "ousadia". Refira-se que convém não esquecer que a Mini já descontinou dois modelos que se revelaram flops como o Roadster e o Coupé. Por isso mexer com a tradição nem sempre dá resultado.

Se a Mini já foi uma marca do povo (tal como o foi o Fiat 500 ou o Volkswagen Carocha), agora não é bem assim. Tornou-se elitista. A frente do Mini transformou-se numa imagem de marca intocável que vende bastante bem e há quem a aprecie mas sinta necessidade de algo mais. Agora, na terceira geração da era moderna, já é possível desfrutar dessa imagem de marca num veículo ligeiramente maior e de cinco portas, como se de um hatchback compacto familiar se trata-se. É a primeira vez que isto sucede ao "pequeno" Mini. Resta saber se não será uma cartada falhada.



A aposta entende-se como uma forma da Mini alargar o leque de viaturas disponíveis para as famílias ou frotas. A antiga geração Mini dos anos 70 era capaz de albergar uma família inteira, incluíndo o cão ou o gato. Mas a era moderna elevou os padrões de conforto e remeteu o pequeno carro para o campo do culto e "egoísmo" devido ao pouco espaço que oferece. De facto um Mini é um carro para uma ou duas pessoas. A versão de cinco portas procura alterar esse paradigma. E o trabalho feito pelos designers e engenheiros da Mini foi árduo para não desvirtuar o modelo original.

Em termos estéticos mantém-se o espírito. É a mesma linguagem da terceira geração com uma grelha adicional inferior na frente para dar mais agressividade, afinal é um Cooper. Na lateral apesar de existir uma maior altura de 11cm face ao modelo de três portas não se vislumbram diferenças. O que salta à vista são os dois puxadores a denunciar o maior comprimento do modelo (184mm a mais do que a versão três portas). Se a Mini tivesse optado por dissimular o puxador da porta traseira no vidro - como faz a Alfa Romeo, a Honda e já fez a Seat - talvez a imagem saísse mais beneficiada. É que fica sempre aquela sensação de que não havia necessidade de colocar mais um puxador, mas no final lá que dá jeito isso não restam dúvidas principalmente para quem leva a família ou uma criança atrás.



A traseira não difere muito da versão normal. A mais valia deste Mini está mesmo no interior com mais espaço atrás capaz de transportar dois passageiros reais. A bagageira tem uma capacidade de 278L (67L a mais do que a versão três portas). No resto, materiais e acabamentos, são aquilo que já se viu na terceira geração do Mini. Mas as heresias não acabam aqui. O bloco que equipa o Mini Cooper SD é um 2.0L a ...diesel, com duplo turbo a debitar 170cv associado a uma caixa automática de 6 relações. Tem a vantagem de ser mais poupado do que se fosse a gasolina. Em condução desportiva vai até aos 7L/100km.

O motor é rápido a responder e quanto aí nada há a assinalar. Se por um lado estamos na presença de um Mini Cooper, com espírito desportivo e ...suspensão dura, por outro lado se transportar a família a bordo então será capaz de ouvir insultos quando passar por buracos na estrada. A questão da suspensão é uma opção discutível e o dois em um resultou num casamento com potencial para o "divórcio". De facto o Cooper SD 5 portas é uma escolha mais emotiva que racional. O preço base de quase 40.000€ é proibitivo. Depois há a acrescentar uma série de extras que inflaccionam o preço final como, infelizmente, já é hábito na BMW.



Existem modelos no mercado de cariz familiar mais confortáveis, mais acessíves e com potência semelhante. Não têm a tal imagem de marca elitista é certo mas cumprem na íntegra os requisitos básicos e vêm bem recheadas reflectindo-se no preço real final. Existe uma versão diesel 1.5L a debitar 116cv. Talvez a opção mais inteligente, mas mais pachorrento e com pouco espírito picante de Cooper S. Um pouco como se fosse um cordeiro com pele de lobo. Algum do equipamento opcional poderia vir de série. Não havia mesmo necessidade.

