
A Citroën tem-se mostrado bastante ousada na linhagem dos seus modelos. O C4 Cactus veio trazer algumas inovações estéticas tanto na frente como na lateral que apresenta o sistema airbump embutido nas portas. Mas agora a marca francesa pretende ir mais além das aparências com uma nova versão do crossover citadino mais amiga do ambiente - o C4 Cactus Airflow 2L.
Mas afinal o que tem este modelo de inovador? O C4 Cactus Airflow 2L pretende ser o primeiro veículo de produção em série da indústria automóvel a usar tecnologia de ar comprimido como combustível. Não é propriamente uma novidade já que existe uma experiência feita com um Audi, no entanto tal inovação não passou de um projecto. A Citroën quer tornar-se na primeira marca a usar essa tecnologia alterando o paradigma da mobilidade automóvel menos dependente de combustíveis fósseis. Para já esta inovação será usada apenas como forma de auxiliar o motor a combustão. Mais tarde, quem sabe, o uso a 100% pode tornar-se numa realidade.

O consumo do C4 Cactus Airflow 2L será de, como o próprio nome diz, apenas 2L aos 100km o que seria um novo recorde para este tipo de veículos. Se formos para os pequenos citadinos não é novidade já que a Volkswagen atingiu o feito com o Lupo 2L e tem ainda o projecto 1L. Agora para viaturas de estilo SUV ou Crossover nunca tal foi almejado. Neste caso, e ao contrário das actuais tendências ambientais, a Citroën dispensa o uso de propulsores eléctricos.
O motor a gasolina de 1.2L Puretech usa revestimentos em carbono e um novo óleo de baixa fricção que reduz o consumo em 5%. É auxiliado pelo sistema HybridAir, que consiste na utilização de uma botija de ar comprimido com capacidade de 20L de nitrogénio e óleo a uma pressão de 220bar. A descarga desta mistura entre botijas força a passagem do óleo por um motor hidráulico que por sua vez faz mover as rodas da frente reduzindo o consumo em 30% e atingindo os 2L/100km.

Este sistema inovador é capaz de regenerar a sua própria carga, sempre que o motor térmico está a trabalhar. É um sistema complexo mas que merece o aplauso pela ousadia de desafiar a dependência das companhias petrolíferas. Pode tornar-se num novo paradigma da indústria automóvel se o bloco tiver sucesso e mostrar-se fiável.
Contudo para alcançar o valor de 2L/100km a Citroën teve de levar o C4 Cactus ao ginásio para umas sessões de emagrecimento. O peso foi reduzido em 200kg com recurso a materiais compósitos em vários elementos do veículo como molas de suspensão, tampa da mala, bancos traseiros, painéis laterais, portas e tejadilho. Por sua vez o alumínio e o aço de alta resistência usados na estrutura também contribuíram para aperfeiçoar o consumo.

No que toca à estética as diferenças não são muitas. Comparativamente com o C4 Cactus, o C4 Cactus Airflow 2L tem elementos decorativos em vermelho, um tejadilho mais baixo, um spoiler traseiro aerodinâmico, cavas e rodas maiores, pára-choques mais agressivos com grelha activa na frente e espelhos retrovisores substituídos por câmaras que reduzem o atrito ao ar. A base do C4 Cactus Airflow 2L possui um fundo plano carenado para melhorar o fluxo de ar. No total a aerodinâmica foi melhorada em 20%. Apesar de consumir menos que o seu irmão tem um look mais desportivo. O uso desta tecnologia está previsto para 2017.








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