
A segunda geração do Kia Soul trás mais espaço, conforto e equipamento para concorrer no segmento dos pequenos monovolumes. Quanto à estética mantém-se a mesma filosofia de volume em formato de paralelepípedo com alterações nos pára-choques, ópticas e, claro está, na plataforma que é nova. O Soul continua com as mesmas linhas ousadas e irreverentes.
No Soul não existe meio-termo, ou se gosta ou se odeia. É uma mistura de monovolume compacto com crossover. Quando surgiu no mercado com um design de estilo cubista muitos torceram o nariz, mas a verdade é que primeiro estranha-se e depois entranha-se. E se a aposta é para manter é porque o mercado teve boa aceitação. Se noutros países resultou já em Portugal é muito raro ver um Soul a circular na estrada. O mercado nacional é bastante conservador para estas linhas ousadas.
A frente e a traseira parecem espelhadas com uma grelha inferior de formato idêntico, embora na dianteira localizem-se faróis de nevoeiro e atrás reflectores. As ópticas frontais apresentam um desenho mais arredondado. A grelha junto ao capôt parece desproporcional. Toda a carroçaria do Soul é protegida na base e nas cavas das rodas com uma pintura em preto brilhante. Talvez a cor mais feliz no Soul seja o preto já que atrás o portão é todo em negro com faróis verticais e um elemento dissonante na mesma cor da carroçaria. Ou seja em preto este elemento é absorvido e passa despercebido.

Também existe uma intenção de distinguir envidraçados e pilares frontais do resto da carroçaria através de uma cor diferente. Já o pilar traseiro apresenta-se na mesma cor da carroçaria. Os puxadores das portas são em formato de barras cromadas. Os espelhos retrovisores exteriores têm pisca integrado. Junto à porta frontal e no arranque do capôt existe uma saída de ar decorativa que pretende dar mais desportividade ao Soul.
A plataforma do novo Soul é a mesma do cee'd, mais leve e eficiente. O espaço interior aumentou e a bagageira apresenta agora uma capacidade de 354L, ou seja mais 132L do que a primeira geração. Leva cinco passageiros reais. Existe uma pequena melhoria nos materiais e acabamentos. O tabelier apresenta um layout eficaz onde se localiza um generoso ecrã táctil multifunções.

Existe uma câmara traseira de ajuda ao estacionamento que projecta imagens no ecrã da consola central. O volante multifunções, forrado em pele, tem um selector que permite alternar o nível de assistência da direcção: normal, conforto ou sport. O nível de equipamento para o nosso país é o TX que inclui ar condicionado automático, sensores de luz, câmara com sensores de estacionamento, faróis de nevoeiro e ainda jantes de liga leve de 18'' com pneus de baixo perfil que, apesar de esteticamente agradáveis, prejudicam o conforto em pisos irregulares.
No capítulo da segurança o Soul tem vários sistemas de auxílio ao condutor como a assistência ao arranque em subidas. O motor 1.6L CRDi de 128cv a diesel é o mesmo que já equipava a primeira geração mas foi aprimorado. É eficaz e revela uma competência acima da média mas é preciso algum cuidado com o consumo, nomeadamente em auto-estrada. Num percurso misto a velocidades moderadas obtém-se um valor de 6,8L/100km o que contrasta com o valor anunciado pela marca. A velocidade máxima de 180km/h também fica um pouco aquém face à potência de 128cv.

Mecânica
Motor: diesel, dianteiro, 4 cilindros em linha, 1582 ccAlimentação: injecção directa, com turbo
Potência: 128 cv às 4000 rpm
Binário: 260 Nm às 1900 rpm
Tracção: dianteira
Caixa: manual 6 velocidades
Prestações
Velocidade máxima: 180 km/hConsumos
Combinado: 4,8 L/100kmEmissões CO2: 125 g/km
Preço
a partir de 22.691€ (inclui desconto de 3.000€)Prós e contras
+ relação qualidade/preço, espaço
- pneus de baixo perfil prejudicam o conforto a bordo, consumo








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