Por exemplo o Cooper SD 5 portas tem como opcionais sistema DCC para aperfeiçoar a suspensão, caixa automática desportiva, câmara traseira, vidros traseiros com protecção solar, retrovisor interior anti-encandeamento automático, sensores de estacionamento traseiros, sistema de som Harman Kardon, sistema Head-Up Display, sistema de navegação, volante desportivo John Cooper Works, apoio de braço dianteiro, Pack Chili, jantes de liga leve de 17", Mini Driving Modes, sensor de chuva e de luz, Cruise control com função de travagem e ainda faróis full LED adaptativos.

Prós e contras
+ design, qualidade geral
- suspensão dura, preço, acesso ao interior difícil

Automóveis clássicos valorizaram em média 28% em 2014



Investir em clássicos pode render mais do que obras de arte. Nalguns casos o lucro pode chegar aos 400% ou mais. No entanto para se chegar a este valor há que investir em clássicos raros, caros e fabricados nos anos 60, 70 e 80.

Casos de um Citroën 2cv, de um Mini, de um Volkswagen Carocha ou de um Fiat 500 são os veículos mais comuns e acessíveis para quem pretende iniciar no mundo dos clássicos. Mas estes nunca chegam a valorizar expressivamente.

As marcas com maior potencial de valorização são Ferrari, Bentley, Bugatti ou Aston Martin. Em média os automóveis clássicos garantiram um retorno de 28% em 2014. O Ferrari 250 GTO de 1963 (em cima) continua a deter o recorde de veículo mais caro de sempre. O veículo desportivo com motor V12 custou 42 milhões de euros em 2013 e hoje já está avaliado em 50 milhões de euros, o que corresponde a uma valorização de 19,04% (+8 milhões de euros).


Um Mini Cooper S 1275 de 1964 a 1967 em 2007 valia 17.500€, hoje vale 35.000€.
Valorização: 100% (+17.500€)


Um Lancia Delta Integrale Evo II de 1992 a 1995 valia 20.000€ em 2007 e hoje está avaliado em 45.000€.
Valorização: 125% (+25.000€)


Um Mercedes 280 SL de 1968 a 1971 valia 32.000€ em 2007 e hoje está avaliado em 55.000€.
Valorização: 71,87% (+23.000€)


Já um Porsche 911 2.2S de 1969 a 1971 em 2007 valia 47.000€ enquanto hoje vale 85.000€.
Valorização: 80,85% (+38.000€)

Mini Roadster e Mini Coupé sem sucessores (2014)



A Mini vai deixar dois modelos lançados recentemente sem sucessores talvez por se revelaram autênticos flops de venda. São os casos do Roadster e do Coupé. De facto a estética forçada de ambos os modelos não resultou e acabaram quiçá "rejeitados" pelo mercado com vendas fracas.

Embora não tenha dito desta maneira, um responsável da marca afirmou que a Mini pretende reduzir o número de modelos disponíveis e dedicar-se apenas aos modelos de maior produção. Ou seja muito provavelmente estes dois modelos apresentavam custos de produção elevados que não justificavam a sua continuação dado que representam um pequeno nicho de mercado.

Mini Cooper S III (2014)



A terceira geração do Mini Cooper S já chegou ao nosso mercado. Está mais elegante, potente e moderna, e a essência do seus espírito permaneça intacta. O design renovou sem revolucionar, mas o estilo de condução foi melhorada. Este é um carro não racional. Ou seja quem gosta de baixo consumo (apesar de este Mini ter reduzido o valor), e de manutenção mais em conta então este não é o carro apropriado. Mas para quem gosta de emoções e adrenalina, o novo Cooper S é o carro ideal. O preço poderá ser o único senão. O novo Mini Cooper S dispõe de um bloco a gasolina com uma cilindrada de 2.0L auxiliado por dois turbos e uma potência de 192cv. A anterior geração tinha um bloco 1.6L mas de resposta mais lenta. Também há algumas modelos no mercado que oferecem potência extra em blocos de apenas 1.6L o que beneficia a carga fiscal mas, claro está, nenhum deles se aproxima do design icónico do Mini.

