
O mau dimensionamento das vias e a má organização da sinalização nas estradas nacionais e municipais têm vindo a contribuir para um tráfego cada vez mais caótico em Portugal, o que dificulta a circulação automóvel, mas não só. Com a fluidez a diminuir aumenta o pára-arranca e, consequentemente, a poluição atmosférica. É nos arranques que os automóveis a combustão emitem mais gases poluentes para a atmosfera prejudiciais para a saúde humana.
A sinalização do trânsito tem como função colocar ordem e evitar acidentes. É esse o seu objectivo principal. Mas verifica-se que ultimamente os municípios têm aumentado o número de semáforos nas localidades e nos seus acessos gerando alto trânsito em hora de ponta, principalmente em zonas de grande densidade. Isso, por si só, pode ser visto como um desvirtuar da função inicial referida.
Quando um semáforo em vez de regular o trânsito, dificulta o normal fluxo automóvel gerando caos e poluição atmosférica, então já pode ser considerado como um agente perturbador da circulação. Os(as) vereadores(as) das respectivas câmaras são aqueles(as) que autorizam a colocação de semáforos na via pública, legitimados por gabinetes de estudo de tráfego.

Tráfego apontado como principal inimigo da produtividade em Portugal
Portanto se um ou vários semáforos perturbam o normal tráfego automóvel e quando mal colocados, são aos(às) vereadores(as) que se devem apurar responsabilidades pelo uso abusivo de poderes de forma consciente ou incosciente. Um recente estudo publicado pelo jornal Destak demonstra que o tráfego é mesmo apontado como o principal entrave à produtividade laboral dos portugueses.
Os lisboetas perdem entre 82 horas/ano em hora de ponta, sobretudo nas tardes de quinta e sexta-feira, enquanto que os portuenses gastam cerca de 72 horas mais sentido nas tardes de terça e sexta. Os portugueses destacaram os engarrafamentos como o principal inimigo à produtividade laboral (51%), seguindo-se chamadas de telemarketing (45%), as falhas das tecnologias de informação (43%), as reuniões demoradas (40%) e os atrasos nos transportes.








Sem comentários: