
O Renault Kadjar é o irmão grande do Captur para fazer concorrência ao Nissan Qashqai. Tem dimensões e habitabilidade maiores que o primo japonês. A mala também é mais vantajosa. Quanto à tracção pode ser feita às duas rodas frontais ou às quatro rodas. A distância frontal ao solo é de 19cm o que o torna mais num citadino do que aventureiro. Estará à venda neste Verão.
O segmento dos SUV's e crossovers tem vindo a crescer em todo o mundo e representa já 1/5 das vendas globais de todas as marcas por isso a Renault lançou-se nesta aventura para não perder o comboio. Primeiro foi o Captur que acabou por ser bem recebido pelo mercado, fruto da experiência adquirida com o Qashqai, um dos modelos de maior sucesso de sempre da Nissan, que agora faz parte do grupo Renault.

Agora é a vez do Kadjar que, na globalidade, não é mais do que um Captur de dimensões maiores. Esta pode ser uma repetição do mesmo erro da Renault já que o Qashqai + também acabou por não ter sucesso tendo sido descontinuado. Esticar por esticar não faz sentido, há que dotar o veículo de personalidade. No entanto esta é também uma viatura para apostar em novos mercados como países africanos da bacia mediterrânica ou a China, onde será produzido. Serão novos locais onde o Captur não é vendido.
Portanto se não resultar na Europa pode resultar nestes mercados. É uma aposta arriscada mas com uma margem de manobra. Aliás o próprio nome soa melhor nos mercados emergentes do que na Europa, onde a vida do Kadjar não será fácil já que o Qashqai é um best-seller e agora a nova geração trouxe ainda mais fôlego. Ambos, Kadjar e Qashqai, partilham a mesma plataforma e muitos elementos mecânicos. Se o primo japonês tem linhas mais minimalistas e sóbrias o modelo francês é mais orgânico e cheio de linhas e superfícies curvas.

O Kadjar tem pormenores em cromado ou alumínio anodizado que lhe dão um certo ar elitista como por exemplo a moldura do envidraçado lateral, as barras do tejadilho, a moldura e friso da grelha frontal, a saia lateral junto às portas, as protecções da base dos pára-choques ou ainda o desenho interno das ópticas frontais com dois módulos de leds cada denominados "Pure Vision" capazes de fazer os médios e máximos e 20% mais potente que um feixe de halogénio. As jantes de liga leve bicolores de fundo negro também reforçam esta identidade.
O Kadjar tem uma mala com uma capacidade de 472L mas possui a bordo mais locais de arrumação que adicionam mais 30L de volume útil. O interior é espaçoso, confortável e sóbrio com acabamento em plástico negro. Dispõe de consola central simétrica, onde se localiza um ecrã multifunções de 7'' e uma faixa horizontal superior com ventiladores emoldurados a cromado acetinado. Vem equipado com o Renault R-Link 2 para um acesso fácil e seguro às diversas funcionalidades.

O volante é multifunções e de bom tacto. De realçar o tejadilho fixo em vidro com uma área de 1,4 m2 proporcionando uma ampla luminosidade no seu interior. Os bancos traseiros dispõem de bom espaço. Quanto a motorizações estão previstos para a Europa os conhecidos blocos a diesel do grupo Renault 1.5 dCi e 1.6 dCi. A transmissão pode ser às duas rodas da frente com sistema Grip Control, que permite manter a aderência em condições de condução difíceis embora não seja indicado para pisos de dificuldade média e elevada.
Se se optar por tracção integral, mais cara, é permitido seleccionar três modos de utilização (Auto, Lock e 2WD) consoante as circunstâncias. O Kadjar pode ter jantes até 19'' que confere maior robustez visual. A condução do Kadjar é fácil sendo auxiliada por diversos sistemas tecnológicos que a tornam intuitiva como o auxílio à travagem de urgência, o alerta de saída de via, o reconhecimento da sinalização com alerta dos limites de velocidade, o apoio ao arranque em subida e ainda uma útil câmara de marcha atrás. Dispõe também de um sistema de estacionamento automático "mãos livres".








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