O Cooper S é um carro de pura adrenalina com resposta sempre pronta em qualquer momento. Gosta de ser espicaçado não se ressentindo nos arranques. No entanto é um carro feito para estradas imaculadas já que a sua suspensão continua dura, o que faz imaginar potenciais ruídos parasitas provenientes das esburacadas estradas portuguesas. Depois há que ter em conta que o Cooper S é um carro para duas pessoas. É um brinquedo? Talvez se tiver filhos mas se ainda não os tiver tem outras vantagens. O espaço atrás é mesmo para esquecer, sendo meramente decorativo. Aliás, apesar de estar mais alto, o desenho do novo Cooper S apresenta um espaço interior mais baixo. Beneficia a estética mas prejudica o seu interior.



Nas suas dimensões o novo Cooper S está maior e a capacidade da mala também cresceu mas continua fraca. Há que ter em conta que não serve para ir às compras do mês no supermercado. Se procura funcionalidade é melhor optar por outro veículo. O interior foi melhorado no que toca aos materiais e acabamentos. O tabelier tem plásticos negros de bom toque complementados por elementos a carbono xadrez brilhante. A consola central é minimalista, formada por um painel em formato circular de moldura cromada onde é possível controlar várias opções. À frente do manípulo da caixa de velocidades, que apresenta um design ergonómico, aparecem várias patilhas. Para accionar o motor é necessário accionar uma dessas patilhas, bem ao estilo retro dos carros antigos onde era obrigatório ligar várias manípulos de inox antes de se ligar o motor. Os bancos e o volante desportivos são cozidos com persponto vermelho.



Ao nível do design exterior destaque para a grelha frontal com uma boca de moldura cromada de dimensões mais avantajadas. A grelha inferior fornece mais ar para o motor. Permanece a tradicional entrada de ar rasgada no capôt. As ópticas têm uma orla oval em leds para iluminação diurna e dão-lhe um ar mais distinto do que a geração anterior. Tanto na frente como na lateral pouco há a acrescentar. O desenho das jantes mantém-se fiel ao original. Atrás os farolins têm dimensões maiores mantendo o mesmo formato, mas mais arredondados. O pára-choques traseiro dispõe de um apêndice inferior em forma de boca que alberga uma grelha negra sendo interrompido ao meio por uma dupla ponteira de escape cromada. Esta solução parece remeter mais para o tunning.



O Cooper S partilha dos mesmos defeitos dos BMW, grupo do qual faz parte. Ou seja, vem com uma série de opcionais que deveriam ser de série e acabam por inflaccionar (bastante) o preço final. Tendo em conta o tipo de carro e o nível de acabamentos o preço de arranque é, pois, ilusório. Quanto ao motor oferece as prestações de um carro vitaminado. Bom arranque, boas acelerações, boa estabilidade em curva e bons travões. A potência de 2.0L está logo disponível às 1250rpm, e muito se deve à contribuição dos dois turbos. Só resta saber como será a fiabilidade do seu funcionamento com o passar do tempo. A caixa é manual com seis velocidades e tem um escalonamento de relações curtas para oferecer mais emoção.



Tem três modos de condução que mais parecem servir para consciencializar o condutor. O modo económico (green) contribui para uma maior poupança (20%), o modo intermédio por defeito (mid) está entre a poupança e a adrenalina e depois o modo desportivo (sport) que afia as garras. Cada modo de condução altera a cor da consola central. No entanto quem compra este carro certamente não está interessado no modo green que pouco altera os consumos. A Mini anuncia 5,8L/100km o que é uma miragem já que o mais certo é adicionar duas (ou três!) unidades a esse valor numa condução normal citadina. A direcção é bastante precisa e o Mini Cooper S anda sempre colado ao asfalsto mesmo a altas velocidades, fruto de uma aerodinâmica mais apurada.



