
O novo Hyundai i20 representa um passo à frente na qualidade e no design, comparativamente com a primeira geração. A versão a diesel de apenas 1.1L com três cilindros é amiga da carteira do condutor já que apresenta consumos económicos. Para conseguir o feito a marca coreana recorreu a um propulsor de três cilindros. O único inconveniente é ser algo ruidoso, no entanto a Hyundai conseguiu insonorizar o interior do habitáculo para reduzir o ruído. O problema é quando se abre o vidro ou o tecto de abrir. Outro aspecto a ter em conta são as prestações demasiado lentas.
As linhas do novo i20 estão mais cativantes. Basta olhar para a frente com uma grelha frontal trapezoidal com moldura cromada que transmite mais desportividade. Depois a entrada de ar inferior é rematada por faróis de nevoeiro e difusores proeminentes. As ópticas seguem o desenho do rasgo horizontal entre o capôt e pára-choques, têm luzes diurnas em leds (opção) e prolongam-se na lateral até ao meio das cavas das rodas. A lateral apresenta desenho ligeiramente escultórico com friso em plástico negro na base das portas e espelho retrovisor com pisca integrado.
O que chama a atenção é o pilar traseiro em plástico negro que cria o efeito de tejadilho levitante. As jantes de oito raios em liga leve casam bem com o conjunto. Atrás o pára-choques de linhas curvas apresenta luzes reflectoras em baixo onde se localizam também as luzes de marcha atrás. Um difusor negro remata o conjunto. A pega do portão traseiro está localizada num negativo feito no pára-choques. Algumas marcas já incluem o puxador no próprio logotipo, a Hyundai podia ter feito melhor. Quanto aos farolins traseiros, o seu desenho está dividido em três favos vermelhos colocados de forma paralela e um dente inferior branco onde se localiza os piscas.

No interior o espaço cresceu fruto do exterior que vem mais comprido, mais baixo e mais largo. A bagageira de 326L coloca o i20 nos melhores da sua classe. O layout do tabelier é equilibrado e funcional, mas sem brilho. O painel do condutor tem manómetros clássicos com iluminação branca. O volante tem botões integrados e uma decoração com um friso cromado. A consola central está dividida em três níveis. Em cima localizam-se as bocas dos ventiladores, no nível intermédio o rádio e mais abaixo os comandos de ventilação. Os puxadores interiores das portas imitam o alumínio escovado. O manípulo das mudanças em pele tem bom tacto.

O i20 é capaz de proporcionar viagens longas confortáveis aos seus ocupantes mesmo nos lugares atrás, mas aconselha-se a fechar os vidros e o tecto de abrir para evitar o ruído do propulsor a altas velocidades. Os materiais apresentam uma construção cuidada e pormenorizada sem grandes luxos. A percepção visível é agradável. O propulsor do novo i20 1.1L a diesel é bastante económico e o valor anunciado de 4L/100km pela marca coreana não engana. No entanto esta poupança tem inconvenientes, é que o i20 leva 16 segundos a atingir os 100km/h, o que parece demasiado tempo para quem está habituado a outros motores.

As ultrapassagens têm de ser devidamente calculadas, principalmente em estradas sem separador central devido à ausência de potência suficiente que garanta segurança. Até ganhar balanço o i20 é algo pachorrento nas recuperações e nos arranques. Exige do condutor um trabalho de caixa intenso em circuitos urbanos. Quanto a equipamento é pena que a Hyundai tenha aderido à moda dos premium de mostrar o preço enganador despido de vários gadgets essenciais, hoje em dia. Vem de série com 6 airbags, sistema isofix, duas tomadas, rádio CD/mp3 com portas USB, faróis de nevoeiro, sistema de auxílio ao arranque em subidas, sistema ABS com assistência à travagem, alarme com comando à distância, porta-luvas iluminado e refrigerado e ainda pneus com sensores de pressão.

Mas para se ter luzes diurnas em leds, espelhos retrovisores rebatíveis electricamente, jantes de liga leve de 16'', ar condicionado automático, sensores de luz e chuva e outro equipamento é necessário gastar mais do que o preço base, no entanto tendo em conta o carro, a potência, as prestações e o preço de 14 mil euros, tudo somado, é dispensável gastar mais por outras mordomias. Para isso há outras ofertas mais interessantes.

Mecânica
Motor: diesel, dianteiro, 3 cilindros em linha, 1120 cc, 12 válvulasAlimentação: injecção directa por rampa comum, turbo de geometria variável, intercooler
Potência: 75 cv às 4000 rpm
Binário: 180 Nm às 1750-2500 rpm
Tracção: dianteira
Caixa: manual 5 velocidades
Dimensões
Comprimento: 4035 mmLargura: 1734 mm
Altura: 1474 mm
Peso: 1143kg
Mala: 326 L
Depósito: 50 L
Prestações
Velocidade máxima: 159 km/hAceleração 0-100 km/h: 16,0 s
Consumos
Combinado: 4,0 L/100kmEmissões CO2: 103 g/km
Preço
a partir de 14.000€Prós e contras
+ consumo, funcionalidade, conforto a bordo
- prestações, motor ruidoso








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