
A segunda geração do Q7, um SUV da Audi, chegou ao mercado com novos argumentos e uma imagem renovada. Curioso que quando se olha para a frente deste modelo vem logo à cabeça a imagem do concept Iroc da Volkswagen, o protótipo que antecipou o novo Scirocco. O luxo e o requinte continuam a ser os grandes trunfos. Os propulsores de 3.0L equipam ambas as versões a diesel e gasolina e têm o mesmo preço que anda à volta dos 90 mil euros. Ou seja uma viatura para um nicho restrito. O equipamento também foi melhorado.
O mercado dos SUV's é aquele que mais tem crescido em detrimento dos descapotáveis, por isso as marcas criam vários segmentos de SUV's, desde os mais pequenos até aos maiores. A Audi não foge à regra e o Q7 acaba por ser um irmão maior dos Q5 e Q3. É o SUV mais luxuoso da Audi e, como seria de esperar, a tracção é integral quattro. A caixa é automática Tiptronic de oito velocidades. O habitáculo conta de série com cinco lugares mas, em opção, pode levar até sete lugares.

O design continua conservador e sóbrio mas vai buscar uma frente mais desportiva a um protótipo da Volkswagen, nada mais nada menos que a grelha trapezoidal tridimensional cromada estreada no Iroc, o concept do Scirocco e cuja ideia está a ser implementada por outras marcas como a BMW ou a Mazda. A grelha a sobressair da carroçaria com as ópticas adoçadas na lateral são já um estilo bem aceite pelas marcas. No geral destaca-se no Q7 o design interno das ópticas tanto à frente como atrás com frisos em leds. No interior foram eliminados muitos botões, cujas funções agora integram o ecrã táctil.
Na lateral o desenho está mais musculado e conta com uma decoração cromada na base da porta, uma ideia assimilada do Renault Capture e que resulta bem. Por dento o espaço aumentou. A capacidade da mala é agora de 890L. No geral o novo Q7 pesa menos 325kg que a geração anterior com o uso de materiais mais leves e uma nova plataforma - MLB. É ligeiramente mais curto e mais estreito. O conforto foi melhorado com uma suspensão mais eficiente e uma direcção mais precisa.

O novo Q7 está apto a circular fora de estrada já que conta com uma tracção integral. Pode passar lencóis de água até 50cm de profundidade. Possui sistemas de segurança de auxílio à condução como é o caso da assistência à descida em terrenos inclinados, o que dá bastante jeito tendo em conta o peso da viatura. Quato a equipamento trás de série faróis com iluminação diurna em leds e xénon, vidros térmicos, climatizador bi-zona, estofos em pele, sensores de luz e chuva, bancos eléctricos à frente, sensores de estacionamento, cruise control, sistema de abertura elétrica da mala, ecrã táctil infoteinment e ainda sistema de mitigação de colisão.
Há muito opcionais ainda como o sofisticado sistema de iluminação Audi Matrix em leds, sistema audio Bose, sistema de navegação, um painel do condutor virtual, já estreado no TT, e ainda vários sistemas que reforçam a segurança. No início estarão disponíveis os blocos propulsores 3.0L TFSI V6 de 333cv no caso a gasolina e o 3.0L TDI V6 de 272cv no caso a diesel. Para mais tarde chegará o 3.0 TDI de 218cv com um preço e consumos mais em conta para o nosso mercado.

Em 2016 chegará uma versão híbrida eléctrica-diesel plugin denominada e-tron quattro. O motor de combustão de seis cilindros 3.0L TDI tem 258cv enquanto o bloco eléctrico debita 128cv. A potência combinada é de 373cv. A chegada da versão híbrida é aguardada com alguma espectativa pelo mercado já que a Audi anuncia um consumo de apenas 1,7L/100km e precisa de apenas 6s para alcançar os 100km/h, um feito atendendo ao peso da viatura. A autonomia em modo eléctrico será de 56km. O seu preço ainda não está anunciado mas é esperado que seja o mais caro de toda a gama Q7, um factor que acaba por não compensar a poupança no consumo. O investimento será "amortizado", provavelmente, no longo prazo.

Modelos a gasolina
3.0 TFSI V6 quattro (333cv): 6,1s; 250km/h; 7,7L/100km; 179g/km; 88.190€Modelos a diesel
3.0 TDI V6 quattro (272cv): 6,3s; 234km/h; 5,7L/100km; 149g/km; 88.190€








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