Mecânica
Motor: gasolina, dianteiro, 4 cilindros em linha, 1998 cc, 16 válvulas
Tracção: dianteira
Alimentação: injecção directa, com duplo turbo e intercooler
Potência: 192 cv às 4700-6000 rpm
Binário: 280 Nm às 1250 rpm
Caixa: Manual 6 velocidades

Dimensões
Comprimento: 3850 mm
Largura: 1727 mm
Altura: 1299 mm
Peso: 1414 kg
Mala: 211 L
Depósito: 44 L

Prestações
Velocidade máxima: 235 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 6,8 s

Consumos
Combinado: 5,8 L/100km
Emissões CO2: 136 g/km

Preço
a partir de 28.100€

Prós e contras
+ performances, design, qualidade geral, espírito de condução desportiva
- espaço a bordo, opcionais, preço, suspensão, consumo

Mini Superleggera Vision concept (2014)



A Mini mostrou um novo concept car que nasceu de uma parceria "híbrida" entre know-how germânico e alta costura italiana. Trata-se de um roadster de dois lugares sem tejadilho e com pára-brisas sem moldura, muito à semelhança do longínquo e saudoso Porsche 550 Spyder. A receptividade do público foi bastante boa o que leva a crer que o projecto poderá avançar no futuro. Com este produto a Mini alarga o seu leque de ofertas para fazer concorrência a outros roadsters no mercado.

O Mazda MX-5 será um rival de grande peso para o Mini Superleggera Vision. A marca inglesa, agora sob a supervisão da BMW, já veio reconhecer que os modelos Roadster e Coupé não corresponderam com os objectivos iniciais traçados. Ambos foram feitos com base no Mini tradicional mas não tiveram sucesso já que desvirtuaram o design original do Mini para o transformar em algo estranho. A ideia de achatar um Mini para o transformar num roadster ou coupé não teve uma aceitação consensual. Daí que o mais correcto seria partir para um produto novo com entidade própria e criado de raíz. E foi o que fez a BMW convidando a casa italiana Touring Superleggera, especialista em carroçarias.



Mas esta ligação entre italianos e alemães não é uma novidade uma vez que outras casas já colaboraram no passado com a BMW como são os casos da Zagato, Pininfaria e Bertone. Estas parcerias já são uma tradição mas uma novidade na Mini. O Mini Superleggera Vision tem um design desportivo, elegante mas sem perder a linguagem retro como é apanágio da marca inglesa. Desde logo chama à atenção o vidro do pára-brisas sem aro e com pontas curvadas numa peça única. Óbvio um carro de garagem. Depois há outros pormenores que são herdados da terceira geração do novo Mini como são os caso da grelha hexagonal, dos faróis arredondados com moldura em leds ou dos vincos no capôt.



O design deste modelo, sem querer retirar brilhantismo às suas linha elegantes, tem algumas reminiscências com o passado uma vez que já foram criados outros modelos italianos com formato semelhante muito inspirados na forma de um barco como é o caso do Fiat Scia concept. No entanto o cruzamento com a Mini constitui uma novidade. A traseira é mesmo a parte mais ousada deste Mini sendo recortada abruptamente com uma boca em baixo relevo onde se alojam as ópticas em leds de desenho inspirado na bandeira do Reino Unido dividida em duas partes. Uma barbatana (linha de touring) e um difursor atrás marcam o estilo personalizado e único deste roadster.



A coisa que mais impressiona neste Mini Superleggera Vision é a ausência de linhas de costura nos pára-choques fazendo lembrar os modelos antigos que eram feitos com peças de carroçaria únicas. É verdade, este Mini é uma autêntica peça de joalharia com uma casca integral executada de enormes peças de alumínio esculpidas à mão sem necessidade de muitas divisões. O resultado é um design limpo de beleza intemporal clássica.

Depois as rodas de cavas salientes dão mais músculo e espírito desportivo. Na lateral o vinco da linha de cintura prolonga-se da frente até atrás transmitindo dinâmica mesmo estando parado. As proeminentes jantes de 19'' com raios invocam o design retro. No interior o design também é simples e minimalista tal como o exterior seguindo a filosofia "less is more" e recorrendo a materiais clássicos como o alumínio e o couro. Resta esperar para ver como será a versão de produção.

Os clássicos mais desejados pelos europeus pela AutoScout24 (2013)



O site de carros usados "AutoScout24" elaborou um estudo sobre os clássicos mais desejados pelos europeus e chegou a um veredicto. Dos 75.046 entrevistados da Europa, 5.002 são oriundos da Bélgica, 30.410 na Alemanha, 15.108 da França, 11.797 da Itália, 3739 são da Holanda, 2.745 da Áustria e 6.245 da Espanha.

Curiosamente o carro mais votado nem é europeu. Entre os 11 primeiros escolhidos aparecem sete ícones da indústria automóvel. Quatro são oriundos da Alemanha ocidental, dois do Reino Unido, dois da França, um da Itália, um da ex-RDA e ainda um dos EUA. Eis a lista por ordem crescente dos primeiros 11 escolhidos.

11 - Trabant



10 - Fiat Bertone X1/9



9 - Renault 4



8 - Ford Capri



7 - Opel Manta



6 - Volkswagen Kombi



5 - Citroën 2CV



4 - Mini mk1



3 - Volkswagen Beetle (11%)



2 - BMW M1 (20%)



1 - Ford Mustang mk1 (37%)

Mini John Cooper Works Roadster (2013)



O Mini John Cooper Works Roadster é uma nova aposta da Mini. O formato com a capota posta pode parecer estranho, já que se assemelha a um roadster, ou seja de tecto mais baixo. Mas com a capota recolhida torna-se mais familiar. É aguerrido, mas os consumos não são os mais económicos.

O exercício de baixar a capota num veículo vulgar para ficar com aspecto de roadster pode prejudicar o seu interior. O espaço a bordo é algo claustrofóbico. Lugares atrás são meramente decorativos ou para crianças. A tentação será sempre a de abrir a capota que, neste caso, é de lona. Mas por estranho que possa parecer a mala do Mini John Cooper Works Roadster é das maiores do grupo Mini.

A condução do Mini John Cooper Works Roadster é a mesma de um pequeno desportivo. E isso sente-se mais em estradas cheias de curvas e contracurvas. A potência está logo disponível e as recuperações são boas. A direcção é precisa e directa. E como o veículo é mais baixo o centro de gravidade ajuda a uma condução mais ousada.



A frente do Mini John Cooper Works Roadster tem duas largas grelhas horizontais. Dois grupos de ópticas e ainda uma entrada de ar no capôt a realçar o espírito desportivo. Tem duas faixas decorativas que se prolongam até à traseira. Na lateral sobressai a capota mais baixa que o normal. Na traseira destaque para a dupla ponteira de escape ao centro. Aqui um aileron aerodinâmico é accionado aos 80km/h.

O Mini John Cooper Works Roadster roda bem colado ao asfalto e pesa apenas 1270kg. Mas este é um "brinquedo" caro não acessível a todas as carteiras. A altas velocidades sentem-se vibrações na capota de lona, o que é normal. No entanto já há marcas que conseguem melhores níveis de insonorização. O accionamento da capota é manual. O sistema automático é um opcional e pode ser accionado até 30km/h. Os bancos são envolventes e os acabamentos são bons.



A suspensão do Mini John Cooper Works Roadster é dura, mas quem compra este veículo não pode esperar um espírito de conforto. A desportividade é o que a Mini pretende oferecer. A caixa de velocidades é algo dura. As recuperações são boas e a potência imediata. Apesar do Mini John Cooper Works Roadster ter 211cv, o consumo não é exagerado e revela-se interessante ao adequar-se bem à potência disponível, caso a condução seja moderada.

Agora não é o Mini mais económico. Aliás quem escolher este Mini não se pode preocupar muito com o consumo. É que o valor pode facilmente chegar aos 10L/100km caso se opte por uma condução agressiva.



Mecânica
Motor: Gasolina, dianteiro, 4 cilindros em linha, 1598 cc, 16 válvulas
Tracção: dianteira
Alimentação: injecção directa
Potência: 211 cv às 6000 rpm
Binário: 260 Nm às 1750-550 rpm
Caixa: manual 6 velocidades

Prestações
Velocidade máxima: 237 km/h
Aceleração 0-100 km/h: 6,5 s

Consumos
Combinado: 6,8 L/100km
Emissões CO2: 157 g/km

Preço
a partir de 36.900€

Prós e contras
+ condução, espírito desportivo, recuperações
- preço, visibilidade e espaço com capota posta, caixa dura

Mini Vision concept (2013)



O chefe de design da Mini, Anders Warming, mostrou imagens virtuais daquilo que poderá ser a base dos futuros Mini's. O foco vai centrar-se na melhoria da qualidade. No exterior destaque para a frente que retorna a uma linha mais clássica. A nova grelha única deixa de estar dividida, e as novas ópticas regressam à forma oval simples. O pára-choques tem ainda uma aba inferior saliente.

A moldura dos faróis frontais recebem luzes diurnas em Led's fazendo um anel de luz bem ao estilo BMW. O tejadilho, em negro, é claramente separado do resto da carroçaria mediante um friso cromado envolvente.
A cava da roda frontal, em plástico, prolonga-se até ao pilar. Aqui parece que a ideia não irá passar para a prática pois fragmenta demasiado o volume e faz lembrar o conceito dos Smarts.



A traseira, por sua vez, parece mais robusta e musculada com os faróis a adornarem mais o limite do volume. O spoiler traseiro certamente contribuirá para um melhor comportamento aerodinâmico. Em suma o design exterior aparece mais desportivo. O interior parece ainda numa fase de experimentação mas apresenta um estilo irreverente com os manómetros a evidenciarem um fundo em luz azul. O espaço a bordo será beneficiado pela amplitude da superfície de vidro e redução da estrutura.



Vários pormenores são inspirados na bandeira inglesa como o forro da porta. Mas têm a função de prender uma revista ou uma garrafa. Como é apanágio da marca, a personalização continuará a será uma chave do futuro Mini. A Mini anuncia que as cores da iluminação interiores podem alterar consoante o modo de condução escolhido. De referir ainda que a cor da carroçaria é uma inovação. O tom alaranjado nunca foi usado na Mini.

Os melhores super mini's de sempre (2013)

Pequenos carros ajudaram a salvar marcas europeias. O Isetta salvou a BMW depois da crise da guerra mundial, o 205 salvou a Peugeot depois de uma crise financeira, e recentemente o reeditado 500 livrou a Fiat de um cenário negro.

Os pequenos carros citadinos ou super mini's são bastante populares na Europa, principalmente nos períodos em que o preço da gasolina sobe.

Recentemente as marcas optaram por reeditar esse antigos modelos em edições que se podem considerar de luxo, quando comparados com os originais que eram mais acessíveis e marcaram gerações.

Lista ordenada por início de fabrico:




Volkswagen Beetle (1938 – 2003)

O "carro do povo" foi uma encomenda de Hitler que pretendia um veículo acessível para todos onde coubesse uma família de quatro pessoas e fosse fácil de guiar. Ferdinand Porsche foi o autor do projeto. O Beetle apresenta linhas fluídas que ainda hoje merecem elogios. Henry Ford chegou a fazer uma oferta para comprar a Volkswagen depois da segunda guerra, mas achou que a marca não valia tanto pelo que pediam. A história respondeu a Ford. O Beetle foi dos carros com maior sucesso e o motor traseiro, que chegou uns anos mais tarde, revelou-se fiável, barato, com baixo consumo e "indestrutível". A Volkswagen fez uma fortuna com o Beetle. Ford bem que se arrependeu. O último modelo saiu de uma fábrica no México. Actualmente existe uma versão moderna do Beetle que deixou de ser o carro do povo.




BMW Isetta (1956 - 1961)

O BMW Isetta foi o modelo que evitou a BMW de fechar as portas. Depois da segunda guerra a marca germânica atravessou problemas financeiros. A solução passou por produzir o Isetta, um veículo com carroçaria de origem italiana e motorização proveniente de motos BMW. A BMW não teve de construir uma linha nova, apenas teve de juntar as peças. O sucesso do Isetta livrou a BMW de piores cenários. O Isetta é um microcarro com acesso pela frente onde cabem dois adultos e uma criança. O seu consumo foi um dos trunfos para combater o preço da gasolina.




Fiat 500 (1957 - 1975)

O Fiat 500 é o microcarro mais elegante de todos. O Fiat 500 é único e representa o know-how do design italiano, especializado em pequeno carros. Criado por Dante Giacosa, apresentava um baixo consumo que ajudou a torná-lo num enorme sucesso em Itália. Actualmente existe uma versão moderna do 500 e que ajudou a "salvar" a Fiat de um futuro negro. A Fiat encontrava-se com problemas de vendas e decidiu reabilitar o Fiat 500. O resultado? A Fiat conseguiu retomar as vendas desejadas com a reedição moderna chique do 500.




Morris Mini (1959 - 2000)

Alec Issigonis foi o engenheiro que projectou o Mini. É um carro divertido e cheio de personalidade. A versão britânica de microcarro teve um sucesso enorme no Reino Unido, tornando-o no carro mais popular de sempre. Por fora parece pequeno, mas por dentro tem espaço de sobra para quatro adultos. O seu preço e baixo consumo ajudou a combater a crise do pós-guerra. A BMW comprou a marca e decidiu retomar o seu fabrico com versões modernas. Deixou de ser um carro acessível para se tornar num "brinquedo" caro.




Renault 5 (1972 – 1985)

O Renault 5 foi um pequeno carro francês que marcou uma geração. Robusto e de motorização fiável, foi projectado por Michel Boué que faleceu antes da sua apresentação ao público. Boué quis que os faróis traseiros fossem verticais, o que na altura foi uma inovação. A traseira recortada inclinada ditou as regras para os actuais hatchbacks.




Honda Civic (1975 – 1979)

O Honda Civic é o microcarro japonês. Dispunha de muita tecnologia acessível ao comum cidadão. Era económico e divertido de conduzir. Foi um modelo que marcou a entrada dos carros japoneses na Europa e foi a partir dele que se começou a construir a imagem de fiabilidade dos carros japoneses.




Peugeot 205 (1983 - 1998)

O Peugeot 205 foi projectado por Gerard Velter e marcou a entrada dos carros citadinos na nova era. Completo, fácil de arrumar, fácil de conduzir e com um motor robusto. Apresentava uma suspensão inovadora. Com um design elegante e de linhas rectas ainda hoje cativa admiradores. Foi com ele que surgiram os primeiros "pocket-rocket", ou seja carros pequenos de grande potência.




Smart Fortwo (1998 - )

O Smart Fortwo é o micro-carro da era moderna. Foi lançado pela Daimler, proprietária da Mercedes e revelou-se um negócio bastante lucrativo. Ainda continua em produção. Tem a desvantagem de levar apenas dois passageiros.
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